{"id":1075,"date":"2010-03-03T16:37:00","date_gmt":"2010-03-03T16:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1075"},"modified":"2010-03-03T16:37:00","modified_gmt":"2010-03-03T16:37:00","slug":"biltragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/biltragem\/","title":{"rendered":"Biltragem?!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> A caixa (que se pressupunha) forte est\u00e1 arrombada!<\/p>\n<p>Alguns signat\u00e1rios (pa\u00edses) da zona Euro e da zona do Euro est\u00e3o \u00e0 beira da fal\u00eancia. Melhor at\u00e9 ser\u00e1 dizer, j\u00e1 faliram. Por\u00e9m, com ajuda de \u201camigos e vizinhos\u201d (especula\u00e7\u00e3o e alguns agiotas) ainda se mant\u00e9m como comiss\u00e3o liquidat\u00e1ria! Aquela fun\u00e7\u00e3o que existe porque algu\u00e9m tem de fazer o trabalho. Por mais digna que seja, apenas serve para dar dignidade ao \u201cfinado\u201d.<\/p>\n<p>Mas como \u00e9 que se chega a um Estado (e estado) destes?!<\/p>\n<p>Vamos supor &#8211; em linguagem muito simples &#8211; que nos d\u00e3o a administra\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de uma pequena loja (como o s\u00e3o, por compara\u00e7\u00e3o, algumas das economias da Zona do Euro, da moeda Euro!). Mas, mesmo assim, fixemo-nos apenas na \u00e1rea da gest\u00e3o dessa loja.<\/p>\n<p>Ora, mesmo na express\u00e3o mais coloquial de gest\u00e3o, o que vulgarmente se chama, como recurso ao que de maior efic\u00e1cia existe, a \u201cgest\u00e3o de merceeiro\u201d. <\/p>\n<p>Quando os resultados s\u00e3o fracos, o senhor da Mercearia sabe que h\u00e1 tr\u00eas coisas que s\u00e3o de primeira \u00e1gua, isto \u00e9, nunca pode (con)fiar: calotes; estragos; roubos! E tudo o resto ser\u00e1 apenas aplicar o elementar deve &#038; haver!<\/p>\n<p>Quando se fazem contas \u00e0 vida, sempre, mas mesmo sempre, qualquer merceeiro coloca o azulejo da praxe na parede, com os dizeres bem conhecidos e, n\u00e3o raramente, faz uso de estatuetas ilustrativas, \u00e0 \u201cBordalo Pinheiro\u201d. Se queres fiado\u2026<\/p>\n<p>Do que \u00e9 que estamos \u00e0 espera?! Se n\u00e3o h\u00e1 dinheiro n\u00e3o h\u00e1 v\u00edcios!<\/p>\n<p>Por\u00e9m, lamentavelmente, parece que n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para a maioria, mas h\u00e1 muitos v\u00edcios!<\/p>\n<p>Vamo-nos habituando ao que se passa na Gr\u00e9cia; aprendendo com a experi\u00eancia alheia.<\/p>\n<p>Milhares de pessoas protestaram contra medidas de austeridade para travar a grave situa\u00e7\u00e3o que vive o pa\u00eds. Avi\u00f5es em terra e barcos no porto, escolas, tribunais, museus e locais arqueol\u00f3gicos encerrados, bancos, hospitais e empresas p\u00fablicas a funcionar a conta-gotas, r\u00e1dios e televis\u00f5es fora do ar e jornais ausentes das bancas. Estas foram as consequ\u00eancias directas da greve geral em protesto contra as medidas de austeridade do Governo, destinadas a fazer face \u00e0 crise financeira. Os manifestantes ergueram cartazes com palavras de ordem como \u201cque paguem impostos os ricos, greve contra os especuladores, os homens e as suas necessidades acima dos mercados e dos lucros\u201d.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 receita pela via da produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o parece razo\u00e1vel que as coisas tenham equil\u00edbrio pela via da taxa\u00e7\u00e3o! Quem n\u00e3o ganha, n\u00e3o tem por onde pagar.<\/p>\n<p>Mas, se somos dez milh\u00f5es, quanto pag\u00e1mos? Para onde foi o dinheiro?<\/p>\n<p>Seremos n\u00f3s uns caloteiros!? Houve obras de remodela\u00e7\u00e3o, de melhoria nas condi\u00e7\u00f5es essenciais dos servi\u00e7os!? &#8211; mas pagas com o nosso pr\u00f3prio dinheiro. N\u00e3o estamos a falar do \u201cbodo aos pobres\u201d  que a caridade alheia nos proporciona! &#8211; Tivemos avultados preju\u00edzos na loja, por causa de algum estrago maior!? <\/p>\n<p>N\u00e3o?!<\/p>\n<p>Provavelmente, fomos assaltados!<\/p>\n<p>Malandros, querem ver que come\u00e7aram a viver \u00e0 rica com o dinheiro dos pobres?!<\/p>\n<p>Segue-se a repress\u00e3o e a revolta. Depois, pagamos todos.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-1075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1075\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}