{"id":11380,"date":"2008-01-16T17:18:00","date_gmt":"2008-01-16T17:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11380"},"modified":"2008-01-16T17:18:00","modified_gmt":"2008-01-16T17:18:00","slug":"europa-africa-depois-da-cimeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/europa-africa-depois-da-cimeira\/","title":{"rendered":"Europa-\u00c1frica, depois da cimeira"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Passada a fase das primeiras reac\u00e7\u00f5es perante a \u00abCimeira Europa-\u00c1frica\u00bb, justifica-se deixar esbo\u00e7adas aqui algumas notas para nossa reflex\u00e3o e pr\u00e1tica futuras. A Cimeira n\u00e3o foi um sucesso nem uma simples exibi\u00e7\u00e3o de poder e de desperd\u00edcio; foi, porventura o que era poss\u00edvel na altura, a favor da coopera\u00e7\u00e3o entre os povos nela representados.<\/p>\n<p>Independentemente da Cimeira j\u00e1 havia coopera\u00e7\u00e3o; mas faltava a clarifica\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es. J\u00e1 existiam esfor\u00e7os a favor da justi\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es comerciais, dos direitos humanos e do desenvolvimento; faltava, por\u00e9m, a vis\u00e3o de conjunto, o reconhecimento de incorrec\u00e7\u00f5es e um forte impulso para a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os. Tal impulso foi dado pela Cimeira e pelo que ela suscitou: &#8211; alertas, cr\u00edticas, apresenta\u00e7\u00e3o de alternativas&#8230;<\/p>\n<p>Esta importante reuni\u00e3o aconteceu na altura em que terminava o quadrag\u00e9simo anivers\u00e1rio da enc\u00edclica de Paulo VI sobre o \u00abdesenvolvimento dos povos\u00bb &#8211; \u00abPopulorm Progressio\u00bb. Esta cont\u00e9m v\u00e1rias propostas aplic\u00e1veis \u00e0s rela\u00e7\u00f5es Europa-\u00c1firca, nos dias de hoje. Anoto em especial a identifica\u00e7\u00e3o de um grande objectivo a alcan\u00e7ar: \u00aba busca de meios de organiza\u00e7\u00e3o e de coopera\u00e7\u00e3o (&#8230;) para p\u00f4r em comum os recursos dispon\u00edveis e realizar, assim, uma verdadeira comunh\u00e3o entre todas as na\u00e7\u00f5es\u00bb (n\u00ba. 43 e 44). Em termos de actividades correntes, a enc\u00edclica real\u00e7a: o acolhimento de imigrantes; a ajuda contra a fome e outras car\u00eancias; o apoio t\u00e9cnico-econ\u00f3mico; e a equidade nas rela\u00e7\u00f5es comerciais. Para al\u00e9m, e na base, de tudo isto prop\u00f5e: a aprova\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00f5es internacionais; a cria\u00e7\u00e3o de um \u00abfundo mundial\u00bb, para \u00abaux\u00edlio dos mais deserdados\u00bb, sendo \u00absustentado por uma parte da verba das despesas militares\u00bb; e uma \u00abautoridade mundial\u00bb promotora de \u00abla\u00e7os de solidariedade\u00bb. Segundo a enc\u00edclica, todo este esfor\u00e7o deve ter na sua base o di\u00e1logo, incluindo o di\u00e1logo de civiliza\u00e7\u00f5es, e a consequente assun\u00e7\u00e3o de compromissos. Na perspectiva crist\u00e3, deve basear-se tamb\u00e9m na ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo afirmar que a \u00abPopulorum Progressio\u00bb det\u00e9m o exclusivo das linhas de orienta\u00e7\u00e3o para os problemas em presen\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es Europa-\u00c1frica. Na verdade, orienta\u00e7\u00f5es semelhantes foram defendidas, antes e depois da enc\u00edclica, por v\u00e1rias correntes de pensamento e ac\u00e7\u00e3o. E pode afirmar-se tamb\u00e9m que as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a solu\u00e7\u00e3o de tais problemas n\u00e3o se situam, exclusivamente, ao n\u00edvel dos princ\u00edpios; estes s\u00e3o indissoci\u00e1veis de aspectos processuais complexos que, por sua vez, dependem de posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas diferenciadas, bem como de interesses muito fortes e de correla\u00e7\u00f5es de for\u00e7as quase ingovern\u00e1veis. Acresce que a pr\u00f3pria Europa se debate hoje com enormes dificuldades. <\/p>\n<p>\u00c9, por\u00e9m, leg\u00edtimo afirmar que a enc\u00edclica ocupa uma posi\u00e7\u00e3o honrosa na procura de solu\u00e7\u00f5es para aqueles problemas e para o \u00abdesenvolvimento dos povos\u00bb em geral. Os seus ensinamentos apresentam ainda a vantagem de inspirar a conjuga\u00e7\u00e3o do desenvolvimento pessoal e local com o nacional e o global. Os t\u00edtulos das duas partes traduzem claramente esta conjuga\u00e7\u00e3o: um respeita ao \u00abdesenvolvimento integral do homem\u00bb; e o outro ao \u00abdesenvolvimento solid\u00e1rio da humanidade\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11380","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11380\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}