{"id":11173,"date":"2007-12-12T12:11:00","date_gmt":"2007-12-12T12:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11173"},"modified":"2007-12-12T12:11:00","modified_gmt":"2007-12-12T12:11:00","slug":"o-natal-em-aveiro-e-sua-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-natal-em-aveiro-e-sua-regiao\/","title":{"rendered":"&#8220;O Natal em Aveiro e sua regi\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino apresentou livro de Amaro Neves <!--more--> Amaro Neves \u201c\u00e9 um homem a quem Aveiro e a sua regi\u00e3o \u00e9 devedora de muita gratid\u00e3o\u201d, o qual, juntamente com monsenhor Jo\u00e3o Gaspar, \u201cs\u00e3o dois pilares do saber e da hist\u00f3ria\u201d, sublinhou D. Ant\u00f3nio Marcelino, para quem \u201c\u00e9 muito importante n\u00f3s termos quem fa\u00e7a mem\u00f3ria hist\u00f3rica\u201d, porque \u201ca hist\u00f3ria \u00e9 sabedoria feita vida\u201d.<\/p>\n<p>A arte \u00e9, no dizer do antigo bispo de Aveiro, \u201ceste dom, pr\u00f3ximo de n\u00f3s, que nos permite participar da beleza\u201d. Essas duas vertentes \u2013 hist\u00f3ria e arte \u2013 entrela\u00e7am-se no livro \u201cO Natal em Aveiro e sua regi\u00e3o\u201d, da autoria de Amaro Neves, que D. Ant\u00f3nio Marcelino apresentou, no Hotel Moliceiro, em Aveiro.<\/p>\n<p>\u201cFazer mem\u00f3ria da hist\u00f3ria, fazer mem\u00f3ria da arte \u00e9 enriquecer-nos a todos\u201d, e \u00e9 tamb\u00e9m \u201ctornar acess\u00edvel um patrim\u00f3nio que \u00e9 de todos. O patrim\u00f3nio cultural \u00e9 patrim\u00f3nio de todos. Quando n\u00f3s falamos da miss\u00e3o da escola ou da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 para que todos tenham acesso normal a um patrim\u00f3nio cultural que \u00e9 de todos\u201d, real\u00e7ou D. Ant\u00f3nio Marcelino.<\/p>\n<p>O prelado lamentou: \u201cHoje h\u00e1 mais gente projectada para a frente, sem se aperceber que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel um futuro porque h\u00e1 um passado e um presente\u201d, ou como ele pr\u00f3prio costuma dizer, porque h\u00e1 \u201cmem\u00f3ria, consci\u00eancia e projecto. Parece a mesma coisa, mas n\u00e3o \u00e9, porque a mem\u00f3ria \u00e9 vida, a consci\u00eancia obriga-nos a uma reflex\u00e3o e a assumir, e o projecto \u00e9 aquilo que cada um de n\u00f3s tem dentro de si e que vai construindo ao longo da vida\u201d.<\/p>\n<p>O tema do Natal tem, no dizer de D. Ant\u00f3nio Marcelino, \u201cuma for\u00e7a extraordin\u00e1ria para quem o souber agarrar, porque \u00e9 hist\u00f3ria, \u00e9 mem\u00f3ria, \u00e9 projecto. O Natal \u00e9 projecto de vida permanente para todos n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Um dos perigos que existe hoje, na sociedade, e para o qual o prelado alerta, \u00e9 a possibilidade da \u201csociedade tecnol\u00f3gica desterrar ou desprezar os valores do esp\u00edrito. O conhecimento f\u00e1cil \u00e9 um perigo real. Todos n\u00f3s admiramos o desempenho da tecnologia e da ci\u00eancia, beneficiamos delas\u201d, mas \u201ca ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um valor absoluto, n\u00e3o \u00e9 um valor j\u00e1 definido, a ci\u00eancia est\u00e1 sempre em mudan\u00e7a, est\u00e1 sempre em desenvolvimento. Para que a ci\u00eancia n\u00e3o desterre os valores do esp\u00edrito, temos de estar presente, de torn\u00e1-la humanizadora. Tudo quanto \u00e9 evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ou est\u00e1 posta ao servi\u00e7o do homem ou contra o homem, n\u00e3o h\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica neutra\u201d. Por isso, a ci\u00eancia precisa dos \u201cvalores que a todos n\u00f3s nos dignificam, nos aproximam e nos d\u00e3o a capacidade de gostar de viver. Gostar de viver \u00e9 important\u00edssimo. Ci\u00eancia globalizou o conhecimento e a informa\u00e7\u00e3o, tornou acess\u00edveis a toda a gente coisas que eram impens\u00e1veis aqui h\u00e1 anos\u201d.<\/p>\n<p>Como sublinhou o bispo, \u201crecordar o Natal \u00e9 uma riqueza muito grande dos valores espirituais que humanizam o viver de todos os dias\u201d.<\/p>\n<p>Este livro de Amaro Neves, \u201calia o historiador com o artista, o investigador com o crente\u201d, escreveu D. Ant\u00f3nio Marcelino no pref\u00e1cio da obra.<\/p>\n<p>No livro, Amaro Neves presta homenagem a alguns artistas de Aveiro, \u201cque pensaram, que criaram a sua imagem de Natal\u201d, entre os quais, Jeremias Bandarra, Jos\u00e9 Augusto, H\u00e9lder Bandarra, M\u00e1rio Mateus, Gaspar Albino e Z\u00e9 Penicheiro.<\/p>\n<p>Na capa, o livro reproduz uma pintura feita propositadamente para esse fim, da autoria do artista Humberto Gaspar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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