{"id":11457,"date":"2008-01-30T15:35:00","date_gmt":"2008-01-30T15:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11457"},"modified":"2008-01-30T15:35:00","modified_gmt":"2008-01-30T15:35:00","slug":"deus-toma-o-partido-dos-excluidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deus-toma-o-partido-dos-excluidos\/","title":{"rendered":"Deus toma o partido dos exclu\u00eddos"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 4\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; ANo A <!--more--> A liturgia diz-nos que Deus escolhe as pessoas, que, na sociedade, s\u00e3o pobres e humildes para com elas construir o seu projecto de amor sobre n\u00f3s, isto \u00e9, o seu \u201cReino\u201d. Na verdade, Deus n\u00e3o faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas, mas toma o partido dos exclu\u00eddos. Exactamente porque Deus ama todas as pessoas e as quer libertar e salvar, toma o partido daquelas que, dada a sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e social, est\u00e3o exclu\u00eddas dos bens religiosos, culturais e sociais. Nesta perspectiva, a B\u00edblia apresenta-nos uma mensagem revolucion\u00e1ria, que ganha mais \u00eanfase com a palavra e o gesto de Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, o profeta denuncia a viol\u00eancia dos poderosos sobre os mais fracos e a degrada\u00e7\u00e3o dos costumes religiosos, que se instalara em Jud\u00e1, e garante aos mais humildes, que agora se v\u00eaem espezinhados pelos grandes da terra, que, se procurarem o Senhor, nele encontrar\u00e3o protec\u00e7\u00e3o. O profeta apela-nos \u00e0 convers\u00e3o da mente e do agir. Estou disposto\/a a esta convers\u00e3o? A renunciar \u00e0 l\u00f3gica da imposi\u00e7\u00e3o, da prepot\u00eancia, do orgulho, do autoritarismo e da auto-sufici\u00eancia, na minha rela\u00e7\u00e3o com Deus e com as outras pessoas? Situo-me do lado dos que \u201cescravizam\u201d ou dos que libertam? <\/p>\n<p>A terceira leitura apresenta-nos a carta magna do \u201cReino\u201d: as bem-aventuran\u00e7as. O evangelista mostra o Mestre a dirigir-se \u00e0s multid\u00f5es e, em especial, aos seus disc\u00edpulos. Jesus proclama solenemente a revolu\u00e7\u00e3o que Ele vem trazer \u00e0 terra. Doravante, os felizes ou bem-aventurados s\u00e3o aqueles e aquelas que aos olhos do mundo, e segundo os seus crit\u00e9rios, s\u00e3o realmente desgra\u00e7ados e tristes, s\u00e3o infelizes. Esta carta magna traz-nos, ainda, uma outra mensagem: \u00e9 que os pobres e infelizes, os que choram e t\u00eam fome&#8230; podem, desde aqui e agora, come\u00e7ar a saborear a bem-aventuran\u00e7a de Jesus, atrav\u00e9s da imensa solidariedade humana e social que tantos homens e mulheres de boa vontade v\u00e3o semeando nos seus caminhos. \u00c9 certo que esta alegria \u00e9 passageira. Contudo, \u00e9 urgente que a solidariedade humana aconte\u00e7a, porque s\u00f3 ela pode revelar aos mais pobres e infelizes o amor preferencial de Deus para com eles e, ao mesmo tempo, ser portadora da esperan\u00e7a e do an\u00fancio dos novos e definitivos tempos, inaugurados por Jesus. Que impacto tem em mim esta p\u00e1gina do evangelho? Costumo ser solid\u00e1rio\/a como Deus?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo recorda aos Cor\u00edntios, e a n\u00f3s tamb\u00e9m, a nossa pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o: N\u00e3o h\u00e1, entre n\u00f3s, muitos s\u00e1bios, naturalmente falando, nem muitos influentes, nem muitos de \u201csangue azul\u201d. Por\u00e9m, Deus escolheu-nos para manifestar ao mundo que tamb\u00e9m aqueles que parecem vis e desprez\u00edveis, aos olhos do mundo, t\u00eam valor diante dele. N\u00e3o se trata de valorizar a pobreza em si mesma, ou de apresentar Deus como o lidere de um sindicato da classe oper\u00e1ria, a reclamar o poder para as classes desfavorecidas. Trata-se, sim, de revelar o verdadeiro rosto de um Deus que se solidariza com os pobres, com os humilhados, com os ofendidos, com os explorados, e que a todos oferece a salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 este o Deus que eu adoro e sirvo? Como O testemunho no meu viver quotidiano?<\/p>\n<p>Leituras do 4\u00ba. Domingo do Tempo Comum: Sf 2,3;3,12-13; Sl 146 (145); 1 Cor 1,26-31; Mt 5,1-12<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; 4\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; ANo A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11457","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11457"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11457\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}