{"id":10336,"date":"2007-08-01T17:51:00","date_gmt":"2007-08-01T17:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10336"},"modified":"2007-08-01T17:51:00","modified_gmt":"2007-08-01T17:51:00","slug":"muito-alem-do-umbigo-mora-um-mestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/muito-alem-do-umbigo-mora-um-mestre\/","title":{"rendered":"Muito al\u00e9m do umbigo mora um &#8220;mestre&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Se o arrependimento fosse causa de morte, eu continuava vivo. \u00c9 certo que me arrependo perante certos \u00abMestres\u00bb, que n\u00e3o ser\u00e3o condenados pelo Evangelho, na medida em que apontam e fazem luz sobre o verdadeiro Mestre dos mestres: Jesus Cristo. \u00c9 disto que sinto necessidade de escrever com a intui\u00e7\u00e3o do instante. A rela\u00e7\u00e3o com esse \u00abtipo\u00bb de mestre cristificado arrasta somente para Deus, vida abundante (cfr. Jo 14,6;12).<\/p>\n<p>Um pouco de mem\u00f3rias. Da adolesc\u00eancia, um emerge na minha mente, Pe. Arm\u00e9nio. O relacionamento foi reservado. Que pode um adolescente de 15 anos fazer diante duma Montanha Sagrada? Ficar em sil\u00eancio e esconder a vergonha. Pe. Arm\u00e9nio era um Pedagogo na F\u00e9 e na Cultura, isso permanece em mim. <\/p>\n<p>Depois vieram outros mestres, na categoria de professores (as), mas n\u00e3o vou escrever sobre isso. \u00c9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Mais tarde, ainda dentro dos padres, surgiu o Pe. Urbino, dele j\u00e1 escreveu, Carlos Reis, meu condisc\u00edpulo, de forma sublime (cfr.\u201dO Pe. URBINO &#8211; DesmAMAR!\u201d in http:\/\/a-tento. blogspot.com\/, acesso, 27-04-07). Est\u00e1 l\u00e1 quase-tudo o que eu gostaria de ter escrito sobre o Pe. Urbino, e n\u00e3o fui capaz pela sua partida rel\u00e2m-pago. <\/p>\n<p>Numa linha transversal surge a pessoa do bispo, Ant\u00f3nio Marcelino. Com este Mestre omnipresente o aprendizado foi cont\u00ednuo, e a dist\u00e2ncia s\u00f3 refor\u00e7ou a depend\u00eancia livre em rela\u00e7\u00e3o ao seu modo de fazer a Igreja e a Evangeliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 escrevi sobre isso, em Carta Aberta, neste jornal (CV, n\u00ba3770, 03-01-07, p.14). No passado-presente, fico por aqui, sendo injusto e ingrato, com mais tr\u00eas ou quatro nomes que a intimidade n\u00e3o permite revelar agora.<\/p>\n<p>No presente-presen\u00e7a, escrevo sobre o Pe. Neves, meu superior na Miss\u00e3o, duma forma sint\u00e9tica. E na s\u00edntese ele \u00e9, tamb\u00e9m, mestre, dupla ousadia. Alguns tra\u00e7os na minha perspectiva. <\/p>\n<p>Pe. Neves coloca \u00abpress\u00e3o nas pessoas\u00bb (bendito seja por isso!). O colocar press\u00e3o em tudo o que vive e sente e quer, origina diverg\u00eancias e converg\u00eancias: morais, teol\u00f3gicas, pastorais (dev\u00edamos ter mais\u2026), psicol\u00f3gicas e humanas. A \u00abpress\u00e3o\u00bb n\u00e3o \u00e9 stress, \u00e9 intensidade\/densidade; mas a \u00abpress\u00e3o\u00bb pode levar a uma \u201cvida stressada\u201d. <\/p>\n<p>No meu relacionamento com ele, cabe a afirmativa de S. Teresa de \u00c1vila: \u201cN\u00e3o quero ser santa. \u00c9 t\u00e3o dif\u00edcil conviver com os santos!\u201d. N\u00e3o me compete julgar a santidade de ningu\u00e9m. Pe. Neves \u00e9 um profeta. Todos(as) os(as) santos(as) s\u00e3o profe-tas no seu ser e agir. <\/p>\n<p>Defende o amigo at\u00e9 \u00e0 morte, d\u00e1 o que tem por inteiro (de forma generosa); pode ser contrariado na forma, n\u00e3o no conte\u00fado. D\u00e1 espa\u00e7o de criatividade, mas n\u00e3o tolera o questionamento da Autoridade (n\u00e3o escrevi Poder, todos sabem a diferen\u00e7a). Amigo de todas as horas, fica acordado, \u201cpodre de sono\u201d, quando chego tarde das actividades pastorais, para abrir a porta e perguntar como foi (devia falar mais e n\u00e3o sou capaz por idiossincrasia). O seu humor \u00e9 ir\u00f3nico, inoportuno, instigante, pontes excelentes em sintonia inter-pessoal comigo: sempre aceito o jogo. <\/p>\n<p>Tem na cabe\u00e7a 10 projectos, dos quais 5 em execu\u00e7\u00e3o imediata e simult\u00e2nea. Quatro em estudo r\u00e1pido, dois em processo de indecis\u00e3o cont\u00ednua e UM projecto em relacionamento directo com Deus, por meio do nosso Advogado, Esp\u00edrito Santo, de que ningu\u00e9m suspeita. Dez projectos que s\u00e3o doze; pois \u00e9, o desdobramento, nunca o entendo. Eu tenho ideias a mais, ele tem projectos a mais: s\u00f3 d\u00e1 casamento com separa\u00e7\u00e3o de bens. <\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tenho a sua capacidade de trabalho e gest\u00e3o (sobretudo esta), nem sa\u00fade (ele tem menos ainda) e vigor (ele tem em excesso). Ser\u00e1 Workaholic ou Lovework ? \u00c9 os dois! Com o Pe. Neves, o ferro malha-se enquanto est\u00e1 quente, e tamb\u00e9m, quando est\u00e1 frio. Debater com ele \u00e9 um desafio e um desenvolvimento; n\u00e3o entra em \u201cbrigas\u201d f\u00fateis e in\u00fateis, ao contr\u00e1rio do que a maioria \u201cacha\u201d; e sabe respeitar \u201co inimigo\u201d, ao contr\u00e1rio do que muitos criticam. Partilhamos muitos livros, mas insuficientes leituras, acaba por ser (a)normal. <\/p>\n<p>Um dos meus trocadilhos favoritos \u00e9: \u201cPe. Neves, de f\u00e9rias, temos mais trabalho na Par\u00f3quia, mas tamb\u00e9m temos menos trabalho paroquial\u201d, \u00e9 um paradoxo bem l\u00f3gico! Assim vivo o presente, com viagem marcada e paga. Sem pressas, sem lentid\u00f5es! Agradecido Pe. Neves! Lavei um pouco a minha alma, nas suas palavras, e por isso experimento Paz e Alegria, frutos da Justi\u00e7a. O processo terap\u00eautico est\u00e1 em curso. \u201cBlink\u201d, \u00e9 a decis\u00e3o num piscar de olhos com F\u00e9!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o arrependimento fosse causa de morte, eu continuava vivo. \u00c9 certo que me arrependo perante certos \u00abMestres\u00bb, que n\u00e3o ser\u00e3o condenados pelo Evangelho, na medida em que apontam e fazem luz sobre o verdadeiro Mestre dos mestres: Jesus Cristo. \u00c9 disto que sinto necessidade de escrever com a intui\u00e7\u00e3o do instante. A rela\u00e7\u00e3o com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10336","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10336"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10336\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}