{"id":10266,"date":"2007-07-19T15:02:00","date_gmt":"2007-07-19T15:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10266"},"modified":"2007-07-19T15:02:00","modified_gmt":"2007-07-19T15:02:00","slug":"das-salinas-a-serra-de-montemuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/das-salinas-a-serra-de-montemuro\/","title":{"rendered":"Das Salinas \u00e0 Serra de Montemuro&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Do Vouga at\u00e9 Ribadouro, de terras salitradas \u00e0 Serra de Montemuro, da laguna aveirense, cantada pelo poeta Evangelista Vidal, \u00e0 rota do Malhadinhas de Aquilino Ribeiro, vai um mundo de diversidade de costumes, de viver, de tradi\u00e7\u00f5es, de monumentos, de grande criatividade cultural, de partilha, porventura de fraternidade, ligada pelo cord\u00e3o umbilical de um Vouga ou de um Paiva, qui\u00e7\u00e1, de um Barosa.<\/p>\n<p>Foi, certamente, com estes objectivos, que o clero do Arciprestado de Aveiro resolveu fazer o seu passeio tur\u00edstico deste ano, relaxan-te, cultural e pastoral, a terras de Lamego, n\u00e3o esquecendo de se deliciar com o bom n\u00e9ctar nas Caves da Murganheira.<\/p>\n<p>Na V\u00e1rzea da Serra, o Padre Jos\u00e9 Augusto Matias conta como transformou aquela terra, que nada tinha, nem uma estradinha, e hoje tem um grande Lar, um Centro Comunit\u00e1rio bem familiar, nascido da resid\u00eancia paroquial. Em terra de emigrantes, \u00e9 preciso tratar dos que n\u00e3o puderam passar fronteiras&#8230;<\/p>\n<p>Enrolada na capucha de burel preto, criada na serra, a Paulinha, de 90 anos, surda, encaminha-se para o almo\u00e7o, no Centro Comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Deixamos o Centro Comunit\u00e1rio e galgamos, serra arriba, para a Santa Helena, a 1100 metros de altitude. Daqui se abarca toda a grandiosidade do vale do Barosa. Ao largo, as aldeias do concelho do Tarouca. L\u00e1 muito ao longe, a grande aldeia de Alvite, j\u00e1 do concelho de Moimenta da Beira.<\/p>\n<p>\u201cSanta Helena \u00e9 uma refer\u00eancia para a regi\u00e3o, temos muita f\u00e9 nesta Santinha, e na sua Cruz\u201d, diz-nos C\u00e2ndida Ferreira, com os seus oitenta anos e umas dezenas de catequista em terras de Tarouca, onde tamb\u00e9m vai nascer um grande Centro Pastoral.<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a de padres da minha Diocese\u201d, diz-nos, D. Ant\u00f3nio Francisco, \u201csignifica um gosto maravilhoso: conhecerem tamb\u00e9m as minhas terras, as terras do meu nascimento e crescimento na f\u00e9, na vida crist\u00e3 e no minist\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p>Nesta Diocese nasce, tamb\u00e9m, o Rio Vouga, na serra da Lapa, ao abrigo de um hist\u00f3rico santu\u00e1rio mariano. Dali desce o rio que tanta riqueza cria nas nossas terras.<\/p>\n<p>\u201cEstas terras fazem-nos sentir um duplo apelo \u00e0 miss\u00e3o, ao acolhimento e \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o das nossas terras de Aveiro, que recebem muita gente desta beira do interior de Portugal. Obriga-nos a sabermos acolher\u201d, desabafa o nosso bispo, h\u00e1 meio ano na pastor\u00edcia de serras e vales de Aveiro.<\/p>\n<p>\u201cGostei muito desta visita, porque vi amigos, vi o vosso bispo. \u00c9 Sempre bom rever amigos. Aprendemos sempre uns com os outros \u2013 o que numa aldeia como esta \u00e9 dif\u00edcil. Em Lamego, encontramos sempre as mesmas caras e um grupo de amigos  que partilham os mesmos ideais. \u00c9 sempre bom partilhar com gente de entre a serra e o mar\u201d, diz-nos o Padre Armando, p\u00e1roco de Britiande, terra de largas tradi\u00e7\u00f5es. O Pe Armando j\u00e1 andou l\u00e1 pelo Vaticano, pelo Observat\u00f3rio Romano, e n\u00e3o perdeu o bichinho de ir escrevendo nos jornais, principalmente no que agora dirige, o \u201cVoz de Lamego\u201d, \u00f3rg\u00e3o oficial da diocese.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Vouga at\u00e9 Ribadouro, de terras salitradas \u00e0 Serra de Montemuro, da laguna aveirense, cantada pelo poeta Evangelista Vidal, \u00e0 rota do Malhadinhas de Aquilino Ribeiro, vai um mundo de diversidade de costumes, de viver, de tradi\u00e7\u00f5es, de monumentos, de grande criatividade cultural, de partilha, porventura de fraternidade, ligada pelo cord\u00e3o umbilical de um Vouga [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-10266","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10266\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}