{"id":11090,"date":"2007-12-06T14:58:00","date_gmt":"2007-12-06T14:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11090"},"modified":"2007-12-06T14:58:00","modified_gmt":"2007-12-06T14:58:00","slug":"e-fundamental-que-os-trabalhadores-cristaos-participem-nas-organizacoes-de-classe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-fundamental-que-os-trabalhadores-cristaos-participem-nas-organizacoes-de-classe\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 fundamental que os trabalhadores crist\u00e3os participem nas organiza\u00e7\u00f5es de classe&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Am\u00e9rico Monteiro, coordenador de Pastoral Oper\u00e1ria <!--more--> CORREIO DO VOUGA &#8211; O Semin\u00e1rio de Aveiro acolheu, no deia 17 de Novembro, cerca de duas centenas de crist\u00e3os, de todo o pa\u00eds, empenhados na Pastoral Oper\u00e1ria. Como  decorreu o encontro?<\/p>\n<p>Am\u00e9rico Monteiro \u2013 Este encontro foi um culminar de um processo. Numa primeira fase, que j\u00e1 vem a decorrer h\u00e1 mais de um ano, com a colabora\u00e7\u00e3o de alguns grupos, fez-se uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o. Ver e analis\u00e1-la. Como \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o, como est\u00e3o a viver os sindicatos, como est\u00e3o outras organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores, se os trabalhadores participam ou n\u00e3o, as dificuldades principais \u2013 fazer uma certa avalia\u00e7\u00e3o. Numa segunda fase, que terminou, fizemos a an\u00e1lise e aprofundamento desta quest\u00e3o: n\u00f3s, como crist\u00e3os empenhados no mundo do trabalho, neste trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o do meio oper\u00e1rio, confrontando com os documentos da Doutrina Social da Igreja e com aspectos do evangelho que se pronunciam sobre estas quest\u00f5es, o que pensamos disto? \u00c9 o que n\u00f3s chamamos \u201cJulgar\u201d, julgar a situa\u00e7\u00e3o, avali\u00e1-la, e ver as consequ\u00eancias que derivam dela. <\/p>\n<p>Como est\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nas suas organiza\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Vive-se um momento de bastante dificuldade de participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores no movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os trabalhadores crist\u00e3os est\u00e3o alheios aos sindicatos?<\/p>\n<p>N\u00e3o digo que est\u00e3o alheios. Mas deveria haver muito mais participa\u00e7\u00e3o. E h\u00e1 muita gente alheia \u00e0s associa\u00e7\u00f5es de classe, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es que podem defender e discutir os problemas dos trabalhadores.<\/p>\n<p>E porqu\u00ea? Os trabalhadores n\u00e3o se rev\u00eaem nessas organiza\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>O que aqui aparece como preocupa\u00e7\u00e3o e mais premente \u00e9 um certo medo, dada a situa\u00e7\u00e3o de emprego que se vive hoje em dia. Alguma desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores, uma forma de estrutura que n\u00e3o chama suficientemente os trabalhadores a participar. Pessoas com muitos anos de dirigismo que j\u00e1 n\u00e3o estar\u00e3o muito por dentro da realidade dos problemas dos trabalhadores \u2013 como deviam estar.<\/p>\n<p>Isso significa o imobilismo dos sindicatos?<\/p>\n<p>Claro. H\u00e1 uma certa necessidade de renova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 dos sindicatos. N\u00e3o fazemos esta oposi\u00e7\u00e3o: sindicatos e n\u00f3s. N\u00f3s somos movimentos de trabalhadores crist\u00e3os. E mesmo nos nossos movimentos sentimos essas dificuldades de renova\u00e7\u00e3o, de participa\u00e7\u00e3o, de ades\u00e3o. As pessoas hoje v\u00e3o mais aos sindicatos na perspectiva de que lhes seja prestado um servi\u00e7o, porque t\u00eam problemas e n\u00e3o porque sentem que devem ser s\u00f3cios de uma associa\u00e7\u00e3o que os protege, os defende, os instr\u00f3i e os ajuda no seu percurso futuro.<\/p>\n<p>Acha importante que os trabalhadores crist\u00e3os participem nessas organiza\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental. Qualquer pessoa que se diga crist\u00e3 dever\u00e1 estar empenhada na sociedade. Empenhada na sociedade, isto \u00e9, participando com os outros, nestes casos os trabalhadores, na transforma\u00e7\u00e3o do mundo, no an\u00fancio de valores que s\u00e3o dif\u00edceis de divulgar, mas que s\u00e3o fundamentais para a sociedade.<\/p>\n<p>Achamos que os trabalhadores crist\u00e3os devem fazer parte das suas estruturas e organiza\u00e7\u00f5es de classe, sindicatos, grupos crist\u00e3os, comiss\u00f5es de trabalhadores, etc., incluindo a participa\u00e7\u00e3o dos pais nas associa\u00e7\u00f5es nas escolas. \u00c9 fundamental.<\/p>\n<p>Tem falado de \u201cagir\u201d e \u201cfuturo\u201d. Pode dar-nos duas ou tr\u00eas linhas de for\u00e7a deste futuro?<\/p>\n<p>Quem perspectiva as actividades s\u00e3o os colectivos por si, a JOC para os jovens, o MACC para os mais novos, a LOC para os adultos. A Pastoral Oper\u00e1ria pretende ser aqui um elo de liga\u00e7\u00e3o entre as diversas experi\u00eancias. Nesta altura, a LOC est\u00e1 debru\u00e7ada sobre o problema do trabalho e fam\u00edlia: incentivar a participar, educar para participa\u00e7\u00e3o, os outros movimentos est\u00e3o a elaborar planos para os pr\u00f3ximos anos, no sentido da participa\u00e7\u00e3o, na tentativa de influir a sociedade.<\/p>\n<p>A PO vai procurar ser o elo de liga\u00e7\u00e3o e sempre aprofundando as quest\u00f5es teol\u00f3gicas e evang\u00e9licas, sugerindo e ajudando a encontrar linhas orientadoras dos percursos que cada movimento tem de definir em cada ano.<\/p>\n<p>Enquanto crist\u00e3o, em duas ou tr\u00eas frases, o que diria a outro crist\u00e3o, para convenc\u00ea-lo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Formar pessoas para esta \u00e1rea militante n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. N\u00e3o basta dizer: \u00e9 assim e, se quiseres, aderes. As pessoas v\u00e3o conhecendo pelo nosso testemunho, pelo nosso participar, pelo nosso modo de estar nas coisas, pelos quest\u00f5es que nos v\u00eam colocando. Nessa perspectiva, o desafio \u00e9 que, perante as dificuldades que existem, todos somos poucos para darmos um contributo para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. Que n\u00e3o devemos desistir perante os problemas; que devemos manter um certo \u00e2nimo e esperan\u00e7a de que podemos construir um futuro melhor, com melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, melhor aceita\u00e7\u00e3o uns dos outros&#8230; \u00c9 mais neste sentido de que as pessoas n\u00e3o entrem num pessimismo e um isolamento, mas que participem, se juntem com ou outros, criem din\u00e2micas para melhorarem a sociedade em que vivem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Am\u00e9rico Monteiro, coordenador de Pastoral Oper\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-11090","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11090"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11090\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}