{"id":10152,"date":"2007-07-11T14:34:00","date_gmt":"2007-07-11T14:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10152"},"modified":"2007-07-11T14:34:00","modified_gmt":"2007-07-11T14:34:00","slug":"era-do-vazio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/era-do-vazio\/","title":{"rendered":"Era do vazio!"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 verdade: a Sociedade em que vivemos \u00e9 pouco moderna, porque, submissa ao turbilh\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es, do provis\u00f3rio, do pragmatismo e do relativismo, gera um caos permanente, conduzido subtilmente por pequenos grupos de interesses, ocultos mas poderosos, eclipsando toda a forma de pensamento organizado e de rumos de vida razo\u00e1veis, conscientes, assumidos responsavelmente.<\/p>\n<p>\u00c9 com esta atmosfera que temos de conviver. O que n\u00e3o quer dizer que tenhamos de nos submeter \u00e0 sua alt\u00edssima toxicidade ou sejamos de todo incapazes de lhe contrapor ant\u00eddoto eficiente, n\u00e3o apenas neutralizante dos seus efeitos desagregadores, mas gerador de um novo tecido social.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica a que estamos submetidos, por virtude desta (des)estrutura\u00e7\u00e3o mental e cultural, \u00e9 a de uma felicidade no imediato, impulsionada por um consumismo feroz, o qual, \u00e0 falta de poder trazer a saciedade duradoura a todas as aspira\u00e7\u00f5es, nos mergulha num clima de desilus\u00e3o, pessimismo e depress\u00e3o quase generalizada.<\/p>\n<p>Pensamos que somos livres. E \u00e9 isso que nos embala no encanto desta civiliza\u00e7\u00e3o. Querer, escolher, fazer o que nos apetece \u00e9 a voragem que nos engole no rodopio do quotidiano. <\/p>\n<p>Todavia, se pararmos um momento, daremos conta de que nunca como hoje fomos t\u00e3o manipulados. Os gostos, as sensa\u00e7\u00f5es que nos embalam e embriagam, os prazeres que nos inebriam as multid\u00f5es, as cores que nos solicitam\u2026, s\u00e3o programados, a longo prazo e ao mil\u00edmetro, de forma bem escalonada, pelos tais grupos de interesses, ocultos e distantes, que j\u00e1 \u201csabem\u201d &#8211; porque o dirigem &#8211; o que vamos \u201cpensar\u201d, aquilo de que vamos gostar, o que seguramente vamos \u201cescolher\u201d, na pr\u00f3xima primavera e ver\u00e3o, no Inverno que h\u00e1-de suceder ao pr\u00f3ximo&#8230; enquanto eles quiserem e n\u00f3s deixarmos!  <\/p>\n<p>\u00c9 verdade que temos a nossos p\u00e9s, atulhando as nossas casas e as nossas mentes, quantidades monstruosas de informa\u00e7\u00e3o, que nos permitiriam discernir &#8211; condi\u00e7\u00e3o essencial para, aliada a uma vontade esclarecida e n\u00e3o sob a for\u00e7a de uma emo\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea ou um gosto vol\u00e1til para escolher.<\/p>\n<p>Mas a cultura do consumismo esvaziou o conhecimento, a possibilidade de relacionar e concluir, de distinguir. No furac\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es, a vontade eclipsou-se, reduziu-se ao nuclear inactivo\u2026 E resultamos seres humanos no aspecto, mas deficit\u00e1rios na preserva\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcio das nossas compet\u00eancias espec\u00edficas. S\u00f3 a proposta de uma \u00e9tica criativa, que d\u00ea primazia \u00e0 pessoa sobre o consumismo, s\u00f3 o regresso a privilegiar a rela\u00e7\u00e3o, equilibrada com a individualidade, far\u00e3o que a sociedade seja mais sociedade e seja verdadeiramente moderna, isto \u00e9, actual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 verdade: a Sociedade em que vivemos \u00e9 pouco moderna, porque, submissa ao turbilh\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es, do provis\u00f3rio, do pragmatismo e do relativismo, gera um caos permanente, conduzido subtilmente por pequenos grupos de interesses, ocultos mas poderosos, eclipsando toda a forma de pensamento organizado e de rumos de vida razo\u00e1veis, conscientes, assumidos responsavelmente. \u00c9 com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-10152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10152\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}