{"id":10552,"date":"2007-10-04T15:24:00","date_gmt":"2007-10-04T15:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10552"},"modified":"2007-10-04T15:24:00","modified_gmt":"2007-10-04T15:24:00","slug":"pobreza-em-abaixo-assinado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pobreza-em-abaixo-assinado\/","title":{"rendered":"Pobreza, em abaixo-assinado"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A Comiss\u00e3o Naclional Justi\u00e7a e Paz (CNJP) elaborou e p\u00f4s a circular um abaixo-assinado, com uma peti\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica (AR). Nele se solicita que este \u00f3rg\u00e3o de soberania: \u00abreconhe\u00e7a a pobreza como viola\u00e7\u00e3o grave dos direitos humanos fundamentais; estabele\u00e7a um limiar oficial de pobreza (&#8230;); crie um mecanismo oficial de observa\u00e7\u00e3o e acompanhamento das pol\u00edticas p\u00fablicas (&#8230;); proceda, anualmente, a uma avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o da pobreza no nosso pa\u00eds e do progresso feito na sua erradica\u00e7\u00e3o\u00bb. Fundamentando o pedido, \u00abos signat\u00e1rios entendem que a pobreza constitui uma grave nega\u00e7\u00e3o dos direitos humanos fundamentais e das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao exerc\u00edcio da cidadania, situa\u00e7\u00e3o que reputam eticamente conden\u00e1vel, politicamente inaceit\u00e1vel e cientificamente injustific\u00e1vel\u00bb.<\/p>\n<p>Tal como elevado n\u00famero de pessoas, tive oportunidade de assinar o documento que foi bastante difundido, inclusivamente atrav\u00e9s do \u00absite\u00bb da CNPV. \u00c9 altamente desej\u00e1vel que o n\u00famero de assinaturas constitua um factor favor\u00e1vel ao seu bom acolhimento pela AR e pela generalidade dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Em termos de responsabiliza\u00e7\u00e3o pessoal e colectiva, imp\u00f5e-se que o abaixo-assinado suscite um vasto conjunto de reflex\u00f5es e de pr\u00e1ticas destinadas a conferir-lhe mais viabilidade e credibilidade. Quatro dom\u00ednios de reflex\u00e3o-ac\u00e7\u00e3o justificam a mais alta prioridade: 1\u00ba. &#8211; Jusfificam-se as medidas preconizadas no documento? 2\u00ba. Existe sensibilidade parlamentar e da opini\u00e3o p\u00fablica para a adop\u00e7\u00e3o dessas medidas? 3\u00ba. No caso de elas serem adoptadas, existem perspectivas favor\u00e1veis \u00e0 sua concretiza\u00e7\u00e3o e ao seu contributo efectivo para a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza? (4\u00ba.) &#8211; Os crist\u00e3os apresentam-se com suficiente credibilidade para o reconhecimento do m\u00e9rito da peti\u00e7\u00e3o? &#8211; Talvez seja mais ou menos positiva a resposta a estas quatro quest\u00f5es, subsistindo mais d\u00favidas relativamente \u00e0 terceira. Isso n\u00e3o dispensa &#8211; bem pelo contr\u00e1rio &#8211; um trabalho sistem\u00e1tico na sequ\u00eancia da peti\u00e7\u00e3o, destinado a \u00abmanter viva a chama\u00bb e a dar mais credibilidade \u00e0 causa.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 quarta quest\u00e3o &#8211; sobre a credibilidade da interven\u00e7\u00e3o social dos crist\u00e3os &#8211; pode afirmar-se que esta possui um m\u00e9rito enorme, comprovado por in\u00fameras obras e institui\u00e7\u00f5es desenvolvidas ao longo de vinte s\u00e9culos de hist\u00f3ria. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o pode constituir motivo para que n\u00e3o se intensifique o esfor\u00e7o de aperfei\u00e7oamento e de expans\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o social. Neste momento &#8211; tal como h\u00e1 s\u00e9culos &#8211; verificam-se tr\u00eas lacunas, cujo preenchimento \u00e9 indispens\u00e1ve: o primeiro respeita ao conhecimento solid\u00e1rio dos problemas sociais, que poderia ser assegurado atrav\u00e9s do tratamento estat\u00edstico dos milhares e milhares de casos que passam pelas institui\u00e7\u00f5es e pelos grupos de ac\u00e7\u00e3o social; a outra respeita \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, funcionamento e desenvolvemento de grupos de ac\u00e7\u00e3o social, em todas as par\u00f3quias, seja qual f\u00f4r a respectiva designa\u00e7\u00e3o; e, a terceira, a uma verdadeira estrat\u00e9gia, devidamente concertada, de actua\u00e7\u00e3o crist\u00e3 neste dom\u00ednio.<\/p>\n<p>Voltaremos a este assunto, deixando desde j\u00e1 a ideia de que as lacunas limitam bastante a credibilidade da ac\u00e7\u00e3o social crist\u00e3. Por tal motivo, uma forte mobiliza\u00e7\u00e3o a favor do seu preenchimento contribuiria significativamente para o refor\u00e7o da credibilidade do referido abaixo-assinado, antecipando at\u00e9 alguns aspectos da sua concretiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o poderia a CNJP liderar esta mobiliza\u00e7\u00e3o? <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10552","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10552"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10552\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}