{"id":11113,"date":"2007-12-06T17:26:00","date_gmt":"2007-12-06T17:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11113"},"modified":"2007-12-06T17:26:00","modified_gmt":"2007-12-06T17:26:00","slug":"republica-viva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/republica-viva\/","title":{"rendered":"Rep\u00fablica viva"},"content":{"rendered":"<p>Nenhum tempo, nenhum facto da hist\u00f3ria deve ser lido com leviandade. E ainda menos com uma perspectiva interesseira em extrair li\u00e7\u00f5es de proveito r\u00e1pido. O tempo e os acontecimentos merecem grande serenidade e discernimento, para que os sinais que v\u00e3o surgindo tenham uma interpreta\u00e7\u00e3o que torne a hist\u00f3ria em mestra e a vida corrente em cont\u00ednua aprendiz. Sem medo das luzes e das sombras que a travessia dos tempos induz.<\/p>\n<p>Ainda estamos relativamente longe do centen\u00e1rio da Implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e j\u00e1 se ouvem foguetes de gl\u00f3ria. Sem se explicar muito bem a cor da bandeira e a pra\u00e7a certa para festejar n\u00e3o se sabe ainda muito bem o qu\u00ea. \u00c9 aqui que come\u00e7a a ambiguidade com adquiridos ideol\u00f3gicos, que justificam todos os erros e exaltam todas as virtudes. Fazendo lembrar sobressaltos revolucion\u00e1rios, que se entendem no tempo em que acontecem mas que n\u00e3o sobrevivem aos crivos implac\u00e1veis da an\u00e1lise hist\u00f3rica. \u00c9 essa joeira fria que nos depura o trigo e o joio, o gr\u00e3o e as poeiras. \u00c9 essa atitude que nos enriquece na visita\u00e7\u00e3o dos factos sem vencedores nem vencidos antecipados.<\/p>\n<p>Provavelmente muitos de n\u00f3s, da Rep\u00fablica nascida em 1910, pouco mais temos que preconceitos ou chav\u00f5es reduzidos a meia d\u00fazia de factos que nos descreveram como her\u00f3icos ou mesquinhos. Que ningu\u00e9m tenha medos dos factos, do que os precedeu, dos contextos em que se verificaram, dos l\u00edderes que os protagonizaram, dos horizontes que abriram, das mudan\u00e7as hist\u00f3ricas que criaram. Mas que n\u00e3o venham misturados de jogos subtis e presun\u00e7\u00f5es anacr\u00f3nicas e obsoletas. Todos precisamos aprender e assumir responsabilidades no melhor e no pior que assumimos no tempo.<\/p>\n<p>Quando se fala da I Rep\u00fablica, quase sempre se antagoniza com outra pedra do xadrez chamada Igreja Cat\u00f3lica. Como se se esgotasse no duelo entre as duas institui\u00e7\u00f5es toda a gama de factos e consequ\u00eancias. Como se n\u00e3o existisse o povo. Trabalhar as an\u00e1lises sobre preconceitos \u00e9 um erro n\u00e3o apenas hist\u00f3rico mas de consequ\u00eancias negativas para os tempos de hoje e para a conviv\u00eancia saud\u00e1vel da comunidade nacional. Por isso se sa\u00fada a proposta da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa em Roma para uma evoca\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio da I Rep\u00fablica com uma \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o exacta dos acontecimentos\u201d. Para bem ou para mal a I Rep\u00fablica ainda est\u00e1 viva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhum tempo, nenhum facto da hist\u00f3ria deve ser lido com leviandade. E ainda menos com uma perspectiva interesseira em extrair li\u00e7\u00f5es de proveito r\u00e1pido. O tempo e os acontecimentos merecem grande serenidade e discernimento, para que os sinais que v\u00e3o surgindo tenham uma interpreta\u00e7\u00e3o que torne a hist\u00f3ria em mestra e a vida corrente em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11113","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11113"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11113\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}