{"id":10879,"date":"2007-11-08T12:24:00","date_gmt":"2007-11-08T12:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10879"},"modified":"2007-11-08T12:24:00","modified_gmt":"2007-11-08T12:24:00","slug":"os-direitos-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-direitos-da-terra\/","title":{"rendered":"Os direitos da terra"},"content":{"rendered":"<p>A \u201cverdade inconveniente\u201d de Al Gore deixou algumas d\u00favidas, como \u00e9 sabido. Pareceu a alguns que o portador duma causa \u2013 a defesa do planeta \u2013 estava viciado de protagonismo interesseiro como \u201cmestre da humanidade\u201d a debitar li\u00e7\u00f5es pelos recantos ricos do planeta. Nobel da Paz deste ano, ganha a autoridade do que faz e diz no alerta vermelho para a m\u00e3e Terra, planeta azul.<\/p>\n<p>Estamos perante uma quest\u00e3o \u00e9tica, n\u00e3o apenas como afirma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica mas como urgente medida de consci\u00eancia e atitude pessoal e colectiva, cultural e econ\u00f3mica. Se todos abandon\u00e1ssemos o planeta no fim deste ano, ele facilmente se recomporia, no dizer de alguns ficcionistas. Sem o homem, com os animais \u00e0 solta e as sementes, plantas e \u00e1rvores sem restri\u00e7\u00f5es, brevemente \u2013 nuns poucos milhares de anos \u2013 a terra voltaria \u00e0 sua atmosfera, fertilidade e equil\u00edbrio. S\u00f3 que, vazia do homem. E que vale esta terra sem o homem? <\/p>\n<p>Como se percebe j\u00e1 entr\u00e1mos em s\u00e9rias implica\u00e7\u00f5es com estes exerc\u00edcios mais imagin\u00e1rios que hipot\u00e9ticos. Em qualquer caso h\u00e1 factos anotados: o aquecimento global, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com as sequelas que vamos conhecendo todos os dias. De novo se questiona sobre o tipo de desenvolvimento por que envered\u00e1mos. E como \u00e9 poss\u00edvel prosseguir ou recuar. Do petr\u00f3leo ao pl\u00e1stico, das viol\u00eancias quotidianas sobre os ritmos pacientes da natureza, \u00e0s sucessivas amea\u00e7as ao equil\u00edbrio ambiental, pomos em causa todo o nosso sistema de viv\u00eancia e conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais as quest\u00f5es que as solu\u00e7\u00f5es. A consci\u00eancia individual vai-se muitas vezes aquietando face \u00e0 impot\u00eancia perante a fome, a desigualdade de oportunidades, a distribui\u00e7\u00e3o dos bens. Em mat\u00e9ria de ambiente sabe-se que s\u00e3o os mais poderosos que mais estragam a terra. Mas tamb\u00e9m se sabe que em qualquer recanto do planeta cada cidad\u00e3o oferece uma percentagem significativa para o todo, na forma como se relaciona com a \u00e1gua, o ar, a alimenta\u00e7\u00e3o, os meios de transporte, as op\u00e7\u00f5es limpas ou poluentes, os produtos preferidos, os h\u00e1bitos adquiridos e transmitidos a novas gera\u00e7\u00f5es. Ningu\u00e9m est\u00e1 fora deste barco. Trata-se duma \u201cmoral da vida\u201d a que a consci\u00eancia crist\u00e3 n\u00e3o pode fugir. Sem nunca travar o progresso. Mas assumindo a responsabilidade de perten\u00e7a comum do planeta. Para que este se n\u00e3o torne num triste p\u00e1ssaro ferido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u201cverdade inconveniente\u201d de Al Gore deixou algumas d\u00favidas, como \u00e9 sabido. Pareceu a alguns que o portador duma causa \u2013 a defesa do planeta \u2013 estava viciado de protagonismo interesseiro como \u201cmestre da humanidade\u201d a debitar li\u00e7\u00f5es pelos recantos ricos do planeta. Nobel da Paz deste ano, ganha a autoridade do que faz e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10879\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}