{"id":11001,"date":"2007-11-28T15:01:00","date_gmt":"2007-11-28T15:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11001"},"modified":"2007-11-28T15:01:00","modified_gmt":"2007-11-28T15:01:00","slug":"defice-educativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/defice-educativo\/","title":{"rendered":"D\u00e9fice educativo"},"content":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros n\u00e3o deixam margem para d\u00favidas: as estradas de Portugal continuam a ser palco de dramas sangrentos, ceifando vidas numa voragem assustadora. As estradas de melhor perfil e as estradas sem as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de seguran\u00e7a. Continuamos a chorar sonhos n\u00e3o realizados, projectos anulados ao nascer\u2026<\/p>\n<p>Explica\u00e7\u00f5es podem encontrar-se muitas: as estradas, para aqueles que sempre consideram o Estado culpado; o parque autom\u00f3vel envelhecido e inseguro, para os que desejariam vender mais; as condi\u00e7\u00f5es metereol\u00f3gicas, a falta de experi\u00eancia, para os que n\u00e3o querem que a \u201cculpa morra solteira\u201d\u2026 <\/p>\n<p>Todas essas circunst\u00e2ncias, certamente, agravam a inseguran\u00e7a na circula\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria. Mas os excessos?!&#8230; Os excessos: de quem se distrai na correria da vida; de quem n\u00e3o reconhece deveres a par com direitos; de quem tem uma fasquia demasiado baixa em rela\u00e7\u00e3o aos valores da vida; de quem n\u00e3o estrutura a sua personalidade c\u00edvica vertebrada por uma \u00e9tica social convicta\u2026<\/p>\n<p>As medidas de fiscaliza\u00e7\u00e3o ou coercivas duram o que duram, sem grandes efeitos a longo prazo. Prolong\u00e1-las ou agrav\u00e1-las s\u00f3 assusta nos primeiros dias; condicionam levemente alguns comportamentos, sem deixar marcas de h\u00e1bitos novos. Se as leis n\u00e3o passam no cora\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, n\u00e3o se alteram substancialmente as atitudes.<\/p>\n<p>Esse \u00e9, certamente, o problema de fundo. Sem um sentido abrangente do valor da vida, da rela\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, do bem comum a construir por todos, da necess\u00e1ria articula\u00e7\u00e3o de direitos e deveres, do respeito no uso dos bens comuns, dificilmente se forjar\u00e3o condutores e pe\u00f5es respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u00c9 uma quest\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o. E de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. A famosa \u201ceduca\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria\u201d s\u00f3 pode completar este alicerce prim\u00e1rio de cidadania. A aprendizagem pr\u00e1tica da desloca\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria, encarada como um \u201ccolete de for\u00e7as\u201d a tolher a liberdade, n\u00e3o aumentar\u00e1 a seguran\u00e7a. <\/p>\n<p>Enquanto se pensar a educa\u00e7\u00e3o como o simples despertar das capacidades imanentes em cada indiv\u00edduo, negando a realidade objectiva de verdades e valores a adquirir, para moldar as riquezas inerentes a cada um, nem o alargamento dos per\u00edodos de seguran\u00e7a, nem o refor\u00e7o das medidas em fun\u00e7\u00e3o da mesma sortir\u00e3o efeito.<\/p>\n<p>Continuamos, no nosso pa\u00eds, a pautar muitos projectos educativos: por uma relativiza\u00e7\u00e3o quase absoluta dos valores; por uma crescente facilidade, desprezando a for\u00e7a educativa da exig\u00eancia; por uma ilus\u00f3ria liberdade que consiste em fazer s\u00f3 o que sabe bem ou apetece, mesmo que isso lese visivelmente algu\u00e9m ou a comunidade; por uma afronta \u00e0 excel\u00eancia\u2026 O resultado est\u00e1 \u00e0 vista! E o futuro ser\u00e1 mais pl\u00fambeo, se n\u00e3o se inverterem estas correntes (des)educativas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros n\u00e3o deixam margem para d\u00favidas: as estradas de Portugal continuam a ser palco de dramas sangrentos, ceifando vidas numa voragem assustadora. As estradas de melhor perfil e as estradas sem as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de seguran\u00e7a. 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