{"id":11202,"date":"2008-05-21T17:58:00","date_gmt":"2008-05-21T17:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11202"},"modified":"2008-05-21T17:58:00","modified_gmt":"2008-05-21T17:58:00","slug":"cooperacao-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cooperacao-alimentar\/","title":{"rendered":"Coopera\u00e7\u00e3o alimentar"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Os problemas da fome e da subalimenta\u00e7\u00e3o voltaram a ser not\u00edcia de primeira p\u00e1gina. As pessoas respons\u00e1veis sabem que estes problemas nunca deixaram de existir, com gravidade extrema, e que o seu agravamento actual era previs\u00edvel. Sabem igualmente que se t\u00eam desenvolvido esfor\u00e7os merit\u00f3rios para os resolver, e sabem, tragicamente, que n\u00e3o se conhecem estrat\u00e9gias v\u00e1lidas para que eles sejam erradicados.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fome em Portugal, ainda n\u00e3o assumimos, responsavelmente, o problema; nem n\u00f3s, cidad\u00e3os, nem o Estado nem a maioria das institui\u00e7\u00f5es. Em contrapartida, a ac\u00e7\u00e3o social da Igreja e alguns contributos n\u00e3o confessionais oferecem uma proposta parcial, bastante simples, que poderia generalizar-se facilmente a todo o pa\u00eds. Ela foi apresentada, h\u00e1 cerca de vinte e cinco anos, nas primeiras semanas nacionais de pastoral em F\u00e1tima, e visava todos os problemas sociais.<\/p>\n<p>Segundo esta proposta, a ac\u00e7\u00e3o social deveria visar quatro objectivos fundamentais: &#8211; a assist\u00eancia, a promo\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento e a transforma\u00e7\u00e3o social. Aplicando os quatro objectivos \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia alimentar no pa\u00eds, parecem recomend\u00e1veis tr\u00eas linhas de ac\u00e7\u00e3o: &#8211; a resposta imediata (de natureza assistencial); a coopera\u00e7\u00e3o para a autonomia pessoal alimentar; e a interven\u00e7\u00e3o no desenvolvimento local. &#8211; A resposta imediata consiste em \u00abdar de comer a quem tem fome\u00bb; a coopera\u00e7\u00e3o para a autonomia respeita ao contributo para que as pessoas carenciadas encontrem solu\u00e7\u00f5es, n\u00e3o dependentes de outrem, para a supera\u00e7\u00e3o de suas car\u00eancias, n\u00e3o caindo na habitua\u00e7\u00e3o nem no oportunismo; e a interven\u00e7\u00e3o no desenvolvimento local deveria traduzir-se na cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para se evitarem tais car\u00eancias. Naturalmente, estas linhas de trabalho social n\u00e3o se podem limitar ao \u00e2mbito local; mas dificilmente produzir\u00e3o resultados consistentes se n\u00e3o come\u00e7arem por a\u00ed. <\/p>\n<p>Limitando-nos, por ora, s\u00f3 \u00e0s respostas imediatas &#8211; \u00abdar de comer\u00bb &#8211; justifica-se formular as seguintes quest\u00f5es: &#8211; Existem raz\u00f5es v\u00e1lidas para que n\u00e3o se crie, em cada freguesia ou par\u00f3quia, um grupo de voluntariado social de proximidade (com representantes das diferentes zonas), que tome conhecimento de cada situa\u00e7\u00e3o de car\u00eancia alimentar, e desencadeie as iniciativas imediatas para a superar? Existem raz\u00f5es v\u00e1lidas para que esse grupo, a junta de freguesia, a par\u00f3quia, as intitui\u00e7\u00f5es sociais p\u00fablicas e particulares, os caf\u00e9s e restaurantes, outras empresas e tantas outras entidades n\u00e3o d\u00eaem as m\u00e3os para que ningu\u00e9m passe fome e para que sejam bem aproveitados os excedentes alimentares? Existem raz\u00f5es v\u00e1lidas para que n\u00e3o se intervenha junto das autarquias locais, de organismos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica central e do pr\u00f3prio Governo, a fim de que tamb\u00e9m eles se compremetam seriamente na erradica\u00e7\u00e3o de t\u00e3o grave flagelo? Felizmente, j\u00e1 \u00e9 significativo o n\u00famero de entidades que, a par dos bancos alimentares contra a fome, actuam deste modo; importa que congreguem seus esfor\u00e7os, e que o movimento contra a fome se difunda por todo o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11202"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11202\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}