{"id":10392,"date":"2007-09-05T11:44:00","date_gmt":"2007-09-05T11:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10392"},"modified":"2007-09-05T11:44:00","modified_gmt":"2007-09-05T11:44:00","slug":"a-salvacao-dos-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-salvacao-dos-jovens\/","title":{"rendered":"A salva\u00e7\u00e3o dos jovens"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Jovem, regozija-te na tua mocidade e alegra o teu cora\u00e7\u00e3o na flor dos teus anos. Segue os impulsos do teu cora\u00e7\u00e3o e o que agradar aos teus olhos, mas sabe que, de tudo isso, Deus te pedir\u00e1 contas. Lan\u00e7a fora do teu cora\u00e7\u00e3o a tristeza, poupa o sofrimento ao teu corpo: tamb\u00e9m a meninice e a juventude s\u00e3o ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Eclesiastes 11, 9-11<\/p>\n<p>A nossa vida \u00e9 uma continuidade, n\u00e3o se podendo estabelecer os pontos de partida ou de chegada em cada uma das fases que ela atravessa: inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia, juventude, adultez, velhice. <\/p>\n<p>Somos sempre n\u00f3s, mas vamos crescendo, amadurecendo e envelhecendo, esperando o dia em que teremos de dar contas a Deus, pela vida que vivemos.<\/p>\n<p>Falo deste assunto, porque, infelizmente, muitas pessoas dos nossos dias vivem desfazadas da realidade, querendo aparentar aquilo que n\u00e3o s\u00e3o, ou viver aquilo que deveriam (e seria normal) terem vivido noutra fase da sua vida. <\/p>\n<p>Basta olhar em redor e vemos tantas pessoas, com idade para terem ju\u00edzo, a comportarem-se como adolescentes; e jovens que, devido \u00e0 dureza da vida, t\u00eam de assumir responsabilidades e esfor\u00e7arem-se por serem algu\u00e9m na vida, tornando-se adultos antes do tempo.<\/p>\n<p>Os nossos tempos valorizam o aspecto f\u00edsico, em detrimento do aspecto moral e comportamental. O que interessa \u00e9 parecer jovem, vestir como adolescente, dando a ideia que s\u00e3o pessoas bem conservadas. O pior vem quando, al\u00e9m do vestu\u00e1rio, os comportamentos assumidos s\u00e3o inconstantes como se de adolescentes se tratasse. <\/p>\n<p>Nada h\u00e1 de mais belo do que a utopia da juventude, quando se olha o mundo com uns \u00f3culos de esperan\u00e7a e em que tudo \u00e9 alcans\u00e1vel. A juventude \u00e9 para ser vivida, \u00e9 o tempo de desbravar caminho, para se lan\u00e7ar as bases da vida adulta e mais respons\u00e1vel. <\/p>\n<p>Contudo, muitas vezes, confunde-se juventude com irresponsabilidade; mas nem de perto nem de longe, s\u00e3o palavras sin\u00f3nimas. <\/p>\n<p>Ser jovem \u00e9 acreditar que tudo pode ser feito, tudo pode acontecer e tudo pode ser superado. Como diz o Eclesiastes, o jovem tem de lan\u00e7ar fora a tristeza, ainda mais nos dias que correm, nesta era que faz crer aos jovens que o futuro \u00e9 negro, sem realiza\u00e7\u00e3o profissional e com as dificuldades \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Os formadores devem ajudar os jovens a serem jovens. A viverem intensamente esta fase da vida e n\u00e3o a fazerem infantilidades, julgando que \u00e9 disso que os jovens gostam. Os jovens gostam de ter modelos, n\u00e3o de ditadores de pensamentos e comportamentos. Gostam de olhar para os animadores como modelos a seguir e n\u00e3o ver neles aquilo que n\u00e3o querem ser quando forem adultos. <\/p>\n<p>Para os animadores \u00e9 dif\u00edcil resistir a esta tenta\u00e7\u00e3o, confundindo anima\u00e7\u00e3o com entretenimento. Animar \u00e9 dar vida (anima), n\u00e3o \u00e9 fazer palha\u00e7ada ou dar concertos de guitarra. Isto n\u00e3o querendo dizer que uma din\u00e2mica ou uma can\u00e7\u00e3o sejam deixadas de lado no processo de anima\u00e7\u00e3o; podem e devem ser usados, mas com crit\u00e9rios objectivos.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos jovens para salvar; por isso os animadores devem lan\u00e7ar as redes ao largo e mais fundo, tendo como \u00e2ncora os sacramentos e a Palavra de Deus. Tudo mais vir\u00e1 por acr\u00e9scimo. <\/p>\n<p>S\u00e9rgio Carvalho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-10392","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10392"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10392\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}