{"id":10843,"date":"2007-11-08T10:25:00","date_gmt":"2007-11-08T10:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10843"},"modified":"2007-11-08T10:25:00","modified_gmt":"2007-11-08T10:25:00","slug":"fe-na-ressurreicao-e-na-vida-eterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fe-na-ressurreicao-e-na-vida-eterna\/","title":{"rendered":"F\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o e na vida eterna"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXII Domingo Comum &#8211; Ano C <!--more--> Na liturgia deste domingo perpassa a confiss\u00e3o de f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos e na vida eterna, pois o Deus dos crist\u00e3os \u201cn\u00e3o \u00e9 um Deus de mortos, mas de vivos\u201d. <\/p>\n<p> Na primeira leitura, \u201csete irm\u00e3os\u201d, fi\u00e9is ao Deus de Israel, o Deus dos vivos, preferem ser torturados e mortos sob a autoridade do rei da S\u00edria, que perseguia os judeus, do que infringir as suas leis religiosas. Os irm\u00e3os confessaram a sua f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, de v\u00e1rios modos. Todos, por\u00e9m, afirmaram que a vida presente \u00e9 ef\u00e9mera e que \u201cvale a pena morrer \u00e0s m\u00e3os dos homens, porque t\u00eam esperan\u00e7a em Deus de que Ele os ressuscitar\u00e1 para a vida eterna\u201d. E n\u00f3s, somos capazes de defender, com verdade e rectid\u00e3o, aquilo em que acreditamos? <\/p>\n<p>Na terceira leitura, Lucas relata-nos o facto de alguns saduceus se terem aproximado de Jesus, a fim de o interrogaram sobre a vida futura. \u201cHavia sete irm\u00e3os\u201d que casaram sucessivamente com a vi\u00fava sem deixarem descendentes. \u201cDe qual destes ser\u00e1 ela esposa na ressurrei\u00e7\u00e3o, uma vez que os sete a tiveram por mulher?\u201d. Sabemos que a obriga\u00e7\u00e3o de uma vi\u00fava casar sucessivamente com os irm\u00e3os do primeiro marido at\u00e9 obterem descend\u00eancia, decorria de uma lei de Mois\u00e9s, chamada Lei do Levirato. Sabemos, igualmente, que o grupo dos saduceus n\u00e3o acreditava na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. De facto, \u00e9 uma cilada que eles lhe lan\u00e7am. Jesus, por\u00e9m, aproveita a ocasi\u00e3o para nos transmitir um ensinamento da m\u00e1xima import\u00e2ncia para a nossa vida humana e crist\u00e3, sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. Hoje, h\u00e1 muitas vidas sem sentido, porque as pessoas n\u00e3o acreditam na vida futura em Deus, que d\u00e1 uma direc\u00e7\u00e3o ao que vivemos e fazemos, uma direc\u00e7\u00e3o que nos aponta para o al\u00e9m, para a vida eterna. Por\u00e9m, a certeza da ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser, apenas, uma realidade que esperamos, mas uma realidade que influencia, desde j\u00e1, a nossa exist\u00eancia terrena, de modo a que o novo c\u00e9u e a nova terra, que nos esperam, comecem a desenhar-se desde j\u00e1. Em que acreditamos n\u00f3s, crist\u00e3os, a respeito da vida futura? \u201cCremos na ressurrei\u00e7\u00e3o da carne e na vida eterna\u201d, confessamos n\u00f3s no Credo. Esta f\u00e9 conduz-nos \u00e0 pr\u00e1tica da caridade e das boas obras e, sobretudo, a uma imensa confian\u00e7a em Deus que nos criou para a vida sem fim, para a vida feliz, nele?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo convida-nos a manter o di\u00e1logo e a comunh\u00e3o com Deus, enquanto esperamos que chegue a segunda vinda de Cristo e a vida nova que Deus nos reserva. S\u00f3 com a ora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel mantermo-nos fi\u00e9is ao Evangelho e ter a coragem de anunciar a todas as pessoas a Boa Nova da salva\u00e7\u00e3o. Tenho consci\u00eancia de que \u00e9 da ora\u00e7\u00e3o que brota a minha fidelidade ao Evangelho, ou considero que as minhas vit\u00f3rias e conquistas, neste campo, se devem apenas a mim, aos meus m\u00e9ritos e qualidades?<\/p>\n<p>XXXII Domingo Comum: 2 Mac 7,1-2.9-14; Sl 17 (16); 2 Ts 2,16-3,5; Lc 20,27-38<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXII Domingo Comum &#8211; Ano C<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-10843","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10843","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10843"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10843\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10843"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10843"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10843"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}