{"id":10888,"date":"2007-11-14T10:15:00","date_gmt":"2007-11-14T10:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10888"},"modified":"2007-11-14T10:15:00","modified_gmt":"2007-11-14T10:15:00","slug":"conviccao-ou-brincadeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/conviccao-ou-brincadeira\/","title":{"rendered":"Convic\u00e7\u00e3o ou brincadeira?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Os homens nem sempre conhecem os tempos, apesar da evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, neste caso da meteorologia. Hoje, com uma humildade envergonhada, sempre v\u00e3o dizendo que as \u201cprevis\u00f5es\u201d catastr\u00f3ficas da pervers\u00e3o da atmosfera podem ser surpreendentes.<\/p>\n<p>O espantoso \u00e9 que aparecem ministros &#8211; cegos do poder! &#8211; os quais ditam futuros que n\u00e3o possuem. Mas, muito pior que isso, proferem afirma\u00e7\u00f5es que contrariam pura e simplesmente a realidade da vida quotidiana.<\/p>\n<p>Muitos ter\u00e3o notado o que eu notei. N\u00e3o estamos sob o espectro da seca. A chuva tem-se feito rogada, mas os n\u00edveis de \u00e1gua est\u00e3o satisfat\u00f3rios, as barragens est\u00e3o com reservas dentro da normalidade\u2026 Estas e outras afirma\u00e7\u00f5es gratuitas f\u00ea-las um ministro, publicamente, n\u00e3o passaram ainda muitos dias. <\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que, no dia seguinte, as not\u00edcias do pa\u00eds real eram mesmo o contr\u00e1rio. O agricultor que j\u00e1 se vira for\u00e7ado a refrescar a terra, quando o costumava fazer s\u00f3 a partir de Abril, continuando o risco de estarem perdidas as sementeiras da \u00e9poca; as povoa\u00e7\u00f5es com \u00e1gua racionada &#8211; nem para se lavarem convenientemente no tempo da vindima; a escassez de pastagens e o perigo de n\u00e3o haver com que alimentar o gado; as barragens com assustadora escassez de reservas, a condicionar j\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de energia\u2026<\/p>\n<p>O que andar\u00e1 a fazer este senhor ministro por esse pa\u00eds fora? Quais os canais de informa\u00e7\u00e3o que lhe pintam a realidade mesmo ao avesso? Ou n\u00e3o l\u00ea jornais nem v\u00ea telejornais?&#8230; Se \u00e9 convic\u00e7\u00e3o, trate de a corrigir, para ver se poder\u00e1 ainda servir em algo o bem do pa\u00eds. Se \u00e9 brincadeira, \u00e9 de muito mau gosto. E ent\u00e3o, pegue nas malas e v\u00e1 fazer outra coisa, porque por anedotas menores j\u00e1 ca\u00edram ministros.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea esta obsess\u00e3o de pintar cor-de-rosa um pa\u00eds que est\u00e1 t\u00e3o coberto de cinzentos?&#8230; O primeiro passo para sairmos de situa\u00e7\u00f5es aflitivas \u00e9 reconhecer o estado em que estamos, erguer a cabe\u00e7a, descortinar novos rumos e, ousadamente, fazer-se ao caminho. <\/p>\n<p>Paliativos s\u00e3o cuidados a preparar e aliviar o fim! Mas n\u00f3s n\u00e3o nos consideramos em rota de extin\u00e7\u00e3o. Acreditamos que a vida tem futuro, que o pa\u00eds tem futuro, que os portugueses s\u00e3o capazes de futuro! N\u00e3o precisamos de quem nos iluda com palavras bonitas.<\/p>\n<p>Temos urg\u00eancia de quem deixe de camuflar a verdade, arregace as mangas e avance na primeira linha do combate pelo futuro. De consci\u00eancia e pr\u00e1tica social; sem colectivismos, mas com o sentido da igual dignidade de todos; numa teia de diferen\u00e7as admiss\u00edveis e desej\u00e1veis, mas sem exclus\u00f5es nem sequer escalonamento de cidad\u00e3os de primeira e de segunda.<\/p>\n<p>E os crist\u00e3os que se cuidem, porque o seu sil\u00eancio c\u00famplice n\u00e3o corresponde \u00e0s exig\u00eancias do Evangelho, n\u00e3o identifica o seguimento do Mestre. As omiss\u00f5es podem ser pecados mais graves que as ac\u00e7\u00f5es!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os homens nem sempre conhecem os tempos, apesar da evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, neste caso da meteorologia. Hoje, com uma humildade envergonhada, sempre v\u00e3o dizendo que as \u201cprevis\u00f5es\u201d catastr\u00f3ficas da pervers\u00e3o da atmosfera podem ser surpreendentes. O espantoso \u00e9 que aparecem ministros &#8211; cegos do poder! &#8211; os quais ditam futuros que n\u00e3o possuem. 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