{"id":10539,"date":"2007-09-19T15:23:00","date_gmt":"2007-09-19T15:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10539"},"modified":"2007-09-19T15:23:00","modified_gmt":"2007-09-19T15:23:00","slug":"mediocre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mediocre\/","title":{"rendered":"Med\u00edocre"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> H\u00e1 uma velha tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica que atravessa todas as rep\u00fablicas e chega at\u00e9 n\u00f3s, numa \u00e9poca que poder\u00edamos porventura compreender como meta-republicana \u2013 numa concep\u00e7\u00e3o entendida como \u201cpara al\u00e9m\u201d da pr\u00f3pria rep\u00fablica! Isto porque, para superar o governo do mundo, a economia, m\u00e3e (fonte) de todas as guerras (desde os tempos cl\u00e1ssicos), \u00e9 necess\u00e1rio educar os cidad\u00e3os at\u00e9 para a arte do confronto, da oposi\u00e7\u00e3o! E o primeiro passo para a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 gerar a autonomia, a autonomia de pensamento, de discernimento\u2026 \u00c9 o papel todas as unidades escolares (desde a formal \u00e0s informais, como por exemplo um clube desportivo, uma associa\u00e7\u00e3o, etc.)\u2026 at\u00e9 nas novas oportunidades!<\/p>\n<p>Verifica-se que h\u00e1 uma permanente depend\u00eancia do soberano, daquele que h\u00e1-de resolver o confronto por n\u00f3s; de quem nos subsidia. Ou, pior ainda, a mediocridade de deixar para os outros a obriga\u00e7\u00e3o de cada um e, mesmo para desempenhar o principal papel, seja qual for o palco, constatamos que \u00e9 permanente a necessidade de incentivo, de aplauso, de b\u00f3nus\u2026 como quem vive sem ideias, sem iniciativa, acomodada, talvez apenas dos reflexos condicionados como Pavlov demonstrou com o \u201cmelhor amigo do homem\u201d! Fazer o ordin\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 nada de extraordin\u00e1rio! E para as \u201clutas\u201d do dia-a-dia, para o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es m\u00ednimas, h\u00e1 o respectivo \u201csoldo\u201d \u2013 vencimento do soldado! Que falta de querer, de vontade!<\/p>\n<p>A t\u00edtulo ilustrativo, centremo-nos na compara\u00e7\u00e3o entre os atletas lusos da selec\u00e7\u00e3o de futebol e da selec\u00e7\u00e3o de rugby (os \u201clobos\u201d do mundial que decorre em Fran\u00e7a)!<\/p>\n<p>Os primeiros s\u00e3o (altamente) profissionais; actuam com displic\u00eancia; esperam que o p\u00fablico os aplauda para ganhar motiva\u00e7\u00e3o para superar os obst\u00e1culos da contenda; mastigam chiclete enquanto o hino \u00e9 entoado; circulam com ar sorumb\u00e1tico de iPod ao pesco\u00e7o; falam com ar pesaroso e s\u00e9rio, como se o futebol fosse uma actividade de vel\u00f3rio; ficam feridos quando os espectadores, que pagaram pequenas fortunas para \u2013 supostamente \u2013 os ver jogar, os apupam dada a mis\u00e9ria que produzem, etc.<\/p>\n<p>Os segundos s\u00e3o amadores; t\u00eam profiss\u00f5es de grande responsabilidade social e econ\u00f3mica; deixam tudo em campo do princ\u00edpio ao fim (mesmo a pr\u00f3pria pele!), esquecendo que no dia seguinte t\u00eam de se apresentar no servi\u00e7o para ganhar o seu sal\u00e1rio; cantam o hino abra\u00e7ados de uma forma entusiasta e sentida; rompem todas as barreiras para poderem estar junto dos que os apoiam e transmitem os seus feitos fazendo, por exemplo, duplas confer\u00eancias de imprensa no meio da rua para poderem responder a todas as quest\u00f5es para al\u00e9m da formalidade institucional; t\u00eam no\u00e7\u00e3o do seu valor e do valor do desporto que praticam; andam alegres e cativam tudo e todos, mesmo no meio de derrotas contundentes, porque sabem que deram tudo o que s\u00e3o! Nada regateiam! Ah! E entre n\u00f3s, as entradas para os ver jogar s\u00e3o gratuitas!<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, n\u00e3o \u00e9 a postura do chiclete e iPod que devolver\u00e1 ao pa\u00eds os \u00edndices de desenvolvimento que teve\u2026 para a\u00ed at\u00e9 ao Marqu\u00eas de Pombal! \u00c9 preciso a atitude dos \u201clobos\u201d!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-10539","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10539\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}