{"id":10945,"date":"2007-11-21T16:22:00","date_gmt":"2007-11-21T16:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10945"},"modified":"2007-11-21T16:22:00","modified_gmt":"2007-11-21T16:22:00","slug":"horizontes-desajustados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/horizontes-desajustados\/","title":{"rendered":"Horizontes desajustados"},"content":{"rendered":"<p>A sociedade omissa quanto a valores espirituais e religiosos, a comunica\u00e7\u00e3o social fruto e fonte desta mentalidade social, n\u00e3o t\u00eam possibilidade de fazer a leitura dos fen\u00f3menos, dos acontecimentos religiosos, com profundidade satisfat\u00f3ria. N\u00e3o basta ter crit\u00e9rios de an\u00e1lise, saber jornal\u00edstico. A religi\u00e3o e a f\u00e9 ultrapassam as fronteiras do positivismo, movem-se para al\u00e9m das coordenadas do espa\u00e7o e do tempo, ainda que vividas por pessoas que habitam o espa\u00e7o e o tempo.<\/p>\n<p>Ao encarregar Pedro de confirmar os seus irm\u00e3os na f\u00e9, ao constitu\u00ed-lo rocha de apoio da Igreja, o Senhor Jesus estava a desafiar todos os c\u00e1lculos humanos, os quais, no grupo dos doze Ap\u00f3stolos, seguramente designariam outro para essa miss\u00e3o. \u00c9 que as responsabilidades cometidas, mediadas pela sua pessoa, teriam um agente superior, a garantir a realiza\u00e7\u00e3o dos objectivos &#8211; o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>No seu discurso aos Bispos de Portugal, Bento XVI falou a todas as Igrejas desta terra lusitana. Os seus Pastores foram, junto do Papa, os int\u00e9rpretes da realidade eclesial que somos; ser\u00e3o, junto de n\u00f3s, os mensageiros da solicitude de Pedro por todas as Igrejas. Por isso, se algu\u00e9m quiser falar de \u201cpux\u00e3o de orelhas\u201d, se \u00e9 cat\u00f3lico, ter\u00e1 de se incluir no n\u00famero daqueles que s\u00e3o advertidos pelo Santo Padre.<\/p>\n<p>Que a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 tem de percorrer outros caminhos, todos temos consci\u00eancia disso. Ali\u00e1s, a dificuldade de veicular a Mensagem e a paix\u00e3o por ela, por Quem ela manifesta, prende-se tamb\u00e9m com um d\u00e9fice geral de educa\u00e7\u00e3o para valores e convic\u00e7\u00f5es, de amor ao trabalho, de fidelidade aos grupos de perten\u00e7a. Se o pa\u00eds evoluir em qualidade de cidadania, estar\u00e3o abertos novos caminhos para uma consistente inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. A par, naturalmente, da necessidade de verdadeiras Comunidades crist\u00e3s envolventes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a dificuldade de mobilizar a todos para a participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade, para uma criativa reformula\u00e7\u00e3o permanente de estruturas que sirvam a vida da f\u00e9, sofre os impactos de uma generalizada indiferen\u00e7a de compromisso &#8211; social, pol\u00edtico, laboral\u2026 Um pa\u00eds de gente empenhada em ganhar o futuro, de mangas arrega\u00e7adas e cabe\u00e7a levantada, favorecer\u00e1 um empenho de laicado e clero, numa diversidade em comunh\u00e3o, por uma testemunhal vida fraterna.<\/p>\n<p>Estas notas n\u00e3o s\u00e3o desculpas. S\u00e3o apenas a chamada de aten\u00e7\u00e3o para o risco das leituras estr\u00e1bicas; s\u00e3o um alerta para a tomada de consci\u00eancia de que o Papa, na sua fraterna solicitude petrina, nos convoca a todos para uma renova\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. E constituem para a pr\u00f3pria sociedade portuguesa indica\u00e7\u00f5es para desenhar e construir o futuro. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sociedade omissa quanto a valores espirituais e religiosos, a comunica\u00e7\u00e3o social fruto e fonte desta mentalidade social, n\u00e3o t\u00eam possibilidade de fazer a leitura dos fen\u00f3menos, dos acontecimentos religiosos, com profundidade satisfat\u00f3ria. N\u00e3o basta ter crit\u00e9rios de an\u00e1lise, saber jornal\u00edstico. 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