{"id":10546,"date":"2007-09-19T15:41:00","date_gmt":"2007-09-19T15:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10546"},"modified":"2007-09-19T15:41:00","modified_gmt":"2007-09-19T15:41:00","slug":"poder-subterraneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/poder-subterraneo\/","title":{"rendered":"Poder subterr\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Recentemente foi publicada nesta coluna uma pequena s\u00e9rie de artigos sobre \u00abquem nos governa\u00bb. A\u00ed se real\u00e7ava o poder dos interesses subterr\u00e2neos, que actuam \u00e0 margem da lei e da moral.<\/p>\n<p>Entretanto o jornalista Jos\u00e9 Vegar subscreveu um conjunto de quatro artigos sobre a \u00abeconomia do mal\u00bb, no suplemento \u00abEconomia\u00bb do jornal \u00abP\u00fablico\u00bb. O artigo, publicado em 31 de Agosto, intitula-se \u00aba replica\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias do capitalismo contempor\u00e2neo\u00bb, e baseia-se em v\u00e1rias fontes, tais como a ONU, o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, a OCDE, o Conselho da Europa, a EUROPOL e alguns investigadores. Justifica-se deixar aqui registadas algumas informa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o deveras significativas e preocupantes.<\/p>\n<p>O Prof. F. Schneider, da Universidade austr\u00edaca de Linz, elaborou um estudo relativo a \u00ab145 pa\u00edses, incluindo alguns dos mais desenvolvidos do mundo (&#8230;)\u00bb. Nele \u00abaponta para que 35,2 por cento\u00bb das respectivas economias sejam de car\u00e1cter subterr\u00e2neo; \u00e9 poss\u00edvel que se incluam aqui as actividades econ\u00f3micas informais que n\u00e3o s\u00e3o de natureza criminosa. Segundo fontes diversas, destacam-se, nas actividades criminosas, \u00abo tr\u00e1fico de drogas e a imigra\u00e7\u00e3o ilegal, seguidas pela falsifica\u00e7\u00e3o de documentos e de cart\u00f5es de cr\u00e9dito, o tr\u00e1fico de armas e de \u00f3rg\u00e3os humanos, a divulga\u00e7\u00e3o de pornografia infantil, o crime inform\u00e1tico, o contrabando de tabaco e \u00e1lcool, a contrafac\u00e7\u00e3o e a fraude (&#8230;). A amea\u00e7a mais preocupante prende-se com a infiltra\u00e7\u00e3o de empresas legais e com a corrup\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios p\u00fablicos\u00bb. \u00abO departamento de Estado dos EUA calcula que o mercado mundial das drogas, com predom\u00ednio da hero\u00edna e da coca\u00edna, atinja os 2 trili\u00f5es de d\u00f3lares por ano, e a ONU estabelece em 13 bili\u00f5es de d\u00f3lares anuais o valor obtido pelos grupos que controlam a imigra\u00e7\u00e3o ilegal e o tr\u00e1fico de pessoas. Por seu turno, a EUROPOL calcula em 24 bili\u00f5es de d\u00f3lares o lucro da venda ou exibi\u00e7\u00e3o \u00abon line\u00bb de pornografia infantil (&#8230;)\u00bb. Tamb\u00e9m segundo fontes diversas, as organiza\u00e7\u00f5es do crime funcionam como \u00abentidades que, tal como as empresas, utilizam todos os meios ao seu alcance para capta\u00e7\u00e3o do mais alto n\u00edvel de lucro e poder (&#8230;)\u00bb.<\/p>\n<p>Num outro tipo de reflex\u00e3o podemos acrescentar que estas entidades se distribuem por tr\u00eas grupos fundamentais: entidades submersas, n\u00e3o vis\u00edveis; entidades \u00abpontas de iceberg\u00bb, ou \u00abtestas de ferrro\u00bb; e entidades regulares que procuram actuar de acordo com a lei e a moral, mas podem ser utilizadas por redes criminosas, sem o saberem ou sob amea\u00e7a ou como via de sobreviv\u00eancia. Em larga medida, as autoridades e as opini\u00f5es p\u00fablicas dos pa\u00edses democr\u00e1ticos ocupam-se, especialmente, deste \u00faltimo grupo, e culpabilizam inclusivamente entidades inocentes, cujos processos de defesa se arrastam durante muitos anos. Enquanto se v\u00e3o ocupando destes casos, as organiza\u00e7\u00f5es do crime mais poderosas v\u00eaem aumentado o seu espa\u00e7o de manobra e de liberdade. Parece que aquelas autoridades e opini\u00f5es p\u00fablicas antes querem enlamear pessoas e institui\u00e7\u00f5es do que retirar a lama dos locais onde ela se encontra, em mais quantidade e com mais gravidade. Corre-se, assim, o risco de \u00abenfraquecimento do Estado e das empresas(&#8230;)\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10546","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10546\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}