{"id":11178,"date":"2007-12-12T12:17:00","date_gmt":"2007-12-12T12:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11178"},"modified":"2007-12-12T12:17:00","modified_gmt":"2007-12-12T12:17:00","slug":"o-dia-dos-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-dia-dos-dias\/","title":{"rendered":"O dia dos dias"},"content":{"rendered":"<p>ALEXANDRE CRUZ<\/p>\n<p>1. 10 de Dezembro, Dia dos Direitos Humanos. Dia (con)sagrado, que, no meio do s\u00e9c. XX, representa um ponto de chegada (e de partida) na recep\u00e7\u00e3o da dignidade humana como patamar de todas as realiza\u00e7\u00f5es. At\u00e9 esta \u201cmeta volante\u201d ser assinalada na Conven\u00e7\u00e3o de Paris, a 10 de Dezembro de 1948, tragicamente foi muito o sangue derramado pelas duras intoler\u00e2ncias da menoridade humana. A partir deste dia, constru\u00eddo tamb\u00e9m na base das grandes mensagens de dignidade revelada que v\u00e3o percorrendo os s\u00e9culos, o \u201cTEMPO\u201d hist\u00f3rico ganha uma nova contagem. 10 de Dezembro representar\u00e1, assim, o dia para todos os dias, o sentido do comum ideal a ser atingido por todas as na\u00e7\u00f5es, pessoas, institui\u00e7\u00f5es, comunidades.<\/p>\n<p>2. Uma nova ordem se abriu no pensamento-acto humano. A comum dignidade de todos os seres humanos, (re)encontrada na Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos de 1948, integrando o melhor dos \u201cposs\u00edveis\u201d at\u00e9 esse presente, vence as limita\u00e7\u00f5es das anteriores coordenadas humanas, particularmente da Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem e do Cidad\u00e3o (26 de Agosto de 1789). Nesta, ainda na incapacidade humana limitada de que viria a ser reflexo a emerg\u00eancia de nacionalismos de exclus\u00e3o da \u201cdiferen\u00e7a\u201d, n\u00e3o tinham lugar nem a \u201cmulher\u201d nem o n\u00e3o-cidad\u00e3o, o que vagueia pela rua ou \u00e9 de etnia diferente\u2026 Hoje n\u00e3o celebramos, pois, a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem e do Cidad\u00e3o (1789), mas sim a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos (1948), celebramos a dignidade humana que supera (e d\u00e1 fundamento na ordem do SER) todas as concep\u00e7\u00f5es de cidadania da legalidade das incertas e procuradoras raz\u00f5es de estado.<\/p>\n<p>3. Para o s\u00e9c. XXI, desta heran\u00e7a de dignidade como imperativo \u00e9tico, ergue-se a pergunta: e \u201cos outros\u201d (que afinal podemos ser n\u00f3s)? A \u201calma\u201d do 10 de Dezembro, celebrado em m\u00faltiplas iniciativas, acontecimentos, cimeiras (\u2026) e reflex\u00f5es, relan\u00e7a-nos aquela pergunta do livro G\u00e9nesis: \u201cque fizeste do teu irm\u00e3o?\u201d Essa pergunta, ao longo da hist\u00f3ria, foi merecendo e continua a merecer muitas respostas. A busca da resposta do (essencial) ideal humano faz reinterpretar todos os sistemas e n\u00edveis do conhecimento contempor\u00e2neo, dos mais abstractos aos mais concretos da ordem social comum, pois dos 30 artigos de 1948, continua a destacar-se o 29\u00ba em que todos \u201ct\u00eam deveres para com a comunidade\u201d. Estes comprometem-nos na liberdade democr\u00e1tica respons\u00e1vel e dizem-nos que, enquanto a dignidade humana n\u00e3o brilhar assumidamente em tudo o que \u201csomos\u201d e \u201cfazemos\u201d, vivemos a hist\u00f3ria incerta da procura da \u201cTERRA-P\u00c1TRIA\u201d da unidade plural de que nos fala Edgar Morin.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALEXANDRE CRUZ 1. 10 de Dezembro, Dia dos Direitos Humanos. Dia (con)sagrado, que, no meio do s\u00e9c. XX, representa um ponto de chegada (e de partida) na recep\u00e7\u00e3o da dignidade humana como patamar de todas as realiza\u00e7\u00f5es. 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