{"id":11289,"date":"2008-01-03T15:55:00","date_gmt":"2008-01-03T15:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11289"},"modified":"2008-01-03T15:55:00","modified_gmt":"2008-01-03T15:55:00","slug":"losango-de-convergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/losango-de-convergencia\/","title":{"rendered":"Losango de converg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Com o t\u00edtulo \u00abtri\u00e2ngulo explosivo\u00bb, o artigo anterior abordou o profundo desentendimento que se observa entre crist\u00e3os considerados mais \u00abprogressistas\u00bb e mais \u00abconservadores\u00bb. A diverg\u00eancia \u00e9 enorme, e a converg\u00eancia parece imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>A figura do losango pode representar o caminho da converg\u00eancia desej\u00e1vel. Tal como no \u00abtri\u00e2ngulo explosivo\u00bb: o v\u00e9rtice inferior corresponde \u00e0s realidades e aos princ\u00edpios doutrin\u00e1rios; o da esquerda aos crist\u00e3os considerados \u00abprogressistas\u00bb; e o da direita aos \u00abconservadores\u00bb. O v\u00e9rtice superior do losango simboliza a salva\u00e7\u00e3o universal que todos os crist\u00e3os e outras pessoas t\u00eam como objectivo \u00faltimo das suas vidas. Deste modo, os crist\u00e3os baseiam-se nas mesmas realidades, em que vivem, e nos mesmos princ\u00edpios, que procuram respeitar, e tendem para o mesmo objectivo final &#8211; a salva\u00e7\u00e3o. Como poder\u00e3o viver em converg\u00eancia para este objectivo, sem preju\u00edzo das diferen\u00e7as e at\u00e9 das diverg\u00eancias?<\/p>\n<p>O processo de converg\u00eancia pode simbolizar-se n\u00e3o s\u00f3 nos dois lados que formam o v\u00e9rtice superior do losango, mas tamb\u00e9m na recta que pode ligar os dois v\u00e9rtices do meio. Os lados representam caminhos de converg\u00eancia diferentes e sem comunica\u00e7\u00e3o entre si; pelo contr\u00e1rio, a linha central representa a procura do entendimento poss\u00edvel, e pode contribuir para que os caminhos diferentes de conver-g\u00eancia se influenciem mutuamente. Dir-se-\u00e1 que, sem a aproxima\u00e7\u00e3o representada por aquela linha, os crist\u00e3os transmitem a imagem de procurar salva\u00e7\u00f5es diferentes&#8230;e incompat\u00edveis.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo social e a ac\u00e7\u00e3o consequente s\u00e3o porventura as vias mais adequadas para a procura de entendimento na diverg\u00eancia, e na diversidade em geral. O di\u00e1logo social, entre posicionamentos sociopol\u00edticos diferentes no interior da Igreja, poderia ter por objecto: a an\u00e1lise dos problemas sociopol\u00edticos; a clarifica\u00e7\u00e3o da doutrina social da Igreja em rela\u00e7\u00e3o a eles; e a procura de solu\u00e7\u00f5es, \u00e0 luz dos imperativos da realidade e da doutrina. Os objectivos a alcan\u00e7ar poderiam ser basicamente tr\u00eas: o contributo para as solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis daqueles problemas; o fortalecimento da \u00abrectaguarda eclesial\u00bb de cada crist\u00e3o no seu compromisso social, qualquer que seja o quadrante em que actue; e, eventualmente, a promo\u00e7\u00e3o de iniciativas conjuntas. <\/p>\n<p>A ac\u00e7\u00e3o consequente \u00e9 a que decorre desse di\u00e1logo, bem como do respeito pelas diferen\u00e7as, e do aprofundamento do  compromisso sociopol\u00edtico, individual e colectivo. Parece recomend\u00e1vel que a ac\u00e7\u00e3o se traduza em maior consist\u00eancia na prossecu\u00e7\u00e3o do bem comum e do bem-estar de cada pessoa, em todos os aspectos. A esta luz, os diferentes posicionamentos tornam-se complementares, respeitar\u00e3o o pluralismo e salvaguardar\u00e3o a consci\u00eancia de que ningu\u00e9m possui o exclusivo das melhores solu\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas. <\/p>\n<p>O melhor testemunho dos crist\u00e3os, neste dom\u00ednio, n\u00e3o consiste por certo na unicidade de posicionamentos, mas sim na comunh\u00e3o de princ\u00edpios, de objectivos finais e de di\u00e1logo fraterno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11289","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11289"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11289\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}