{"id":11348,"date":"2008-01-16T16:18:00","date_gmt":"2008-01-16T16:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11348"},"modified":"2008-01-16T16:18:00","modified_gmt":"2008-01-16T16:18:00","slug":"abramo-nos-a-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/abramo-nos-a-luz\/","title":{"rendered":"Abramo-nos \u00e0 Luz"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 2\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> Iniciamos, na liturgia da Igreja, o Tempo Comum, que arranca do Baptismo do Senhor e, progressivamente, vai celebrando, domingo ap\u00f3s domingo, o mist\u00e9rio de Cristo, de modo que, ante os olhos da comunidade crist\u00e3, se v\u00e1 desenvolvendo toda a vida hist\u00f3rica de Jesus sobre a terra. O Tempo Comum permite-nos captar melhor o car\u00e1cter de santifica\u00e7\u00e3o do tempo que tem o ano lit\u00fargico, ao desenrolar todos os aspectos do mist\u00e9rio de Cristo, sempre sob a luz pascal, uma vez que o fulcro deste tempo \u00e9 tamb\u00e9m o domingo. <\/p>\n<p>A liturgia deste domingo convida-nos a aceder a Deus, que aqui \u00e9 definido como sendo a LUZ; convida-nos a deixarmo-nos iluminar por ela, porque tamb\u00e9m cada um e cada uma de n\u00f3s \u00e9 escolhido\/a por Deus para reflectir esta mesma luz. Uma luz que invade todos os recantos, que vai at\u00e9 ao mais profundo do ser humano, que ilumina as mais densas trevas e que opera o discernimento entre o bem e o mal, que abre a intelig\u00eancia, isto \u00e9, a capacidade de vermos as coisas e os acontecimentos por dentro, que quebra o gelo da indiferen\u00e7a e abrasa de esperan\u00e7a e entusiasmo as mais arrojadas e desconcertantes generosidades.<\/p>\n<p>Na primeira leitura esta Luz \u00e9 identificada com a salva\u00e7\u00e3o que nos vem de Deus. \u201cVou fazer de ti a luz das na\u00e7\u00f5es\u201d, escreve o profeta Isa\u00edas, \u201cpara que a minha salva\u00e7\u00e3o chegue at\u00e9 aos confins da terra\u201d. O profeta anuncia que Israel, apesar de estar arruinado, pode voltar a Jerusal\u00e9m, reconstituir-se como povo de Deus e tornar-se a \u201cluz das na\u00e7\u00f5es\u201d; que apesar de se sentir ultrajado, ser\u00e1 restabelecido, honrado pelos estrangeiros e tornar-se alian\u00e7a para a humanidade; que Jerusal\u00e9m ser\u00e1 escolhida, ser\u00e1 repovoada com muitos filhos e ser\u00e1 libertada, e por ela todas as pessoas poder\u00e3o reconhecer o Salvador. Encontro-me neste texto? A minha presen\u00e7a \u00e9 luz reflectida de Deus? Torna claras as situa\u00e7\u00f5es? <\/p>\n<p>No evangelho, Jo\u00e3o utiliza outros termos para evocar a mesma realidade. O evangelista serve-se da met\u00e1fora do cordeiro, que no Antigo Testamento carregava os pecados do povo, o chamado \u201cbode expiat\u00f3rio\u201d, que era enviado para o deserto, ou o cordeiro que, na P\u00e1scoa, era imolado, em memorial da liberta\u00e7\u00e3o do Egipto, para nos assegurar que, doravante, \u00e9 Jesus Cristo, aquele que nos traz a salva\u00e7\u00e3o. Jo\u00e3o Baptista d\u00e1 testemunho de que viu descer sobre Ele o Esp\u00edrito Santo; por isso atesta que Ele \u00e9 o Filho de Deus. Na simbologia b\u00edblica e crist\u00e3, o Esp\u00edrito Santo \u00e9 tamb\u00e9m representado pelo fogo, que ilumina e aquece, que queima e abrasa. Ele \u00e9, portanto, luz reflectida do pr\u00f3prio Deus, na qual se distinguem a pessoa do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo. Refiro-me com frequ\u00eancia a Jesus Cristo? Acredito que s\u00f3 por Ele me vem a salva\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo atesta que somos santificados, em Cristo, e todos chamados \u00e0 santidade, porque a gra\u00e7a, isto \u00e9, o amor ou a luz de Deus e a paz, sinal da sua presen\u00e7a, est\u00e3o connosco. Compreendo, \u00e0 luz da palavra deste Domingo, que Deus me chama \u00e0 santidade, tal como sou e onde me encontro. Costumo pedir a luz de Deus, a sua salva\u00e7\u00e3o? Procuro ser testemunha desta luz?<\/p>\n<p>Leituras do 2\u00ba. Domingo do Tempo Comum \u2013 Ano A: Is 49, 3.5-6; Sl 40 (39); 1 Cor 1, 1-3; Jo 1, 29-34<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 2\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11348","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11348","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11348"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11348\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}