{"id":10880,"date":"2007-11-08T12:27:00","date_gmt":"2007-11-08T12:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10880"},"modified":"2007-11-08T12:27:00","modified_gmt":"2007-11-08T12:27:00","slug":"uniao-europeia-criacao-e-destruicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uniao-europeia-criacao-e-destruicao\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Europeia &#8211; cria\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Em reuni\u00e3o informal do Conselho Europeu, foi obtido consenso relativamente ao texto do Tratado Reformador da Uni\u00e3o. Na hip\u00f3tese de o mesmo ser assinado, ser\u00e1 dado um passo significativo na \u00abconstru\u00e7\u00e3o europeia\u00bb; todavia, continuar\u00e3o a subsistir muitas dificuldades, come\u00e7ando pelo problema da ratifica\u00e7\u00e3o do Tratado.<\/p>\n<p>Em rigor, os \u00abimpasses\u00bb v\u00e3o continuar, sendo realista considerar a Uni\u00e3o Europeia como um processo de cria\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o permanentes: cria\u00e7\u00e3o de novos horizontes favor\u00e1veis; destrui\u00e7\u00e3o de oportunidades v\u00e1rias. Contrariamente aos primeiros anos da \u00abComunidade Econ\u00f3mica Europeia\u00bb (que precedeu a Uni\u00e3o), n\u00e3o se descortina uma evolu\u00e7\u00e3o linear; a evolu\u00e7\u00e3o passou a ser dial\u00e9ctica e marcada por avan\u00e7os e recuos,impasses e supera\u00e7\u00f5es, desvios e tentativas de actualiza\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios fundadores.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do referendo (para efeitos de ratifica\u00e7\u00e3o do Tratado) \u00e9 uma das grandes dificuldades pol\u00edtico-institucionais que v\u00e3o marcar os pr\u00f3ximos tempos. Perante ele, j\u00e1 est\u00e3o definidas tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es (no nosso pa\u00eds e noutros): a contesta\u00e7\u00e3o da ratifica\u00e7\u00e3o pelo Parlamento; a defesa da ratifica\u00e7\u00e3o parlamentar; e a indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Na contesta\u00e7\u00e3o da ratifica\u00e7\u00e3o parlamentar, figuram os contestat\u00e1rios mais ou menos sistem\u00e1ticos (da integra\u00e7\u00e3o de Portugal na Uni\u00e3o Europeia, da democracia representativa, do Governo, do sistema econ\u00f3mico&#8230;), bem como os defensores do envolvimento directo de todo o povo numa decis\u00e3o fundamental para o seu futuro; estes caracterizam-se pela defesa do referendo, independentemente de pertencerem \u00e0quelas for\u00e7as contest\u00e1rias.Os defensores da ratifica\u00e7\u00e3o pelo Parlamento (Assembleia da Rep\u00fablica) invocam n\u00e3o s\u00f3 o funda-mento constitucional dessa op\u00e7\u00e3o e o risco de \u00abreferendismo\u00bb sistem\u00e1tico mas tamb\u00e9m o facto de as novas altera\u00e7\u00f5es aos Tratados anteriores n\u00e3o serem suficientemente relevantes para justificarem o referendo; invocam, ainda, que ao longo dos anos foi difundida muita informa\u00e7\u00e3o sobre o assunto e que o referendo iria servir mais para o debate e con-testa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas internas do que para a abordagem do  projecto de Tratado. A terceira posi\u00e7\u00e3o &#8211; dos indiferentes &#8211; \u00e9 formada por eleitores mais ou menos abstencionistas e por  interesses econ\u00f3mico-financeiros nacionais e internacionais, vis\u00edveis ou subrept\u00edcios, que ficam a lucrar, em qualquer hip\u00f3tese; pelo contr\u00e1rio, o povo mais pobre pouco ou nada espera, seja qual for a op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Haja ou n\u00e3o referendo, em Portugal e noutros pa\u00edses, j\u00e1 se criaram condi\u00e7\u00f5es para que o \u00abimpasse europeu\u00bb v\u00e1 continuar, e para que os avan\u00e7os poss\u00edveis impliquem um esfor\u00e7o permanente, quase sobre-humano e sempre com resultados inferiores \u00e0s expectativas. Esperemos que tantos desentendimentos pol\u00edticos n\u00e3o ponham em causa um dos objectivos fundamentais da Uni\u00e3o &#8211; a paz. E bom seria que fosse irrompendo um movimento, formal ou informal, de cidad\u00e3os empenhados no dia-a-dia e nas quest\u00f5es fundamentais da \u00abconstru\u00e7\u00e3o europeia\u00bb, com ou sem referendos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10880","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10880"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10880\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}