{"id":10641,"date":"2007-10-10T10:58:00","date_gmt":"2007-10-10T10:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10641"},"modified":"2007-10-10T10:58:00","modified_gmt":"2007-10-10T10:58:00","slug":"as-licoes-do-padre-maia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/as-licoes-do-padre-maia\/","title":{"rendered":"As li\u00e7\u00f5es do Padre Maia"},"content":{"rendered":"<p>A destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, o desemprego e o abandono escolar s\u00e3o as principais causas de pobreza, segundo o Pe Lino Maia, a quem coube fazer uma comunica\u00e7\u00e3o centrada nas prioridades da diocese para o novo ano pastoral. Para o presidente da CNIS (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade), os grupos crist\u00e3os n\u00e3o podem fazer muito quanto \u00e0s causas de desemprego \u2013 n\u00e3o podem, normalmente, oferecer trabalho, por exemplo \u2013, mas podem assumir pequenas ac\u00e7\u00f5es com grandes efeitos. E deu exemplos: salas de estudos em bairros sociais, grupos juvenis de teatro em zonas de marginalidade, ou forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para desempregados (\u201ccomo e onde procurar trabalho\u201d, \u201ccomo fazer um curr\u00edculo\u201d, etc.). O Pe Lino Maia exemplificou com um caso da sua par\u00f3quia de Aldoar. A quando do Porto Capital Europeia da Cultura (2001), jovens que tinham abandonado o ensino foram convidados a integrar o elenco de uma \u00f3pera. A iniciativa deu-lhes auto-estima e confian\u00e7a nas suas capacidades. Alguns regressaram ao ensino e agora est\u00e3o em cursos superiores.<\/p>\n<p>Com base na palestra do presidente da CNIS, que \u00e9 tamb\u00e9m director do Secretariado da Pastoral Social do Porto, o Correio do Vouga apresenta as principais chamadas de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 ac\u00e7\u00e3o social dos crist\u00e3os. S\u00e3o \u201cas li\u00e7\u00f5es do Pe Maia\u201d.<\/p>\n<p>1. O pr\u00f3ximo \u00e9 sobretudo aquele de quem nos aproximamos. \u00c0 semelhan\u00e7a do bom samaritano, \u00e9 necess\u00e1rio \u201cdescer do cavalo\u201d, sujar as m\u00e3os, tratar e usar do pec\u00falio pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>2. A caridade anda, por vezes, associada a pr\u00e1ticas individuais e ao sabor da espontaneidade. Nas comunidades, \u00e9 fundamental que existam grupos de sensibiliza\u00e7\u00e3o para a pastoral da caridade. \u00c9 importante que haja coordena\u00e7\u00e3o das ac\u00e7\u00f5es caritativas.<\/p>\n<p>3. As pessoas s\u00e3o generosas em circunst\u00e2ncias extraordin\u00e1rias. \u201cMas procuremos n\u00e3o estar \u00e0 espera de cataclismos\u201d. Sugest\u00e3o: uma vez por ano, instituir nas nossas par\u00f3quias a mobiliza\u00e7\u00e3o para uma circunst\u00e2ncia especial.<\/p>\n<p>4. A caridade n\u00e3o \u00e9 algo que se faz quando n\u00e3o se tem mais nada para fazer. \u00c9 a pr\u00e1tica normal da f\u00e9. \u00c9 necess\u00e1rio rejuvenescer os grupos, respeitando os mais velhos que l\u00e1 se encontram.<\/p>\n<p>5. Que os grupos estejam abertos \u00e0 catolicidade, isto \u00e9, abertos a todos, seja qual for a ideologia, cor, estado&#8230;<\/p>\n<p>6. Que a comunidade se sinta respons\u00e1vel por todos os seus membros. Que a comunidade pe\u00e7a a pessoas para formar grupos de caridade.<\/p>\n<p>7. \u201cN\u00e3o atiremos para o Estado as nossas responsabilidades\u201d (princ\u00edpio da subsidiariedade). \u201cSe atiramos a responsabilidade para o Estado, estamos a ser coniventes com o mal. Fazemos o bem, porque caminhamos ao lado das pessoas\u201d.<\/p>\n<p>8. A caridade deve ser feita a pensar na pessoa concreta e \u201cn\u00e3o para nos sentirmos bem connosco pr\u00f3prios ou para sermos reconhecidos\u201d.<\/p>\n<p>9. \u201cDevemos ter um desejo de qualidade. \u00c9 sempre poss\u00edvel fazer melhor. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de t\u00e9cnicas. \u00c9 quest\u00e3o de afectos. Quem ama inventa sempre express\u00f5es de amor\u201d.<\/p>\n<p>10. \u00c9 importante que a matriz crist\u00e3 esteja na ac\u00e7\u00e3o desenvolvida. \u201cEm que \u00e9 que as nossas ac\u00e7\u00f5es se distinguem das outras? Amamos porque acreditamos em Jesus Cristo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, o desemprego e o abandono escolar s\u00e3o as principais causas de pobreza, segundo o Pe Lino Maia, a quem coube fazer uma comunica\u00e7\u00e3o centrada nas prioridades da diocese para o novo ano pastoral. 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