{"id":10125,"date":"2007-07-04T12:24:00","date_gmt":"2007-07-04T12:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10125"},"modified":"2007-07-04T12:24:00","modified_gmt":"2007-07-04T12:24:00","slug":"universidade-de-aveiro-quer-ser-acessivel-a-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/universidade-de-aveiro-quer-ser-acessivel-a-todos\/","title":{"rendered":"Universidade de Aveiro quer ser acess\u00edvel a todos"},"content":{"rendered":"<p>Na institui\u00e7\u00e3o de ensino aveirense, ter dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o, ser invisual ou n\u00e3o ter m\u00e3os n\u00e3o \u00e9 impedimento para levar a bom termo o curso superior.<\/p>\n<p>Quando se fala em acessibilidade para todos, pensa-se em rampas para cadeiras de rodas, elevadores em vez de escadas, casas de banho adaptadas. Por\u00e9m, uma universidade acess\u00edvel \u00e9 muito mais do que isso. Trata-se de ter condi\u00e7\u00f5es para que qualquer aluno, qualquer que seja a sua condi\u00e7\u00e3o, possa usufruir de toda a forma\u00e7\u00e3o que a escola proporciona. Ora, a Universidade de Aveiro (UA) quer ser uma escola totalmente acess\u00edvel.<\/p>\n<p>Gracinda Martins \u00e9 respons\u00e1vel pelo Gabinete Pedag\u00f3gico da UA e lida com os alunos que t\u00eam necessidades educativas especiais. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um gabinete s\u00f3 para eles, e espero que assim continue a ser\u201d, afirma ao Correio do Vouga. \u201cFazem parte da comunidade acad\u00e9mica, como qualquer outro, apenas t\u00eam necessidades espec\u00edficas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Que necessidades podem ser essas? Al\u00e9m dos casos mais t\u00edpicos e relativamente frequentes de alunos em cadeiras de rodas, enquadram-se nas \u201cnecessidades educativas especiais\u201d os alunos portadores de defici\u00eancia e os que t\u00eam alguma doen\u00e7a cr\u00f3nica.  A todos eles a Universidade de Aveiro deseja responder com as melhores condi\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o concertada do Gabinete Pedag\u00f3gico, dos Servi\u00e7os de Ac\u00e7\u00e3o Social e do Dep. de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o. Exemplos baseados na realidade desta universidade: aos invisuais \u00e9 fornecido um computador com \u201csoftware\u201d de voz; a alunos com paralisia ou certos tipos de dislexia \u00e9 facultado mais tempo para fazer os exames; e h\u00e1 tamb\u00e9m o caso de um aluno sem bra\u00e7os que responde aos exames ditando.<\/p>\n<p>Curiosamente, na UA nunca se matriculou um aluno com surdez total. Quando tal acontecer, ser\u00e3o criadas condi\u00e7\u00f5es para que possa estudar com menos limita\u00e7\u00f5es, garante Gracinda Martins. \u201cA Universidade n\u00e3o pode ter todas as condi\u00e7\u00f5es em todos os departamentos. N\u00e3o seriam utilizadas. Mas cria-as \u00e0 medida que surgem os casos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O trabalho de volunt\u00e1rios \u00e9 fundamental para o GP. H\u00e1 70, entre alunos, funcion\u00e1rios n\u00e3o docentes e professores, que colaboram com o GP. Os volunt\u00e1rios d\u00e3o aulas particulares, apoiam na pr\u00e1tica de modalidades desportivas, como a nata\u00e7\u00e3o, ou nos testes, no caso de um aluno sem membros superiores.<\/p>\n<p>Curso superior sem nunca ir \u00e0 universidade?<\/p>\n<p>Porque a UA quer estar preparada, convidou as escolas secund\u00e1rias a trocarem informa\u00e7\u00f5es com a UA, em Abril e Maio, embora os alunos, naturalmente, ainda n\u00e3o saibam que universidade v\u00e3o frequentar. Tal troca de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada \u00fatil para ambas as partes. Os alunos do secund\u00e1rio sabem que uma universidade tem ou cria condi\u00e7\u00f5es para os acolher, enquanto a UA pode antecipar cen\u00e1rios. At\u00e9 este ano, a pr\u00e1tica era ter conhecimento das necessidade educativas especiais apenas no dia das matr\u00edculas. De entre os casos que a UA tem em m\u00e3os ap\u00f3s esta ausculta\u00e7\u00e3o, e que pode vir a concretizar-se ou n\u00e3o, est\u00e1 o de uma aluna acamada que quer fazer estudos superiores. A Universidade estuda a possibilidade de ela fazer o curso sem sair de casa. Se tal  acontecer \u2013 para j\u00e1, a aluna tem de concorrer ao ensino superior e entrar na institui\u00e7\u00e3o aveirense \u2013, ser\u00e1 caso in\u00e9dito em Portugal.<\/p>\n<p>Gracinda Martins dirige o Gabinete Pedag\u00f3gico (GP) da UA desde 1991. Tem a seu cargo o \u201cpelouro\u201d das necessidades educativas especiais. Mas o GP tem outra fun\u00e7\u00e3o mais basta. \u00c9 um espa\u00e7o confidencial onde os alunos se sentem \u00e0 vontade para \u201cdizer tudo sem serem julgados\u201d. Pelo GP passam jovens com problemas familiares, afectivos ou quaisquer outros. A confidencialidade \u00e9 absoluta. \u201cN\u00e3o h\u00e1 qualquer registo\u201d, adianta, quando se trata de problemas pessoais. Sem n\u00fameros concretos, Gracinda Martins pode afirmar, contudo, que \u201c\u00e9 logo a seguir \u00e0s f\u00e9rias do Ver\u00e3o\u201d que mais jovens procuram o GP. Motivo: dificuldades de relacionamento com os pais.<\/p>\n<p>O GP, dependente da Vice-Reitoria para a Educa\u00e7\u00e3o e Forma\u00e7\u00e3o Graduada, participa ainda nos trabalhos inerentes \u00e0 avali\u00e7\u00e3o e acredita\u00e7\u00e3o dos cursos.<\/p>\n<p>Biblioteca com recursos para todos<\/p>\n<p>2007 \u00e9 o Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades. No cap\u00edtulo do ensino superior, poder\u00e1 ficar marcado pela cria\u00e7\u00e3o da Biblioteca Aberta do Ensino Superior (BAES). A UA, com outros estabelecimentos de ensino, a UMIC (Ag\u00eancia para a Sociedade do Conhecimento) e a Direc\u00e7\u00e3o-Geral do Ensino Superior est\u00e3o a criar recursos pedag\u00f3gicos que ficar\u00e3o dispon\u00edveis em bibliotecas e on-line. Setembro de 2007 \u00e9 a data apontada para os primeiros resultados. Em Janeiro de 2008, quando o projecto estiver completo, cerca de 3000 t\u00edtulos, entre excertos e obras completas, ficar\u00e3o acess\u00edveis, principalmente para quem tem dificuldades de vis\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na institui\u00e7\u00e3o de ensino aveirense, ter dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o, ser invisual ou n\u00e3o ter m\u00e3os n\u00e3o \u00e9 impedimento para levar a bom termo o curso superior. Quando se fala em acessibilidade para todos, pensa-se em rampas para cadeiras de rodas, elevadores em vez de escadas, casas de banho adaptadas. 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