{"id":11459,"date":"2008-01-30T15:40:00","date_gmt":"2008-01-30T15:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11459"},"modified":"2008-01-30T15:40:00","modified_gmt":"2008-01-30T15:40:00","slug":"duas-introducoes-ao-que-a-igreja-pensa-dos-problemas-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/duas-introducoes-ao-que-a-igreja-pensa-dos-problemas-sociais\/","title":{"rendered":"Duas introdu\u00e7\u00f5es ao que a Igreja pensa dos problemas sociais"},"content":{"rendered":"<p>LIVROS <!--more--> No espa\u00e7o de dias, surgem dois livros, de dois leigos, sobre Doutrina Social da Igreja. \u201cDoutrina Social da Igreja\u201d \u2013 diga-se desde o in\u00edcio \u2013 \u00e9 o pensamento da Igreja sobre as quest\u00f5es sociais. J\u00e1 teve denomina\u00e7\u00f5es como \u201cPensamento Social da Igreja\u201d, ou \u201cDoutrina Social dos Papas\u201d, ou \u201cPensamento Social Cat\u00f3lico\u201d, mas hoje h\u00e1 um certo consenso \u00e0 volta da referida express\u00e3o, cunhada por Pio XI, e da sigla DSI. E por \u201cquest\u00f5es sociais\u201d entendem-se principalmente estas: o trabalho, o capital, a riqueza e a pobreza, o desenvolvimento dos povos, direitos humanos, participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o meio ambiente, a globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vis\u00f5es mais abrangentes sobre a DSI pretendem nela incluir a quest\u00e3o da fam\u00edlia ou dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, por exemplo, mas estes temas s\u00f3 s\u00e3o de DSI na medida em que as pr\u00e1ticas pol\u00edtico-econ\u00f3micas t\u00eam reflexo sobre esses \u00e2mbitos (como sobre muitos outros). Por outras palavras, DSI \u00e9 o pensamento cat\u00f3lico (assumido nos documentos do magist\u00e9rio e principalmente papais) sobre as pr\u00e1ticas pol\u00edticas e econ\u00f3micas.<\/p>\n<p>Hoje, a DSI gira \u00e0 volta de um corpo documental que vai de 1891 a 1991. Jos\u00e9 Dias da Silva afirma, perempt\u00f3rio: \u201cO nascimento oficial da DSI foi a 15 de Maio de 1891, com a publica\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica \u2018Rerum Novarum\u2019 (&#8230;)\u201d. Le\u00e3o XIII escrevia ent\u00e3o sobre \u201cas coisas novas\u201d que vinham \u201cagitando a sociedade\u201d, ao constatar que os trabalhadores se deixavam seduzir por associa\u00e7\u00f5es e sindicatos, geralmente anticlericais, que preconizavam a luta de classes e a supress\u00e3o da propriedade privada (\u201co \u00f3dio contra os que possuem\u201d) \u2013 a chamada \u201cquest\u00e3o oper\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, at\u00e9 \u00e0 enc\u00edclica \u201cCentesimus annus\u201d (\u201cAno centen\u00e1rio\u201d), de Jo\u00e3o Paulo II, em 1991 (depois disso, dos papas, h\u00e1 apenas a acrescentar os n\u00fameros 19 a 29 de enc\u00edclica beneditina \u201cDeus Caritas Est\u201d), a DSI foi-se afirmando como uma cr\u00edtica quer ao socialismo quer ao capitalismo. Houve quem tentasse ver na DSI uma terceira via, mas, na verdade, o pensamento eclesial n\u00e3o \u00e9 uma proposta ideol\u00f3gica. \u00c9 antes uma leitura cr\u00edtica da realidade a partir destes princ\u00edpios: Bem Comum, Destino Universal dos Bens, Solidariedade, Subsidiariedade, Participa\u00e7\u00e3o, Verdade, Liberdade e Justi\u00e7a na vida social.<\/p>\n<p>Os livros esta semana apresentados s\u00e3o uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 DSI, nos seus documentos, temas e princ\u00edpios. Ambos os autores t\u00eam larga experi\u00eancia na divulga\u00e7\u00e3o da DSI. Jos\u00e9 Dias da Silva, de Coimbra, ensinou-a na Escola de Leigos local e \u00e9 membro da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz. Por Carlos Verdete fala o longo trabalho de forma\u00e7\u00e3o de leigos nos Cursilhos de Cristandade da arquidiocese de \u00c9vora. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>A Doutrina Social da Igreja<\/p>\n<p>Carlos Verdete<\/p>\n<p>Paulus<\/p>\n<p>264 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Em nome de Jesus Cristo<\/p>\n<p>Uma forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em Doutrina Social da Igreja<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Dias da Silva<\/p>\n<p>Paulinas<\/p>\n<p>230 p\u00e1ginas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVROS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11459","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11459"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11459\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}