{"id":10366,"date":"2007-08-29T12:05:00","date_gmt":"2007-08-29T12:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10366"},"modified":"2007-08-29T12:05:00","modified_gmt":"2007-08-29T12:05:00","slug":"d-antonio-francisco-vai-introduzir-alteracoes-na-pastoral-de-ferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/d-antonio-francisco-vai-introduzir-alteracoes-na-pastoral-de-ferias\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Francisco vai introduzir altera\u00e7\u00f5es na Pastoral de F\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p>Apesar do sucesso da sua primeira \u201cpastoral de f\u00e9rias\u201d enquanto Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco ir\u00e1 introduzir profundas altera\u00e7\u00f5es nas edi\u00e7\u00f5es de 2008 e 2009, dedicando o primeiro ano \u00e0s festas de religiosidade popular e, no ano seguinte, \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No primeiro ano como Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco considerou que a pastoral nas praias foi \u201cuma experi\u00eancia muito agrad\u00e1vel\u201d. \u201cFoi o primeiro encontro com estas comunidades crist\u00e3s que visitei, indo ao encontro das comunidades crist\u00e3s e dos seus padres\u201d, afirmou, em praias como S. Jacinto, Torreira, Vagueira, Costa Nova e Barra, a que se juntaram as festas de Fermentelos e de Nossa Senhora do Socorro (em Albergaria-a-Velha).<\/p>\n<p>Outro dado relevante da ac\u00e7\u00e3o nas praias foi \u201csentir que as nossas terras s\u00e3o procuradas por grande n\u00famero de veraneantes, que t\u00eam gosto de encontrar n\u00e3o s\u00f3 o repouso das f\u00e9rias mas tamb\u00e9m as comunidades crist\u00e3s em que possam participar\u201d. Num terceiro aspecto, esta ac\u00e7\u00e3o visou \u201clan\u00e7ar um apelo a novas formas de evangeliza\u00e7\u00e3o, indo ao encontro das pessoas, dialogando, acolhendo e falando com todos, independentemente da sua origem, da sua terra, do seu trabalho, da sua condi\u00e7\u00e3o social ou mesmo da sua confiss\u00f5es de f\u00e9\u201d, revelou o Bispo de Aveiro, na conversa que teve com os jornalistas do \u201cCorreio de Vouga\u201d e do \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d, no final da eucaristia celebrada na igreja da Praia da Barra, no passado domingo.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 era de esperar, nestas jornadas pelas praias da diocese, D. Ant\u00f3nio Francisco reconheceu que encontrou \u201cpessoas que habitualmente n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 missa, mas mostra-ram curiosidade, gostaram de falar, de dialogar ou at\u00e9, \u00e0s vezes, de apresentarem os seus pedidos e as suas inten\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m as suas preocupa\u00e7\u00f5es\u201d, isso sobretudo nos encontros realizados em cada uma dessas praias. Em alguns desses encontros houve pessoas que partilharam \u201cas suas experi\u00eancias de vida crist\u00e3, e tamb\u00e9m algumas marcas de percurso de gente na emigra\u00e7\u00e3o\u201d, o que aconteceu com especial relevo na zona de S. Jacinto, da Torreira e da Murtosa, com \u201cgente que sa\u00edu do pa\u00eds durante muitos anos e que agora regressou, e que tem necessidade de falar da sua experi\u00eancia de vida l\u00e1 fora e de ser acolhida na Igreja de maneira diferente, e que lhe seja dado espa\u00e7o para as suas experi\u00eancias de vida crist\u00e3 nas comunidades do estrangeiro\u201d. \u201cAcho que isso \u00e9 muito interessante. Alguns est\u00e3o perfeitamente integrados e s\u00e3o mesmo membros activos das nossas comunidades\u201d, afirmou o Bispo de Aveiro.<\/p>\n<p>Nestas andan\u00e7as pelas est\u00e2ncias balneares, o bispo aveirense tamb\u00e9m encontrou alguns estrangeiros, nomeadamente de Espanha e da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>As terras que D. Ant\u00f3nio Francisco visitou s\u00e3o locais que, no per\u00edodo de Ver\u00e3o e devido ao turismo, t\u00eam uma popula\u00e7\u00e3o muito superior \u00e0 popula\u00e7\u00e3o residente. Como esta foi a sua primeira experi\u00eancia pastoral nas praias aveirenses, o bispo real\u00e7ou que perguntou aos p\u00e1rocos \u201cse eram mais as pessoas de fora do que as pessaos que habitualmente participam\u201d. \u201cHouve dois casos em que os padres me disseram que eram mais os veraneantes do que os habituais praticantes da eucaristia\u201d, referiu, o que aconteceu na Torreira e em S. Jacinto.<\/p>\n<p>Novidades para 2008 e 2009<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco revelou que o seu desejo n\u00e3o \u00e9 \u201crepetir todos os anos esta forma de estar\u201d, pelo que procurar\u00e1 escolher uma forma para cada ano. \u201cNo pr\u00f3ximo ano, desejo valorizar, no tempo do Ver\u00e3o, na pastoral do Ver\u00e3o, sobretudo as festas de religiosidade popular muito marcante, com grandes concentra\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso de Fermentelos, da Senhora da Sa\u00fade, da peregrina\u00e7\u00e3o da Senhora do Socorro, como s\u00e3o outros grandes momentos de afirma\u00e7\u00e3o de uma religiosidade popular espec\u00edfica que \u00e9 preciso reevangelizar. Esse \u00e9 o meu projecto para o pr\u00f3ximo ano. Daqui por dois anos, gostaria de estar sobretudo em comunidades que t\u00eam grande presen\u00e7a de emigrantes, para valorizar tamb\u00e9m o interior da Diocese, como \u00c1gueda, Sever do Vouga e outras zonas, que recebem, nesta ocasi\u00e3o de f\u00e9rias, recebem muitos emigrantes, para que eles sintam que o bispo da diocese de Aveiro \u00e9 tamb\u00e9m bispo que os acolhe e os recebe\u201d, diz.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o Bispo de Aveiro afirma: \u201cNestes pr\u00f3ximos dois anos, a minha inten\u00e7\u00e3o, que irei colocar em momentos de reflex\u00e3o ao n\u00edvel da pastoral diocesana, \u00e9 esta: no pr\u00f3ximo ano, valorizar momentos de grande concentra\u00e7\u00e3o de religiosidade popular, e no ano seguinte valorizar a vinda e o acolhimento feito aos emigrantes, para n\u00e3o repetir uma rotina anual sempre com esta forma de estar de privilegiar as zonas das praias. Isso a come\u00e7ar por aqui, na continuidade do trabalho que estava a ser feito, mas marcando de uma forma criativa modos novos de presen\u00e7a do bispo da Diocese\u201d.<\/p>\n<p>Em 2008, D. Ant\u00f3nio Francisco pretende estar em \u201cmomentos e em celebra\u00e7\u00f5es de grande mobiliza\u00e7\u00e3o da religiosidade popular\u201d, nomeadamente em festas como a da Senhora da Sa\u00fade e a do S. Paio, na Costa Nova e na Torreira, respectivamente, entre outras onde se inclui a Senhora do Socorro. \u201cSe este ano me preocupou evangelizar a cultura e acolher os veraneantes, como tempo de bem e um dom de Deus, que s\u00e3o as f\u00e9rias, no pr\u00f3ximo ano queria, com a minha presen\u00e7a, reevangelizar a religiosidade popular e, no ano seguinte, em 2009, valorizar e emigra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No programa deste ano, o Bispo de Aveiro esteve presente em duas dessas grandes festas: Senhora do Socorro e em Fermentelos, o que, no dizer de D. Ant\u00f3nio Francisco, foi intencional, \u201ccomo um sinal\u201d. \u201cEstas festas provocam uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o e t\u00eam import\u00e2ncia na cultura na regi\u00e3o\u201d, refere. \u201cEstive em Fermentelos e na Senhora do Socorro, intencionalmente, para me aperceber e aquilatar do valor, da import\u00e2ncia e dos milhares de pessoas que se re\u00fanem nestas festas. O Bispo n\u00e3o pode estar ausente disso e n\u00e3o pode repetir em rotina annual essa presen\u00e7a s\u00f3 nas zonas dos veraneantes\u201d, remata.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio <\/p>\n<p>um espa\u00e7o religioso na Praia da Vagueira\u201d<\/p>\n<p>A necessidade de uma capela na Praia da Vagueira \u00e9 um tema recorrente, e que vem praticamente desde que D. Ant\u00f3nio Marcelino deu in\u00edcio \u00e0 \u201cpastoral nas praias\u201d.<\/p>\n<p>Sobre esse assunto, D. Ant\u00f3nio Francisco disse: \u201cH\u00e1 s\u00f3 uma convic\u00e7\u00e3o muito firme da minha parte, e j\u00e1 decidi isso com o p\u00e1roco e com a comiss\u00e3o que se organizou, para pedirmos aos senhor presidente da C\u00e2mara uma audi\u00eancia para resolvermos definitivamente a escolha do local. A partir da\u00ed, a minha decis\u00e3o \u00e9 determinante: \u00e9 necess\u00e1rio construir um espa\u00e7o religioso na Praia da Vagueira, n\u00e3o basta a igreja da Gafanha da Boa Hora\u201d.<\/p>\n<p>Bispo de Aveiro <\/p>\n<p>admira a f\u00e9 do povo simples<\/p>\n<p>CV &#8211; Nas festas h\u00e1 muita religiosidade popular, o que nem sempre significa religiosidade praticante crist\u00e3. Notou isso nas festas onde esteve?<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco &#8211; Sim. Eu tenho muita admira\u00e7\u00e3o pela afirma\u00e7\u00e3o da religiosidade popular e pelas peregrina\u00e7\u00f5es e pelas afirma\u00e7\u00f5es da f\u00e9 do povo simples. Mais do que ver o lado que n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio valorizar a vertente crist\u00e3. E hoje n\u00e3o h\u00e1 rupturas f\u00e1ceis entre o profano e o crist\u00e3o. H\u00e1 pessoas que na s\u00edntese da sua vida t\u00eam de incluir e de integrar a vertente da vida real, na sua afirma\u00e7\u00e3o na linguagem habitual e profana, e a s\u00edntese da sua dimens\u00e3o religiosa e do seu sentido de descoberta de Deus e da afirma\u00e7\u00e3o da sua f\u00e9.<\/p>\n<p>Pode uma pessoa n\u00e3o ser praticante dominical e ter uma religiosidade profunda?<\/p>\n<p>\u00c9 esse valor que tem de se aproveitar. E \u00e9 da\u00ed que temos de partir. Mais do que recusar aquilo que n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio partir do que \u00e9 crist\u00e3o para ir evangelizar o que n\u00e3o \u00e9. <\/p>\n<p>Indo ao encontro dos emigran-tes, acolhendo-os em tempo de f\u00e9rias \u00e9 uma nova forma de continuar a tradicional missiona\u00e7\u00e3o portuguesa, n\u00e3o indo directamente para outros pa\u00edses mas por interm\u00e9dio dos portugueses emigrados no estrangeiro?<\/p>\n<p>\u00c9 simultaneamente uma quest\u00e3o de convic\u00e7\u00e3o, de experi\u00eancia de quem foi tamb\u00e9m padre ao servi\u00e7o da emigra\u00e7\u00e3o no estrangeiro e \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de gratid\u00e3o. Muitas vezes esses emigrantes tiveram a sorte de encontrar, l\u00e1 fora, comunidades crist\u00e3s onde se integraram, regressam muito mais esclarecidos e mais praticantes e muito mais comprometidos em Igreja. Aqueles que n\u00e3o tiveram essa oportunidade, v\u00eam apenas com a marca da tradi\u00e7\u00e3o que levaram daqui, mas v\u00eam tamb\u00e9m com o testemunho de uma grande dignidade de vida, de uma grande honestidade do trabalho e de um exemplo maravilhoso de coragem que n\u00f3s temos de saber agradecer, apreciar e valorizar. E saber receb\u00ea-los nas comunidades e integr\u00e1-los \u00e9 tamb\u00e9m reenvi\u00e1-los em miss\u00e3o para que, como dizia o saudoso cardeal Lustiger, eles possam evangelizar os povos que os acolheram.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 muito normal encontrarmos um bispo em di\u00e1logo directo com as pessoas. As pessoas sentem algum \u201cacanhamento\u201d por estarem a falar com um bispo?<\/p>\n<p>N\u00e3o. Sentem uma grande alegria e deixam sempre uma afirma\u00e7\u00e3o de grande testemunho, de gratid\u00e3o pela proximidade com que o bispo est\u00e1 junto deles e pelo gosto que t\u00eam em tamb\u00e9m afirmarem que s\u00e3o membros da Igreja. O bispo tem que ser o mais pr\u00f3ximo de todos os que est\u00e3o pr\u00f3ximos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do sucesso da sua primeira \u201cpastoral de f\u00e9rias\u201d enquanto Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco ir\u00e1 introduzir profundas altera\u00e7\u00f5es nas edi\u00e7\u00f5es de 2008 e 2009, dedicando o primeiro ano \u00e0s festas de religiosidade popular e, no ano seguinte, \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o. No primeiro ano como Bispo de Aveiro, D. 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