{"id":11181,"date":"2007-12-12T12:20:00","date_gmt":"2007-12-12T12:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11181"},"modified":"2007-12-12T12:20:00","modified_gmt":"2007-12-12T12:20:00","slug":"construir-comunidade-objectivo-essencial-e-permanente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/construir-comunidade-objectivo-essencial-e-permanente\/","title":{"rendered":"Construir comunidade, objectivo essencial e permanente"},"content":{"rendered":"<p>Quem se mete a construir coisa que valha a pena n\u00e3o dispensa um projecto, gente que o entenda e o leve a bom termo, material de qualidade para que o que se constr\u00f3i hoje n\u00e3o desabe amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Esta verifica\u00e7\u00e3o de tipo corrente, mas s\u00e1bia e objectiva, ajudar\u00e1 a perceber a miss\u00e3o fundamental da Igreja no seu dia a dia, bem como os caminhos de renova\u00e7\u00e3o que se consideram indispens\u00e1veis para que o objectivo essencial desta miss\u00e3o n\u00e3o se deteriore, nem se perca, e se reencontre, caso a rotina com os seus desvios se tenha a\u00ed instalado.<\/p>\n<p>A Igreja, uma comunidade de filhos e de irm\u00e3os, \u201cn\u00e3o pela for\u00e7a do sangue, da carne ou da vontade humana\u201d, mas fruto do amor e dom de Deus\u201d, j\u00e1 n\u00e3o se afirma hoje como sociedade perfeita, como o fez durante s\u00e9culos, mas sim como Corpo de Cristo, vivo e actuante, no seio da comunidade humana, onde \u00e9 chamado a ser fermento novo.<\/p>\n<p>As comunidades crist\u00e3s edificam-se, crescem e actuam como express\u00f5es vis\u00edveis da realidade sobrenatural em que subsistem. S\u00e3o comunidades edificadas pela Palavra, que conduz \u00e0 f\u00e9, a alimenta e fortalece; pelos sacramentos, que expressam a viv\u00eancia pascal dos seus membros e da comunidade enquanto tal; pela ora\u00e7\u00e3o, pessoal e colectiva, que mant\u00e9m viva a tens\u00e3o de ser de Deus no mundo; pelo amor m\u00fatuo consequente; pela partilha fraterna, traduzida na comunica\u00e7\u00e3o de bens a favor de todos, de modo que se possa dizer, com verdade, que a\u00ed n\u00e3o h\u00e1 pobres; pela consci\u00eancia din\u00e2mica da miss\u00e3o, que leva todos e cada um ao testemunho coerente de vida e ao apostolado concreto.<\/p>\n<p>A Igreja, Corpo de Cristo, \u00e9 uma comunidade que est\u00e1 sempre em constru\u00e7\u00e3o. Aos seus respons\u00e1veis pede-se que reconhe\u00e7am a dignidade dos que a comp\u00f5em, n\u00e3o esque\u00e7am o objectivo essencial da sua vida e miss\u00e3o, atendam aos meios que n\u00e3o se podem dispensar para que cada um se torne mais sens\u00edvel aos dons de Deus e aos apelos dos outros, neste mundo religioso ou n\u00e3o, onde abundam os acomodados e os descrentes.<\/p>\n<p>A comunidade eclesial mais pr\u00f3xima, em constru\u00e7\u00e3o permanente, \u00e9 a Diocese, que o Vaticano II define como \u201c por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus que se confia a um bispo, para que a apascente com a coopera\u00e7\u00e3o do seu presbit\u00e9rio, de forma que, unida ao seu pastor e reunida por ele no Esp\u00edrito Santo pelo Evangelho e pela Eucaristia, constitua uma Igreja particular na qual verdadeiramente est\u00e1 e opera a Igreja de Cristo que \u00e9 una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica\u201d. Nesta por\u00e7\u00e3o coexistem diversas express\u00f5es comunit\u00e1rias, mais acess\u00edveis a todos, como as par\u00f3quias, c\u00e9lulas da Igreja diocesana, nas quais se mostra ou n\u00e3o a verdade, dinamismo, capacidade mission\u00e1ria da Igreja num mundo concreto.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 verdadeira comunidade humana, exig\u00eancia primeira da comunidade eclesial, sem rela\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias, conhecimento e compromisso m\u00fatuo. Assim, onde se vive e cultiva o anonimato ou se instala o individualismo, como modo de vida e de ac\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel edificar a Igreja, como comunidade fraterna. E isto acontece.<\/p>\n<p>Surge, ent\u00e3o, como uma exig\u00eancia inilud\u00edvel redimensionar a diocese, para que o bispo que a ela preside n\u00e3o seja um estranho ou um ausente ou apare\u00e7a apenas em momentos festivos ou atrav\u00e9s de delegados de passagem e por um tempo, os bispos auxiliares. Exig\u00eancia de redimensionar a par\u00f3quia e lhe dar um novo enquadramento, de modo que o respons\u00e1vel ou respons\u00e1veis, conhecendo os que lhe foram confiados, lhes fa\u00e7am chegar um dinamismo portador do essencial, \u00e0 medida da necessidade e do direito de cada um.<\/p>\n<p>Redimensionar com crit\u00e9rios pastorais, pede que ningu\u00e9m se assuma como dono do Povo de Deus, mas seu servidor. Pode n\u00e3o se saber como fazer. Sabe-se que \u00e9 preciso fazer alguma coisa, com a inten\u00e7\u00e3o recta de melhorar, sem ceder a motivos humanos e pessoais. Este \u00e9, por certo, um dos pressupostos para a renova\u00e7\u00e3o. Uma caminhada necessariamente longa e esfor\u00e7ada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem se mete a construir coisa que valha a pena n\u00e3o dispensa um projecto, gente que o entenda e o leve a bom termo, material de qualidade para que o que se constr\u00f3i hoje n\u00e3o desabe amanh\u00e3. 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