{"id":11052,"date":"2007-11-28T16:40:00","date_gmt":"2007-11-28T16:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11052"},"modified":"2007-11-28T16:40:00","modified_gmt":"2007-11-28T16:40:00","slug":"nova-enciclica-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nova-enciclica-social\/","title":{"rendered":"&#8220;Nova enc\u00edclica social&#8221;?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A prop\u00f3sito da visita do Episcopado Portugu\u00eas \u00abad limina\u00bb falou-se, uma vez mais, da prov\u00e1vel publica\u00e7\u00e3o de uma \u00abnova enc\u00edclica social\u00bb. E, como \u00e9 natural, n\u00e3o falta quem entenda existirem hoje novos problemas sociais justificativos da enc\u00edclica. E tamb\u00e9m h\u00e1 quem entenda j\u00e1 existirem orienta\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias bem precisas para a solu\u00e7\u00e3o desses problemas; a pr\u00f3pria enc\u00edclica \u00abPopulorum Progressio\u00bb, publicada h\u00e1 quarenta anos, aborda os grandes quest\u00f5es do desenvolvimento, da globaliza\u00e7\u00e3o, das migra\u00e7\u00f5es, das desigualdades sociais, da viol\u00eancia e outras.<\/p>\n<p>Qualquer que seja a posi\u00e7\u00e3o que tomemos acerca da necessidade de nova enc\u00edclica, imp\u00f5e-se que nos examinemos sobre a maneira como temos aproveitado o vasto patrim\u00f3nio doutrin\u00e1rio j\u00e1 existente; tal exame at\u00e9 constituiria a melhor prepara\u00e7\u00e3o para a nova enc\u00edclica.Justifica-se, especialmente, interrogarmo-nos: como vem sendo ensinada e reflectida a doutrina social da Igreja (DSI) nas catequeses (de crian\u00e7as, de jovens e de adultos), nas homilias, na Universidade Cat\u00f3lica e noutros centros de forma\u00e7\u00e3o, nas par\u00f3quias, nos diferentes movimentos e obras, nas homilias? As par\u00f3quias, movimentos e obras levam a efeito encontros regulares destinados \u00e0 pr\u00e1tica do \u00abver\u00bb, \u00abjulgar\u00bb e \u00abagir\u00bb: \u00abver\u00bb (analisar) as realidades sociais; \u00abjulgar\u00bb (apreciar) essas mesmas realidades \u00e0 luz da DSI; e, com base em compromissos assumidos nessas reuni\u00f5es, \u00abagir\u00bb coerententemente na esfera pessoal e em \u00e2mbitos mais alargados, chegando at\u00e9 \u00e0 proposta de medidas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>De acordo com a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, pode afirmar-se que poucos s\u00e3o os casos em que se verificam estas actua\u00e7\u00f5es. Deste modo, corremos o risco de tratar a \u00abnova enc\u00edclica social\u00bb, \u00e0 semelhan\u00e7a das anteriores, como evento s\u00f3cio-religioso importante, que ser\u00e1 mais ou menos esquecido depois de algumas divulga\u00e7\u00f5es, confer\u00eancias e iniciativas semelhantes; provavelmente, os destinat\u00e1rias ser\u00e3o as mesmas pessoas de sempre, as quais, na melhor das hip\u00f3teses, funcionam \u00e0 maneira de \u00abpregadores\u00bb ou de \u00abmini-papas\u00bb. N\u00e3o raro, a proclama\u00e7\u00e3o do valor das enc\u00edclicas sociais funciona como \u00e1libi para nos dispensarmos do nosso contributo espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Com uma ingenuidade impressionante, persistimos em dois graves contra-testemunhos, h\u00e1 muitos anos, sem perspecitvas de convers\u00e3o \u00e0 vista: o contra-testemunho da hostilidade interna; e o da irresponsabilidade externa. O primeiro traduz-se no facto de n\u00e3o termos introduzido a pr\u00e1tica do di\u00e1logo social, no interior da Igreja, entre posi\u00e7\u00f5es divergentes; por exemplo entre sindicalistas e empres\u00e1rios, ou entre esquerda e direita: Tudo se passa como se n\u00e3o existisse uma base comum de natureza evang\u00e9lica, e como se n\u00e3o existisse uma finalidade salv\u00edfica, tamb\u00e9m comum.<\/p>\n<p>O outro contra-testemunho respeita \u00e0 irresponsabilidade com que nos resignamos perante a injusti\u00e7a e com que disparamos nossas contesta\u00e7oes emotivas, sem preparar-mos nem apresentarmos propostas fundamentadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11052","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11052"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11052\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}