{"id":10783,"date":"2007-10-31T16:53:00","date_gmt":"2007-10-31T16:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10783"},"modified":"2007-10-31T16:53:00","modified_gmt":"2007-10-31T16:53:00","slug":"companheira-do-quotidiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/companheira-do-quotidiano\/","title":{"rendered":"Companheira do quotidiano"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; a morte <!--more--> A celebra\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima do Dia dos Fi\u00e9is Defuntos leva-me a revisitar hoje a MORTE, realidade companheira do nosso quotidiano, que teimamos em ignorar, que afastamos do nosso horizonte, que sofremos, porque n\u00e3o podemos escapar, quando nos bate mais por perto.<\/p>\n<p>Aproprio-me, adaptando-os melhor ao portugu\u00eas, de alguns par\u00e1grafos do P. Heitor Sapattini, numa pequena obra \u201cA Morte n\u00e3o existe mais!\u201d, para propor aos leitores alguns momentos de reflex\u00e3o neste m\u00eas de Novembro, t\u00e3o vincadamente marcado pelo culto dos mortos.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas pensam que a morte sobrevir\u00e1 no fim da vida aqui na terra; mas, na realidade, a morte caminha sempre dentro da pr\u00f3pria vida. N\u00e3o se trata de algo ou de uma realidade que aparecer\u00e1 como algu\u00e9m a quem nunca vimos antes. (\u2026) Ela visita-nos a todo o instante: no vizinho que partiu, nas flores secas do jardim, nas folhas ca\u00eddas no ch\u00e3o (\u2026). Um sofrimento pessoal, a perda de algu\u00e9m muito querido\u2026 um sonho n\u00e3o realizado ou que terminou logo no seu in\u00edcio. Tudo isso s\u00e3o pequenas mortes, que caminham connosco a todo o momento. Elas s\u00e3o car\u00edcias de Deus, que deseja tornar mais leve a hora da nossa inevit\u00e1vel partida deste mundo\u201d\u2026<\/p>\n<p>Muitos de n\u00f3s recusamos esta conviv\u00eancia quotidiana com a morte. Os mais velhos preferem ignor\u00e1-la, \u201cdivertir-se\u201d para a desviar, \u201cpoupar\u201d os mais novos a esta consci\u00eancia inc\u00f3moda. Reconhecermo-nos tais quais somos, ajudarmos os outros a reconhec\u00ea-lo tamb\u00e9m, \u00e0 medida da sua idade e da sua compreens\u00e3o, \u00e9 um caminho educativo necess\u00e1rio. <\/p>\n<p>\u201cQuantos anos tens? Se respondes que tens cinquenta, sabe que esses anos nunca mais voltar\u00e3o; foram morrendo \u00e0 medida que os viveste\u201d. Esta consci\u00eancia \u00e9 a melhor forma de estimular a uma vida da m\u00e1xima qualidade, integral, como administra\u00e7\u00e3o serena e esperan\u00e7osa de um dom que nos foi conferido. Sabendo sempre que a nossa natureza humana tem esta vertente caduca.<\/p>\n<p>\u201cAo criar o homem com argila, Deus plantou no seu \u00edntimo a for\u00e7a da semente da ressurrei\u00e7\u00e3o, para que, na morte, a pessoa humana pudesse nascer realmente. O pecado das origens interrompeu essa for\u00e7a; mas Jesus restaurou-a pela Sua ressurrei\u00e7\u00e3o. (\u2026) Jesus \u00e9 a nossa P\u00e1scoa, a nossa passagem definitiva para Deus. Na morte nascemos para a vida eterna com Deus\u201d\u2026<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a outra face da medalha, a que justifica a nossa caridade para com os mortos e a nossa abertura \u00e0 sua caridade connosco, na comunh\u00e3o dos santos. A nossa peregrina\u00e7\u00e3o neste Mundo \u00e9 o tempo do desenvolvimento da nossa identidade aut\u00eantica &#8211; criaturas e filhos de Deus. A morte ser\u00e1 esse segundo e definitivo nascimento: libertos da \u201cplacenta c\u00f3smica\u201d do espa\u00e7o e do tempo, por Jesus ressuscitado entramos na vida onde j\u00e1 n\u00e3o haver\u00e1 mais dor, nem sofrimento, nem morte. Essa \u00e9 a certeza que anima os crist\u00e3os!<\/p>\n<p>Q.S.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; a morte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-10783","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10783","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10783"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10783\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}