{"id":10435,"date":"2007-09-05T15:12:00","date_gmt":"2007-09-05T15:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10435"},"modified":"2007-09-05T15:12:00","modified_gmt":"2007-09-05T15:12:00","slug":"etica-e-comunicacao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/etica-e-comunicacao-social\/","title":{"rendered":"\u00c9tica e comunica\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>Revista <!--more--> O primeiro dos quatro n\u00fameros de 2007 da Communio \u2013 Revista Internacional Cat\u00f3lica, dedica-se a \u201c\u00c9tica e comunica\u00e7\u00e3o social\u201d, tema sempre actual, ou n\u00e3o viv\u00eassemos numa \u201ccultura comunicacional\u201d, descrita por Ant\u00f3nio Rego como \u201cesp\u00e9cie de chuva miudinha trazida por ventos de todas as direc\u00e7\u00f5es, que nos olha at\u00e9 ao \u00e2mago\u201d. A ela, prossegue o padre director do programa \u201cOitavo Dia\u201d, da TVI, \u201cn\u00e3o conseguimos escapar\u201d. \u201cTrata-se do ambiente, do ar que se respira, do envolvimento em todos os recantos da exist\u00eancia, da permeabilidade de qualquer ser ou comunidade, a este olhar e dizer do mundo que habitamos. A esta forma de sentir a exist\u00eancia. E quando se intromete o sentir, estala uma esp\u00e9cie de sismo global que faz estremecer todo o sistema de vida, concep\u00e7\u00e3o do homem, perspectiva de futuro. Estamos no centro da cratera de um vulc\u00e3o que vomita fogo ou cinza. E a nossa presen\u00e7a alimenta essa convuls\u00e3o, ainda que seja com um respirar passivo\u201d, escreve Pe Ant\u00f3nio Rego.<\/p>\n<p>Para esta reflex\u00e3o sobre a comunica\u00e7\u00e3o social contribuem ainda o te\u00f3logo dominicano Christian Duquoc (\u201cOs \u2018media\u2019 e o cristianismo\u201d), o cardeal Karl Lehmann (\u201cCompet\u00eancia dos \u2018media\u2019 e res-ponsabilidade\u201d), D. Manuel Clemente (\u201cNa agenda medi\u00e1tica do tempo e da cultura\u201d), a COMECE (\u201cReflex\u00f5es s\u00f3cio-\u00e9ticas sobre o futuro da pol\u00edtica da Uni\u00e3o Europeia para os \u2018media\u2019 numa sociedade da informa\u00e7\u00e3o\u201d) e Ant\u00f3nio Marujo.<\/p>\n<p>Do jornalista do \u201cP\u00fablico\u201d \u00e9 publicada a comunica\u00e7\u00e3o que proferiu a 23 de Outubro de 2006, ao receber pela segunda vez o Pr\u00e9mio Templeton, que distingue jornalistas que trabalham tem\u00e1ticas religiosas na imprensa n\u00e3o confessional. Ant\u00f3nio Marujo fala de \u201cequ\u00edvocos\u201d e \u201cpossibilidades\u201d, \u201chist\u00f3rias de menosprezo, omiss\u00f5es e (ir)relev\u00e2ncias\u201d, entre a religi\u00e3o e os \u2018media\u2019, nos dois sentidos. Refere como se constr\u00f3i uma agenda noticiosa omitindo not\u00edcias importantes (como o pronunciamento de Jo\u00e3o Paulo II contra a Guerra do Iraque, ou a favor do perd\u00e3o da d\u00edvida externa dos pa\u00edses do Terceiro Mundo), mas repetindo a oposi\u00e7\u00e3o dos bispos \u00e0 liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto, por exemplo, a qual, por ser constante, \u201cem sentido pr\u00f3prio, n\u00e3o \u00e9 not\u00edcia\u201d. Refere igualmente alguma sobranceria dos respons\u00e1veis eclesiais, como a daquele \u201cimportante porta-voz [que] s\u00f3 estava dispon\u00edvel [para a comunica\u00e7\u00e3o social] entre as 9h e as 9h30 da manh\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>Recorrendo ao pensamento do investigador Manuel Pinto, que afirma que a Igreja tem utilizado as met\u00e1foras do p\u00falpito e do are\u00f3pago para falar dos \u2018media\u2019, Ant\u00f3nio Marujo afirma: \u201cEm muitos casos, os \u2018media\u2019 continuam a ser olhados, por respons\u00e1veis e agentes religiosos, como um instrumento para a comunica\u00e7\u00e3o unidireccional e assim\u00e9trica, como um p\u00falpito de formas modernas. E esse \u00e9 um dos equ\u00edvocos mais graves\u201d, por desconhecimento da linguagem e do tempo pr\u00f3prio dos \u2018media\u2019. Pensados como are\u00f3pagos dos tempos modernos, os \u2018media\u2019 ser\u00e3o antes um espa\u00e7o p\u00fablico, fornecedores de temas e de formas, evocadores e construtores do que nele ocorre.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Outros temas deste n\u00famero<\/p>\n<p>A segunda parte da revista, dedicada \u00e0s Perspectivas (testemunhos, experi\u00eancias e ensaios fora do tema geral do n\u00famero), apresenta um texto de Peter Henrici (bispo em\u00e9rito de Chur, Su\u00ed\u00e7a), sobre a rela\u00e7\u00e3o de Hans Urs von Balthasar com o II Conc\u00edlio do Vaticano. O te\u00f3logo su\u00ed\u00e7o foi o grande ausente do Conc\u00edlio, mas a sua teologia est\u00e1 bem presente.<\/p>\n<p>Segue-se o ensaio do jesu\u00edta Samir Khalil Samir, sobre \u201cA Europa e o Isl\u00e3o, Encontro e Desafio\u201d. Eg\u00edpcio de nascimento, Samir Samir reflecte sobre os temas que v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a dos europeus quando se fala de Isl\u00e3o: fundamentalismo, a proibi\u00e7\u00e3o do v\u00e9u dito \u201cisl\u00e2mico\u201d, a constru\u00e7\u00e3o de mesquitas ou a exig\u00eancia de cemit\u00e9rios separados para mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>Em entrevista, o investigador franc\u00eas Yann Terrien fala da dimens\u00e3o religiosa do cinema de Alfred Hitchcock (proveniente de uma fam\u00edlia cat\u00f3lica e educado por jesu\u00edtas). Afirma Terien: \u201cO \u2018suspense\u2019 hitchcockiano \u00e9 por natureza religioso: na medida em que coloca os personagens no centro de uma prova\u00e7\u00e3o, ele convida ao mesmo tempo o espectador que se identifica com aqueles a participar das suas afli\u00e7\u00f5es. No final de um percurso que se tornou o seu, ele abre-se ao ponto de vista humano, e eleva-se espiritualmente\u201d.<\/p>\n<p>Este n\u00famero da Communio termina com o testemunho da jornalista Marta Roque sobre \u201ca aventura da concilia\u00e7\u00e3o da vida familiar com o trabalho\u201d.<\/p>\n<p>O \u00fanico local de venda desta revista na regi\u00e3o de Aveiro \u00e9 a Livraria Santa Joana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-10435","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10435\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}