{"id":10669,"date":"2007-10-10T14:54:00","date_gmt":"2007-10-10T14:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10669"},"modified":"2007-10-10T14:54:00","modified_gmt":"2007-10-10T14:54:00","slug":"a-cultura-cigana-enriquece-a-vida-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-cultura-cigana-enriquece-a-vida-da-igreja\/","title":{"rendered":"A cultura cigana enriquece a vida da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Louise Bonnet <\/p>\n<p>e Maria de Lurdes Ferreira<\/p>\n<p>Ecos do 34\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, que, em F\u00e1tima, nos dias 4 e 5 de Outubro, reuniu 60 pessoas, entre as quais a Irm\u00e3 Louise Bonnet e Maria de Lurdes Ferreira, da diocese de Aveiro. Em foco esteve o documento do Vaticano \u201cOrienta\u00e7\u00f5es para uma Pastoral dos Ciganos\u201d. D. Ant\u00f3nio Marcelino orientou um dos temas em reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAinda bem que o Papa falou e escreveu para nos defender! Pois sofremos muita discrimina\u00e7\u00e3o\u201d. Tal foi a reac\u00e7\u00e3o de D.\u00aa Catarina, mulher cigana do nosso bairro, quando caminh\u00e1vamos juntas pela rua, nesta sexta-feira. Na hora de partir, com Maria de Lurdes, para o encontro nacional da Pastoral dos Ciganos, eu quis participar-lhe o evento que tem a ver com ela, com todos os ciganos, com todos os membros da Igreja. O tema era oportuno: estudo das \u201cOrienta\u00e7\u00f5es para uma Pastoral dos ciganos\u201d dirigidas a toda a Igreja pelo Conselho Pontif\u00edcio da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis por esta Pastoral, D. Ant\u00f3nio Vitalino Dantas e P. Amadeu Dias Ferreira, fizeram uma apresenta\u00e7\u00e3o bem actualizada da situa\u00e7\u00e3o em Portugal. A reflex\u00e3o continuou com duas confer\u00eancias de fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D. Manuel Fel\u00edcio apresentou os princ\u00edpios teol\u00f3gicos que motivam o empenho particular da Igreja. Como Jesus, ela quer ir ao encontro das pessoas mais d\u00e9beis ou marginalizadas. E n\u00e3o \u00e9 verdade que a sociedade, muitas vezes, e \u2013 quem sabe? \u2013 alguns de n\u00f3s, tamb\u00e9m, fieis da Igreja, olham para o povo cigano com preconceito, desconfian\u00e7a? E que, \u00e0s vezes, pessoas s\u00e3o mantidas em situa\u00e7\u00f5es desumanas? <\/p>\n<p>A presen\u00e7a evangelizadora ser\u00e1 sempre uma presen\u00e7a de respeito e de amor: estar com eles, ao lado deles, sendo eles pr\u00f3prios os protagonistas da evangeliza\u00e7\u00e3o. Disse-mos \u201crespeito\u201d: \u00e9 respeito pela dignidade de filho de Deus presente em qualquer um. Cada pessoa \u00e9 para n\u00f3s o rosto de Jesus, chamada a tornar-se cada vez mais imagem de Deus e nosso irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Como falam tantos documentos da Igreja, o trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode prescindir de um compromisso de promo\u00e7\u00e3o humana na cultura cigana. Da\u00ed a pergunta: queremos assisti-los ou introduzi-los no processo de desenvolvimento? Acreditamos que o contacto com o Evangelho desencadeia este processo, onde s\u00e3o priorit\u00e1rias a educa\u00e7\u00e3o, a forma\u00e7\u00e3o profissional, as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade\u2026A partir da\u00ed, abre-se um caminho de di\u00e1logo e coopera\u00e7\u00e3o com o conjunto da sociedade. O povo cigano \u00e9 povo do caminho. Aqui na terra, n\u00e3o somos, todos n\u00f3s, caminhantes para a p\u00e1tria celeste?<\/p>\n<p>A D. Ant\u00f3nio Marcelino coube ressaltar os aspectos pastorais que interrogam a nossa pr\u00e1tica. Entre outros, podemos apontar:<\/p>\n<p>&#8211; Se a evangeliza\u00e7\u00e3o quiser respeitar a dignidade das pessoas, \u00e9 preciso dar-lhes o lugar que lhes compete na vida da Igreja\u2026; que ela se fa\u00e7a cigana com os ciganos. Os passos dados aqui ou acol\u00e1 s\u00e3o sinais de esperan\u00e7a. A mensagem do Evangelho deve inculturar a f\u00e9 na cultura cigana, cultura que pode enriquecer a vida da Igreja, se soubermos acolher as suas manifesta\u00e7\u00f5es: valor da fam\u00edlia, da hospitalidade, da gratid\u00e3o, da solidariedade, da religiosidade.<\/p>\n<p>&#8211; Aceitamos a express\u00e3o dos jovens ou de outros grupos na liturgia. Porqu\u00ea n\u00e3o dos ciganos?<\/p>\n<p>&#8211; O desafio \u00e9 desenvolver experi\u00eancias-piloto novas, que integrem o povo cigano, para que eles se sintam na nossa Igreja como em casa.<\/p>\n<p>Fica por percorrer um longo caminho, passo a passo, com paci\u00eancia, amor, esperan\u00e7a: \u201cpastoral da inutilidade\u201d, disse algu\u00e9m, sabendo que nenhum gesto de amor \u00e9 perdido para Deus.<\/p>\n<p>O encontro que vivemos reactivou o \u00e2nimo de todos os agentes \u201cmission\u00e1rios\u201d no meio dos ciganos. Ofereceu uma boa oportunidade de partilhar as experi\u00eancias, de que \u00e9 exemplo a Pastoral da Fraternidade, em Peniche, que abrange, al\u00e9m da comunidade cigana, outras categorias marginalizadas<\/p>\n<p>Talvez fosse de esperar mais participa\u00e7\u00e3o de \u201cpastores\u201d das nossas par\u00f3quias, de pessoas n\u00e3o directamente comprometidas\u2026e dos pr\u00f3prios ciganos. No entanto, saudamos a valiosa e representativa presen\u00e7a do Sr. Dinis Abreu, presidente da Ciglei (associa\u00e7\u00e3o de ciganos de Leiria). O seu projecto dentro da comunidade cigana converge com a preocupa\u00e7\u00e3o da Pastoral dos Ciganos. Diz ele: \u201cTemos a tradi\u00e7\u00e3o que temos que manter, mas temos de evoluir na mentalidade. O meu objectivo \u00e9 este: manter com inova\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Na nossa diocese de Aveiro, precisa-se de oper\u00e1rios para esta messe\u2026 Precisa-se duma maior aten\u00e7\u00e3o de toda a comunidade crist\u00e3 para este povo que vive no meio de n\u00f3s, povo irm\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Louise Bonnet e Maria de Lurdes Ferreira Ecos do 34\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, que, em F\u00e1tima, nos dias 4 e 5 de Outubro, reuniu 60 pessoas, entre as quais a Irm\u00e3 Louise Bonnet e Maria de Lurdes Ferreira, da diocese de Aveiro. 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