{"id":11120,"date":"2007-12-12T09:51:00","date_gmt":"2007-12-12T09:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11120"},"modified":"2007-12-12T09:51:00","modified_gmt":"2007-12-12T09:51:00","slug":"esperanca-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/esperanca-2\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A busca da felicidade \u00e9 o motor real de todas as atitudes humanas. A pr\u00f3pria superficialidade, a cultura do ef\u00e9mero, traduzem o desejo insaciado de realiza\u00e7\u00e3o plena, a sofreguid\u00e3o de consumir aquilo que aparece como o elixir da felicidade. <\/p>\n<p>E t\u00e3o depressa o que se escolhe nos traga a desilus\u00e3o, assim procuraremos de imediato o substituto que pare\u00e7a ser melhor. \u00c9 que a consci\u00eancia experimentada de que as metas alcan\u00e7adas ficam imensamente distantes das ansiedades experimentadas \u00e9 o drama humano que move a pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Muitas t\u00eam sido as propostas, ao longo dos tempos, de horizontes que satisfa\u00e7am plenamente este desejo existencial. H\u00e1 as que t\u00eam proposto o horizonte do espa\u00e7o e do tempo como a \u00fanica possibilidade de plenitude da pessoa humana e da sociedade. <\/p>\n<p>E, umas ap\u00f3s outras, todas t\u00eam revelado a sua ambiguidade &#8211; express\u00e3o clara da sua limita\u00e7\u00e3o. Sistemas pol\u00edticos e sociais, itiner\u00e1rios ideol\u00f3gicos tornados sistemas \u201creligiosos\u201d, mais cedo ou mais tarde acabam por falir.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 as propostas que, sem desvalorizar os percursos deste mundo, apontam o horizonte da eternidade. As religi\u00f5es que assim o fazem, n\u00e3o hipotecam a iniciativa e as capacidades da pessoa humana. Sobretudo a proposta evang\u00e9lica de Jesus Cristo, que oferece o projecto de uma vida em germina\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o radical para a vida plena, para al\u00e9m da hist\u00f3ria, longe de ser \u00f3pio que narcotize o povo, \u00e9 fonte genu\u00edna de dinamismo permanente.<\/p>\n<p>\u00c9 a esperan\u00e7a crist\u00e3! O Reino j\u00e1 est\u00e1 entre n\u00f3s, porque Jesus Cristo nasceu, assumindo &#8211; para a recriar &#8211; a natureza humana e tudo o que lhe \u00e9 inerente. Mas est\u00e1 em sementeira, que germinar\u00e1 e se tornar\u00e1 vis\u00edvel na medida em que a humanidade a acolhe e lhe responde, operando assim essa visibilidade crescente.<\/p>\n<p>E esta esperan\u00e7a responsabiliza, n\u00e3o adormece. A responsabilidade pela dignifica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida, a responsabilidade solid\u00e1ria, tendo como horizonte o crescimento at\u00e9 \u00e0 estatura de Jesus Cristo de todos e de cada um, seguros de que esse \u00e9 o caminho de constru\u00e7\u00e3o de uma crescente harmonia social. <\/p>\n<p>O sobrenatural admitido, desejado, vivido nesta perspectiva, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o minimiza a pessoa humana, mas, pelo contr\u00e1rio, confere-lhe um estatuto de ser quase divino. E para isso \u00e9 que aconteceu o Natal: o Verbo eterno de Deus fez-se homem, para nos elevar \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na vida divina. <\/p>\n<p>Sem este \u201cperder de vista\u201d de satisfa\u00e7\u00e3o dos nossos anseios, o t\u00e9dio, a resigna\u00e7\u00e3o, o eclipse das aspira\u00e7\u00f5es humanas, comprometer\u00e1 o pr\u00f3prio progresso humano, liquidar\u00e1 o crescimento humano, afogar\u00e1 na voragem do desinteresse os sonhos e as manh\u00e3s de sol que aquecem o gosto da vida!  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca da felicidade \u00e9 o motor real de todas as atitudes humanas. A pr\u00f3pria superficialidade, a cultura do ef\u00e9mero, traduzem o desejo insaciado de realiza\u00e7\u00e3o plena, a sofreguid\u00e3o de consumir aquilo que aparece como o elixir da felicidade. 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