{"id":11405,"date":"2008-01-23T15:19:00","date_gmt":"2008-01-23T15:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11405"},"modified":"2008-01-23T15:19:00","modified_gmt":"2008-01-23T15:19:00","slug":"que-todos-sejam-um-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/que-todos-sejam-um-ii\/","title":{"rendered":"Que todos sejam um (II)"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; O Conc\u00edlio <!--more--> Retomamos algumas reflex\u00f5es sobre a rela\u00e7\u00e3o entre as Igrejas crist\u00e3s, a partir dos documentos do Conc\u00edlio Vaticano II. <\/p>\n<p>\u201cNesta una e \u00fanica Igreja de Deus surgiram, logo nos primeiros anos, algumas divis\u00f5es que o ap\u00f3stolo censura severamente como conden\u00e1veis. Posteriormente apareceram divis\u00f5es ainda maiores e grandes comu-nidades separaram-se da Igreja Cat\u00f3lica havendo culpas de uma e outra parte\u201d. &#8211; UR 3.<\/p>\n<p>As divis\u00f5es s\u00e3o um facto, desde o in\u00edcio. Recordemos que, mesmo nos tempos apost\u00f3licos, uns se reclamavam de Pedro outros de Paulo\u2026 Circunst\u00e2ncias culturais, pol\u00edticas, como tamb\u00e9m doutrinais, tornaram-se facilmente pomo de disc\u00f3rdia. Importa, por\u00e9m, notar que, as mais das vezes, as culpas se repartem pelas partes que se separam. <\/p>\n<p>E esta consci\u00eancia nunca pode deixar de estar presente, se se pretendem reatar caminhos de di\u00e1logo e aproxima\u00e7\u00e3o. Urge ler os factores de divis\u00e3o com plena isen\u00e7\u00e3o e no enquadramento das circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas espec\u00edficas em que aconteceram, n\u00e3o para se lan\u00e7arem mutuamente as culpas, mas para se assumirem com coragem os erros e mais corajosamente ainda se encetarem os caminhos de correc\u00e7\u00e3o desses mesmos erros.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se podem, no entanto, acusar do pecado de divis\u00e3o os que nasceram numa comunidade e a\u00ed s\u00e3o instru\u00eddos na f\u00e9 de Cristo. A Igreja Cat\u00f3lica abra\u00e7a todos esses com fraterna rever\u00eancia e amor. De facto, todos os que cr\u00eaem em Cristo e foram devidamente baptizados est\u00e3o numa certa comunh\u00e3o, embora imperfeita, com a Igreja Cat\u00f3lica. (\u2026) Mas, justificados no baptismo pela f\u00e9, est\u00e3o incorporados em Cristo, com direito se honram com o nome de crist\u00e3os e os filhos da Igreja Cat\u00f3lica reconhecem-nos, com raz\u00e3o, irm\u00e3os no Senhor\u201d. &#8211; UR 3. <\/p>\n<p>Estas palavras s\u00e3o um convite a superar o h\u00e1bito de ver as outras confiss\u00f5es crist\u00e3s num patamar inferior, para as considerarmos diferentes mas irm\u00e3s, com caminho a fazer, mas merecedoras do nosso respeito, acolhimento e, sobretudo, do nosso esfor\u00e7o de aplanarmos o que, do nosso lado, foi factor de divis\u00e3o e subsista ainda como escolho a impedir o reencontro.<\/p>\n<p>Reconhecer os elementos fundamentais do caminho salv\u00edfico e a medida em que eles s\u00e3o vis\u00edveis e vividos em cada confiss\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel. \u201cAl\u00e9m disso, de entre o conjunto de elementos ou bens com que a pr\u00f3pria Igreja se edifica e vivifica, h\u00e1 alguns, e \u00e0s vezes muito e muito importantes, que podem existir fora do \u00e2mbito da Igreja Cat\u00f3lica: a palavra de Deus escrita, a vida da gra\u00e7a, a f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade e outros dons, vis\u00edveis ou invis\u00edveis, do Esp\u00edrito Santo; tudo quanto prov\u00e9m de Cristo e a Ele conduz pertence, de direito, \u00e0 Igreja \u00fanica de Cristo\u201d. &#8211; UR 3.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria a prud\u00eancia das afirma\u00e7\u00f5es que confinem a \u00fanica Igreja de Jesus Cristo \u00e0s \u201cfronteiras materiais\u201d da Igreja Cat\u00f3lica. O Conc\u00edlio \u00e9 perempt\u00f3rio em afirmar que, por muitos modos da vida das Igrejas irm\u00e3s, passa o mist\u00e9rio da Salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Q.S.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; O Conc\u00edlio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11405","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11405"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11405\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}