{"id":10677,"date":"2007-10-17T14:54:00","date_gmt":"2007-10-17T14:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10677"},"modified":"2007-10-17T14:54:00","modified_gmt":"2007-10-17T14:54:00","slug":"estimulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estimulo\/","title":{"rendered":"Est\u00edmulo!"},"content":{"rendered":"<p>Os Pastores t\u00eam a miss\u00e3o de ensinar, corrigir, exortar o Povo de Deus, na fidelidade ao Evangelho perene. Independentemente das circunst\u00e2ncias favor\u00e1veis ou adversas da conjuntura civilizacional, do contexto de tempo e lugar. A sua voz prof\u00e9tica n\u00e3o pode extinguir-se, ou omitir-se, sob pena de clamarem as pr\u00f3prias pedras do caminho. \u201cSe vos envergonhardes de mim, tamb\u00e9m Eu me envergonharei de v\u00f3s diante do Pai\u201d &#8211; \u00e9 uma palavra forte de Jesus, para todos n\u00f3s, a come\u00e7ar pelos pastores.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo entre o Estado e as Igrejas \u00e9 uma necessidade permanente, \u00e9 um bem emergente &#8211; no geral! &#8211; nas sociedades democr\u00e1ticas. Na busca em comum, encontra-se sempre uma solu\u00e7\u00e3o mais aut\u00eantica, desenha-se sempre um caminho mais favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas o di\u00e1logo sup\u00f5e a indiscut\u00edvel alteridade, o reconhecimento do valor de cada um, a diversidade, a possibilidade e conveni\u00eancia de coopera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o suporta tutelas nem superioridades. \u00c9 bem diferente de negocia\u00e7\u00f5es. Essas n\u00e3o s\u00e3o di\u00e1logo! S\u00e3o presun\u00e7\u00f5es unilaterais, que \u201cconcedem\u201d a escuta dos outros, porventura para ceder em algum aspecto, mas sempre com uma margem m\u00ednima de aproxima\u00e7\u00e3o, no pressuposto de que a posi\u00e7\u00e3o que se tem \u00e9 que \u00e9 a razo\u00e1vel. O rumo est\u00e1 tra\u00e7ado! Poder\u00e1, quando muito, haver alguma pequena correc\u00e7\u00e3o!&#8230;<\/p>\n<p>No nosso caso portugu\u00eas, assim tem sido. \u201cEm nome de uma sociedade tolerante e respeitosa\u201d, fecham-se todas as entradas e sa\u00eddas para o Transcendente e concede-se (conceder\u00e1?&#8230;) o favor de uma r\u00e9stia de esperan\u00e7a. <\/p>\n<p>\u00c9 importante que haja a ousadia de afirmar que existimos e que temos direito a voz, que somos sociedade e que damos contributos pr\u00f3prios para a vida da mesma, para a sa\u00fade integral das pessoas e do pr\u00f3prio tecido social. Que, portanto, n\u00e3o nos sentamos \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es para implorar favores; que nos sentamos na mesa do di\u00e1logo para apresentar projectos e discutir os apoios devidos para os realizar.<\/p>\n<p>O mart\u00edrio tornou-se realidade quando a f\u00e9 ousou afirmar-se deste modo, contrariando os abusos de autoridade do poder. \u00c9 prof\u00e9tica a palavra do Cardeal Bertone: \u201cFace aos pretensos senhores destes tempos (acham-se no mundo da cultura e da arte, da economia e da pol\u00edtica, da ci\u00eancia e da informa\u00e7\u00e3o), que exigem e est\u00e3o prontos a comprar, se n\u00e3o mesmo a impor, o sil\u00eancio dos crist\u00e3os, o m\u00ednimo que podemos fazer \u00e9 rebelar-nos com a mesma aud\u00e1cia dos Ap\u00f3stolos\u201d.  \u201cO que vimos e ouvimos isso n\u00e3o o podemos calar\u201d &#8211; s\u00f3 esta \u00e9 a estirpe dos verdadeiros ap\u00f3stolos! <\/p>\n<p>Que estas palavras foram um corajoso est\u00edmulo, l\u00e1 isso foram, senhor Cardeal! E os pensamentos de Deus est\u00e3o sempre muito acima dos pensamentos dos homens. Em consequ\u00eancia, os di\u00e1logos n\u00e3o podem deixar de ser a partilha ousada destas identidades distintas, na busca do caminho certo para as sociedades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Pastores t\u00eam a miss\u00e3o de ensinar, corrigir, exortar o Povo de Deus, na fidelidade ao Evangelho perene. Independentemente das circunst\u00e2ncias favor\u00e1veis ou adversas da conjuntura civilizacional, do contexto de tempo e lugar. 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