{"id":10443,"date":"2007-09-05T15:26:00","date_gmt":"2007-09-05T15:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10443"},"modified":"2007-09-05T15:26:00","modified_gmt":"2007-09-05T15:26:00","slug":"novas-legislacao-laboral-expectantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/novas-legislacao-laboral-expectantes\/","title":{"rendered":"&#8220;Novas legisla\u00e7\u00e3o laboral&#8221; &#8211; expectantes?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Parece estar desencadeado o processo de prepara\u00e7\u00e3o de \u00abnova legisla\u00e7\u00e3o laboral\u00bb. Como \u00e9 habitual nestes casos, j\u00e1 se definiram posicionamentos bastante diversificados: existe quem defenda altera\u00e7\u00f5es a favor de mais seguran\u00e7a e quem defenda mais flexibilidade; h\u00e1 quem entenda que n\u00e3o vale a pena reabrir este \u00abdossier\u00bb t\u00e3o controverso e quem lhe atribua alta  prioridade; e n\u00e3o falta quem se coloque numa posi\u00e7\u00e3o de expectativa, para depois se pronunciar, em nome dos \u00abseus\u00bb bons princ\u00edpios. <\/p>\n<p>Uma parte significativa dos cat\u00f3licos tem uma especial propens\u00e3o para se situar nesta \u00faltima posi\u00e7\u00e3o: entende que n\u00e3o \u00e9 dignificante o envolvimento nestas mat\u00e9rias e, quando julgado conveniente, invoca a doutrina social da Igreja para se escudar socialmente e para condenar tudo o que pare\u00e7a atentar contra as respectivas orienta\u00e7\u00f5es. Funciona como exterior aos processos e lutas laborais, refugiada nas suas \u00abcapelas\u00bb religiosas, familiares, profissionais e outras.<\/p>\n<p>Os cat\u00f3licos \u00abexpectantes\u00bb n\u00e3o se envolvem militantemente nesses processos e nessas lutas, do lado sindical, do patronal ou do estatal. Nem t\u00e3o pouco d\u00e3o passos significativos para que as for\u00e7as, ou parceiros, sociais procurem empenhadamente os entendimentos poss\u00edveis. <\/p>\n<p>O laicado cat\u00f3lico vive, h\u00e1 d\u00e9cadas, numa apatia social impressionante, a tal ponto que nem sequer acompanha, e por vezes at\u00e9 vilipendia, os esfor\u00e7os realizados na negocia\u00e7\u00e3o colectiva e na concerta\u00e7\u00e3o social. Parece apostado em repudiar liminarmente a ideia de constitui\u00e7\u00e3o de um ou mais movimentos de leigos dedicados ao estudo e debate destes problemas, bem como \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de propostas, \u00e0 pr\u00e1tica da influ\u00eancia dignificante a favor dessas mesmas propostas e da dignifica\u00e7\u00e3o da vida econ\u00f3mica e social. O di\u00e1logo social, no interior da Igreja, entre trabalhadores (por conta de outrem), patr\u00f5es ou empres\u00e1rios e outras pessoas envolvidas no mundo laboral constitui uma excep\u00e7\u00e3o rar\u00edssima, e at\u00e9 uma verdadeira miragem. <\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da posi\u00e7\u00e3o expectante e meramente doutrin\u00e1ria, os leigos cat\u00f3licos n\u00e3o se podem considerar figuras angelicais e \u00abmini-papas\u00bb, a quem s\u00f3 incumbe afirmar princ\u00edpios, dispensando-se da interac\u00e7\u00e3o destes com as realidades e conflitos sociais. Ocorrendo, neste ano, o 40.\u00ba anivers\u00e1rio da enc\u00edclica \u00abPopulorum Progressio\u00bb, vem a prop\u00f3sito recordar uma das suas linhas de orienta\u00e7\u00e3o: \u00abos leigos devem assumir como tarefa pr\u00f3pria a renova\u00e7\u00e3o da ordem temporal (&#8230;). Pertence aos leigos, pelas suas livres iniciativas e sem esperar passivamente ordens e directrizes, imbuir do esp\u00edrito crist\u00e3o a mentalidade e os costumes, as leis e as estruturas da sua comunidade de vida\u00bb (n.\u00ba 81 da enc\u00edclica). N\u00e3o se trata de reduzirem a evangeliza\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio temporal, nem de o dominarem por arremedos teocr\u00e1ticos, mas sim de serem coerentes em todas as dimens\u00f5es das suas vidas; coerentes com a sua doutrina e com as realidades sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10443","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10443"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10443\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}