{"id":11328,"date":"2008-01-09T17:00:00","date_gmt":"2008-01-09T17:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11328"},"modified":"2008-01-09T17:00:00","modified_gmt":"2008-01-09T17:00:00","slug":"estados-modernos-nao-respeitam-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estados-modernos-nao-respeitam-a-familia\/","title":{"rendered":"Estados modernos n\u00e3o respeitam a fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise feita e publicada h\u00e1 meses, na Inglaterra, denunciava o Estado por estar em guerra contra a fam\u00edlia, ser elemento perturbador da vida conjugal e familiar e se ter tornado o maior inimigo das fam\u00edlias que o querem ser, sempre e em todas as circunst\u00e2ncias. Isto tudo em virtude das pol\u00edticas sociais que favorecem a separa\u00e7\u00e3o, a instabilidade e formas estranhas de ser fam\u00edlia, que se v\u00e3o multiplicando com os favores da lei. Tudo isto atinge profundamente as fam\u00edlias assentes em valores humanos e morais, a que, displicentemente, chamam \u201cfam\u00edlias tradicionais\u201d, como se a tradi\u00e7\u00e3o fosse sempre um conjunto de velharias inc\u00f3modas e para deitar fora.  <\/p>\n<p>N\u00e3o passou despercebida a grande manifesta\u00e7\u00e3o em Madrid, no dia 30 de Dezembro, com mais de um milh\u00e3o de pessoas na rua a denunciar o Estado pelo atropelo cont\u00ednuo \u00e0s fam\u00edlias, nomeadamente \u00e0s fam\u00edlias crist\u00e3s. Apesar da campanha negativa das leis e dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, todos quanto fizeram e fazem uma experi\u00eancia rica e enriquecedora, no seio da sua fam\u00edlia, resistem, denunciam e clamam pela justi\u00e7a que lhes \u00e9 negada. O Cardeal de Madrid encabe\u00e7ou a manifesta\u00e7\u00e3o, porque o tema era s\u00e9rio.<\/p>\n<p>A dissolu\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, todos o sabemos, n\u00e3o resulta de grupos espont\u00e2neos, mas \u00e9, essencialmente, fruto de pol\u00edticas governamentais, traduzidas em leis e em favores sociais a uns, que a outros se negam ou dificultam. Assim, a pretexto de modernidade, se vai, pressurosamente, ao encontro de poucos e de suas apet\u00eancias, com efeitos destrutivos do patrim\u00f3nio social e institui\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da sociedade civil.<\/p>\n<p>Trata-se de uma manifesta contra cultura que \u00e9 preciso denunciar e contrariar com coragem, acompanhada de propostas alternativas v\u00e1lidas, claras e pratic\u00e1veis. <\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de um caminho imposs\u00edvel, e muitos assim o t\u00eam manifestado pela sua lucidez, luta organizada e cont\u00ednua, choque numa sociedade que se deixa anestesiar ou embarca sonolenta nas palavras bonitas de quem parece procurar mais simpatias e \u00eaxitos, que solu\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas para os problemas humanos e sociais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>N\u00e3o digo que o Estado descuide a obriga\u00e7\u00e3o de procurar, para as minorias, respostas enquadradas no contexto social em que vivemos, respeitando e n\u00e3o agredindo as maiorias que, por s\u00ea-lo, n\u00e3o ter\u00e3o de ceder dos seus direitos e valores. <\/p>\n<p>N\u00e3o se pode aceitar, no caso da fam\u00edlia, que o conjunto da popula\u00e7\u00e3o, constitu\u00eddo por fam\u00edlias normais, fi\u00e9is \u00e0 lei fundamental do pa\u00eds e respeitando o patrim\u00f3nio cultural e religioso que o sustenta, seja um conjunto descriminado e depreciado, ante as investidas de quem incarna a ditadura do ef\u00e9mero e do vazio moral e n\u00e3o respeita ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Todos sabemos como \u00e9 dif\u00edcil, por vezes imposs\u00edvel, proteger a estabilidade da fam\u00edlia, quando o exemplo da n\u00e3o estabilidade vem, ostensivamente, de cima, de quem tem o poder mas tamb\u00e9m o dever de servir a comunidade nacional, como ela \u00e9 e quer ser, e com o testemunho da sua vida e a demonstra\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos valores que a norteiam. <\/p>\n<p>As leis do div\u00f3rcio, entre n\u00f3s cada vez mais facilitado e agilizado, o embuste programado que levou muitos incautos a votar a facilita\u00e7\u00e3o do aborto, as crescentes dificuldades sociais para muitos casais, que desejam procriar, mas n\u00e3o vislumbram como concretizar esse desejo normal, a maneira de resolver problemas graves que fazem de crian\u00e7as objecto de discuss\u00f5es, lutas e trocas, as distor\u00e7\u00f5es da chamada educa\u00e7\u00e3o social obrigat\u00f3ria, o hedonismo reinante acess\u00edvel a todos, o retirar aos pais tarefas que lhes s\u00e3o pr\u00f3prias, por parte do Estado que se arvora em dono e pai dos filhos dos outros, a morosidade de leis sociais que protejam e acautelam direitos e deveres familiares\u2026 Tudo isto, e n\u00e3o se esgota a lista dos problemas, mostra que n\u00e3o se respeita nem aprecia a fam\u00edlia, nem se est\u00e1 disposto a promov\u00ea-la, se ela teima em ser fam\u00edlia normal, onde o amor \u00e9 lei, a vida e a rela\u00e7\u00e3o familiar escola de valores, o lar, espa\u00e7o e ambiente de humaniza\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o para se agir em sociedade, de modo digno e respons\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise feita e publicada h\u00e1 meses, na Inglaterra, denunciava o Estado por estar em guerra contra a fam\u00edlia, ser elemento perturbador da vida conjugal e familiar e se ter tornado o maior inimigo das fam\u00edlias que o querem ser, sempre e em todas as circunst\u00e2ncias. 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