{"id":10474,"date":"2007-09-12T16:29:00","date_gmt":"2007-09-12T16:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10474"},"modified":"2007-09-12T16:29:00","modified_gmt":"2007-09-12T16:29:00","slug":"votacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/votacoes\/","title":{"rendered":"Vota\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Vida Aut\u00e1rquica <!--more--> Na passada semana fal\u00e1mos de sess\u00f5es e reuni\u00f5es, as quais \u201cmotivam\u201d delibera\u00e7\u00f5es. Estas, \u00e9 obvio, que se constroem atrav\u00e9s de vota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Importa, antes de mais, aqui deixar um apontamento sobre as formas de vota\u00e7\u00e3o e a quailifica\u00e7\u00e3o dos respectivos resultados. Temos assim: Vota\u00e7\u00e3o nominal &#8211; quando o presidente pergunta a cada um, chamando pelo seu nome, a sua opini\u00e3o. \u00c9 a forma de vota\u00e7\u00e3o usada nos \u00f3rg\u00e3os executivos (junta de freguesia e c\u00e2mara municipal). Nos \u00f3rg\u00e3os deliberativos (assembleias), este sistema de vota\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1. J\u00e1 viram numa Assembleia Municipal com 100 membros, o tempo perdido a chamar pelos cem nomes? \u00c9 o sistema \u201cpor levantados e sentados, ou por bra\u00e7os erguidos\u201d o mais aconselh\u00e1vel. Pergunta o Presidente: Quem vota a favor, levanta-se; idem quem vota contra; idem quem se abt\u00e9m. Em pequeno parenteses, refira-se que o legislador parece que teve medo da absten\u00e7\u00e3o pois dela fala, quase com vergonha&#8230; \u201cn\u00e3o contando as absten\u00e7\u00f5es para o apuramento da maioria\u201d &#8211; Artigo 89, n.\u00ba 2 da L.A.L. (Lei da Administra\u00e7\u00e3o Local).<\/p>\n<p>Ainda quanto \u00e0 absten\u00e7\u00e3o, defendemos que a mesma tem toda a justifica\u00e7\u00e3o, na medida em que, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, \u00e9 uma forma de manifestar a vontade. Duas propostas, nenhuma delas merece a nossa concord\u00e2ncia. \u00c9 evidente que tem toda a justifica\u00e7\u00e3o a absten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Resulta do disposto no Artigo 80 que \u201cas delibera\u00e7\u00f5es s\u00e3o tomadas \u00e0 pluralidade de votos&#8230;\u201d, isto \u00e9, faz vencimento a maioria de votos dos membros presentes, excepto os votos que se traduzem em absten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um exemplo para melhor entender aquele preceito legal: Suponhamos que em sess\u00e3o da Assembleia Municipal (cem membros) uma proposta teve unicamente o voto do seu autor, verificando-se 99 absten\u00e7\u00f5es. Sim senhor, a proposta foi aprovada e transformou-se em delibera\u00e7\u00e3o com um voto a favor e 99 absten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Repare-se que se aqueles membros quisessem teriam votado contra, o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>Nos termos do Artigo 80\u00ba, n.\u00ba 3 \u201cSempre que se realizem elei\u00e7\u00f5es ou estejam em causa ju\u00edzos de valor sobre pessoas, a vota\u00e7\u00e3o ter\u00e1 de ser feita por escrut\u00ednio secreto. N\u00e3o carece de explica\u00e7\u00e3o a vota\u00e7\u00e3o por escrut\u00ednio secreto, pois todos n\u00f3s j\u00e1 a utilizamos nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As tr\u00eas formas de vota\u00e7\u00e3o: nominal, por levantados e sentados e por escrut\u00ednio secreto s\u00e3o as que vigoram para os \u00f3rg\u00e3os aut\u00e1rquicos. <\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana abordaremos o significado de \u201cUnanimidade\u201d, \u201cMaioria qualificada\u201d e \u201cMaioria Absoluta\u201d.<\/p>\n<p>Alfredo Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida Aut\u00e1rquica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-10474","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10474"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10474\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}