{"id":10850,"date":"2007-11-08T11:26:00","date_gmt":"2007-11-08T11:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10850"},"modified":"2007-11-08T11:26:00","modified_gmt":"2007-11-08T11:26:00","slug":"o-nosso-primeiro-dever-e-dar-de-comer-a-quem-tem-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-nosso-primeiro-dever-e-dar-de-comer-a-quem-tem-fome\/","title":{"rendered":"O nosso primeiro dever \u00e9 \u00abdar de comer a quem tem fome\u00bb&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Alves, presidente da C\u00e1ritas Diocesana: <!--more--> A C\u00e1ritas Diocesana tem por objectivo \u201ca realiza\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o social e caritativa da Diocese\u201d. Segundo os estatutos, tal finalidade passa por \u201cac\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s camadas mais carecidas da popula\u00e7\u00e3o, de modo a tornarem-se as principais promotoras da sua pr\u00f3pria valoriza\u00e7\u00e3o\u201d e pela \u201crenova\u00e7\u00e3o das estruturas, de modo que estas estejam ao servi\u00e7o do desenvolvimento integral do ser humano\u201d, entre outras dimens\u00f5es. Nesta segunda p\u00e1gina sobre servi\u00e7os e grupos de ac\u00e7\u00e3o social, conhe\u00e7a a institui\u00e7\u00e3o que assume integralmente as v\u00e1rias dimens\u00f5es da caridade. Na foto: Sess\u00e3o sobre sa\u00fade do projecto Novas Sendas.<\/p>\n<p>Correio do Vouga &#8211; Em seu entender, qual a actividade mais importante que a C\u00e1ritas desenvolve actualmente?<\/p>\n<p>Dic. Jos\u00e9 Alves &#8211; Todas s\u00e3o importantes. N\u00e3o posso destacar nenhuma. Enumero as sete principais:<\/p>\n<p>1. O Servi\u00e7o de Atendimento Social, que inclui apoio \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, medicamentos, habita\u00e7\u00e3o e at\u00e9 viagens, para uma consulta m\u00e9dica, por exemplo. \u00c9 o nosso primeiro dever: \u201cDar de comer a quem tem fome\u201d. Este servi\u00e7o preocupa-se tamb\u00e9m em ajudar as pessoas a procurarem trabalho ou a obterem os subs\u00eddios a que t\u00eam direito, como o rendimento m\u00ednimo ou o subs\u00eddio de desemprego.<\/p>\n<p>2. O Centro de Alojamento tempor\u00e1rio, que disp\u00f5e de 10 lugares para homens sem abrigo \u2013 est\u00e1 sempre lotado \u2013 mais dois lugares em pens\u00e3o, para senhoras.<\/p>\n<p>3. O Espa\u00e7o Mulher, que desde Abril de 2006 atendeu 29 casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>4. O Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio, em Esgueira, que aco-lhe 18 crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>5. Creche, jardim-escola e ATL, com 80 crian\u00e7as, em Esgueira, servindo uma zona de popula\u00e7\u00f5es desfavorecidas.<\/p>\n<p>6. O projecto Novas Sendas, que muito tem feito pela comunidade de Ervideiros (Esgueira\/Cacia), que inclui uma grande comunidade cigana. Entre outras ac\u00e7\u00f5es, este projecto desenvolve 10 cursos de forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>7. Grupos C\u00e1ritas paroquiais, que prestam servi\u00e7os juntos das diversas comunidades.<\/p>\n<p>Quais as grandes dificuldades com que a C\u00e1ritas se debate?<\/p>\n<p>Sentimos uma grande necessidade na \u00e1rea dos sem abrigo. H\u00e1 muitas necessidades, mas poucas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas para lhes responder. Verifica-se um aumento de pessoas nestas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Preocupa-me, tamb\u00e9m, o fim do Projecto Novas Sendas, em Dezembro de 2007. O caminho desbravado est\u00e1 sujeito a ficar cheio de silvas. Estamos em di\u00e1logo com os outros parceiros, como a Junta de Freguesia de Esgueira e a Seguran\u00e7a Social, para que haja continuidade.<\/p>\n<p>Sinto, igualmente, que h\u00e1 um d\u00e9fice em rela\u00e7\u00e3o aos grupos C\u00e1ritas paroquiais. Temos com eles duas reuni\u00f5es anuais (uma alargada e outra com coordenadores) e prestamos apoio consoante as necessidades, na forma de verbas ou t\u00e9cnicos, mas h\u00e1 um longo caminho a percorrer no campo da forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Que aspecto positivo sublinha na miss\u00e3o da C\u00e1ritas?<\/p>\n<p>Sentimos que h\u00e1 muito a fazer, mas n\u00e3o podemos ir mais al\u00e9m por falta de financiamento. A par da gest\u00e3o muito cuidada dos recursos, h\u00e1 muita entrega das pessoas que aqui trabalham. Funcion\u00e1rios e volunt\u00e1rios est\u00e3o imbu\u00eddos de um esp\u00edrito de d\u00e1diva que \u00e9 muito positivo.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Ferreira Alves, 54 anos, casado, pai de dois filhos, \u00e9 presidente da C\u00e1ritas Diocesana desde Setembro de 2004. Depois de uma carreira militar como p\u00e1ra-quedista, em que atingiu a patente de major (em 2000 ainda saltava de p\u00e1ra-quedas), foi ordenado di\u00e1cono em 1999. Agora tem como miss\u00e3o dirigir a organiza\u00e7\u00e3o caritativa mais importante da Diocese de Aveiro. Al\u00e9m de Jos\u00e9 Alves, que preside, a direc\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas \u00e9 constitu\u00edda por um secret\u00e1rio, um tesoureiro e quatro vogais. O Pe Jo\u00e3o Gon\u00e7alves \u00e9 o assistente eclesi\u00e1stico. Nenhum \u00e9 remunerado pelo cargo que ocupa. <\/p>\n<p>N\u00fameros da C\u00e1ritas<\/p>\n<p>40<\/p>\n<p>funcion\u00e1rios nas v\u00e1rias val\u00eancias da C\u00e1ritas Diocesana.<\/p>\n<p>20<\/p>\n<p>volunt\u00e1rios que colaboram regularmente com a C\u00e1ritas em servi\u00e7os como o do roupeiro, na monitoriza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o dos computadores, ou no Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio. H\u00e1, ainda, um grande grupo de colaboradores pon-tuais, entre os quais se destacam os vicentinos e os escuteiros.<\/p>\n<p>1,3<\/p>\n<p>milh\u00f5es de euros que a C\u00e1ritas movimentou em 2006. Esta quantia prov\u00e9m dos acordos com a Seguran\u00e7a Social, do financiamento dos projectos, de donativos das pessoas e empresas, dos pedit\u00f3rios, de acordos e protocolos (destaca-se o estabelecido com a c\u00e2ma-ra aveirense) e de campanhas pontuais.<\/p>\n<p>2000<\/p>\n<p>atendimentos que a C\u00e1ritas faz ao longo de um ano, na sua sede no Servi\u00e7o de Atendimento Social (SAT), o que d\u00e1 uma m\u00e9dia de 8 pessoas por dia \u00fatil.<\/p>\n<p>1500<\/p>\n<p>euros que a C\u00e1ritas gasta por m\u00eas, em m\u00e9dia, no apoio \u00e0 compra de medica-mentos, atrav\u00e9s do SAT.<\/p>\n<p>50<\/p>\n<p>grupos de C\u00e1ritas paroquiais, o que significa que est\u00e3o presentes em metade das par\u00f3quias da Diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>102<\/p>\n<p>mil euros recolhidos pela C\u00e1ritas na sequ\u00eancia do tsunami de Dezembro de 2004. Esta quantia foi canalizada para a C\u00e1ritas Portuguesa.<\/p>\n<p>29<\/p>\n<p>mil euros que rendeu o \u00faltimo pedit\u00f3rio anual (em Mar\u00e7o de 2007: pedit\u00f3rio de rua mais pedit\u00f3rios paroquiais).<\/p>\n<p>Grandes Datas da C\u00e1ritas<\/p>\n<p>No rescaldo da Segunda Guerra Mundial, surge uma estrutura que acolhe crian\u00e7as austr\u00edacas, \u00f3rf\u00e3s da guerra, e as distribui por fam\u00edlias da regi\u00e3o de Aveiro.<\/p>\n<p>1956 \u2013 Surge a Comiss\u00e3o Diocesana da \u201cUni\u00e3o de Caridade Portuguesa &#8211; C\u00e1ritas\u201d, que se dedica ao apoio social.<\/p>\n<p>1976 (2 de dezembro) \u2013 \u00c9 institu\u00edda a C\u00e1ritas Diocesana.<\/p>\n<p>1983 (31 de Outubro) \u2013 Aprova\u00e7\u00e3o dos actuais estatutos, que afirmam: \u201cA C\u00e1ritas Diocesana tem por objectivo a realiza\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o social e caritativa da Diocese\u201d, devendo \u201cpromover, orientar e coordenar a Comunica\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de bens em todas as suas forma e ajudar a promo\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento integral de todos os homens\u201d.<\/p>\n<p>1990 \u2013 Cria\u00e7\u00e3o do Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio, para crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>2000 \u2013 Cria\u00e7\u00e3o do Centro de Alojamento Tempor\u00e1rio, para pessoas sem abrigo, em emerg\u00eancia social e passantes.<\/p>\n<p>2003-2007 \u2013 Projecto Senda Gitana e Novas Sendas, na comunidade de Ervideiros (Esgueira), que inclui um grande comunidade cigana.<\/p>\n<p>2005 \u2013 Apoio \u00e0s fam\u00edlias de Corgo de Baixo (Avel\u00e3s de Cima), ap\u00f3s os inc\u00eandios que destru\u00edram as habita\u00e7\u00f5es de quatro fam\u00edlias.<\/p>\n<p>2006 \u2013 Cria\u00e7\u00e3o do \u201cEspa\u00e7o Mulher\u201d, para informar, apoiar e acompanhar mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Alves, presidente da C\u00e1ritas Diocesana:<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-10850","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10850\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}