{"id":11467,"date":"2008-01-30T15:57:00","date_gmt":"2008-01-30T15:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11467"},"modified":"2008-01-30T15:57:00","modified_gmt":"2008-01-30T15:57:00","slug":"se-nao-nos-sentimos-familia-nao-nos-tornamos-solidarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/se-nao-nos-sentimos-familia-nao-nos-tornamos-solidarios\/","title":{"rendered":"&#8220;Se n\u00e3o nos sentimos fam\u00edlia, n\u00e3o nos tornamos solid\u00e1rios&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Presidente do Conselho Econ\u00f3mico e Social (\u00f3rg\u00e3o de consulta para as pol\u00edticas econ\u00f3mica e social do Estado), Alfredo Bruto da Costa tem sido uma voz cr\u00edtica das pol\u00edticas de combate \u00e0 pobreza. Nesta entrevista mostra que as pr\u00e1ticas sociais dos crist\u00e3os est\u00e3o longe da verdadeira caridade<\/p>\n<p>Correio do Vouga &#8211; Reflectiu com os padres e di\u00e1conos da diocese de Aveiro sobre a originalidade da interven\u00e7\u00e3o social crist\u00e3. Em que consiste esta originalidade?<\/p>\n<p>Alfredo Bruto da Costa &#8211; A originalidade da inter-ven\u00e7\u00e3o social crist\u00e3 est\u00e1 em que a caridade deve ser desenvolvida n\u00e3o s\u00f3 pelos crist\u00e3os individualmente, mas principalmente enquanto comunidade. \u00c9 um tema que o Papa Bento XVI salienta na primeira enc\u00edclica, \u201cDeus Caritas Est\u201d, em que diz que o dever do servi\u00e7o da caridade tanto atinge individualmente os crist\u00e3os como a Igreja enquanto comunidade. Neste encontro, a partir da enc\u00edclica, salientei alguns aspectos que n\u00e3o s\u00e3o muito correntes no modo de encararmos o papel da Igreja.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o esses aspectos?<\/p>\n<p>Um deles \u00e9 que, em Jesus, o amor de Deus e o amor do pr\u00f3ximo uniram-se num s\u00f3. N\u00e3o \u00e9 concept\u00edvel amar a Deus sem amar ao pr\u00f3ximo e vice-versa, para os crentes. Mas o dom do amor n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade dos crentes, uma vez que Deus o infundiu em todos os seres humanos. O segundo ponto, que n\u00e3o tem sido muito salientado e que o Papa refere, \u00e9 que a dimens\u00e3o do servi\u00e7o da caridade faz parte da natureza da Igreja, tanto quanto o an\u00fancio da Palavra de Deus e os Sacramentos. Ainda temos uma vis\u00e3o de cristianismo muito ligada aos sacramentos e ao an\u00fancio da Palavra. Ora, o Papa diz que estas tr\u00eas dimens\u00f5es s\u00e3o insepar\u00e1veis e essenciais na natureza da Igreja. S\u00e3o a identidade.<\/p>\n<p>V\u00ea a Igreja em Portugal a assumir a prioridade da caridade?<\/p>\n<p>N\u00e3o vejo. Vejo que h\u00e1 muitas iniciativas. Uma grande parte das iniciativas particulares no campo social ou s\u00e3o crist\u00e3s ou s\u00e3o de origem crist\u00e3. Mas n\u00e3o \u00e9 aquilo a que o Papa se refere. O Papa faz algumas exig\u00eancias para que esse exerc\u00edcio da caridade seja da Igreja enquanto comunidade. Ora, sinto que aquilo que a Igreja faz oficialmente no campo da caridade n\u00e3o \u00e9 a express\u00e3o do envolvimento das comunidades crist\u00e3s nesse trabalho. Normalmente, \u00e9 mais o dinamismo de um prior, \u00e0s vezes com alguns volunt\u00e1rios, normalmente com gente profissional tamb\u00e9m, o que \u00e9 normal, s\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 a express\u00e3o do compromisso da comunidade enquanto tal.<\/p>\n<p>Temos projectos da Igreja, mas n\u00e3o dos crist\u00e3os ou da comunidade crist\u00e3?<\/p>\n<p>Sim. Aqui come\u00e7a um problema. Temos muita coisa que \u00e9 feita pela Igreja. Em rela\u00e7\u00e3o a certas institui\u00e7\u00f5es podemos ter d\u00favidas se s\u00e3o iniciativas oficiais da Igreja, mas os centros paroquiais, por exemplo, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que s\u00e3o actividade da par\u00f3quia, da Igreja. Nos estatutos, inclusivamente, o p\u00e1roco \u00e9 o presidente dos conselhos de gest\u00e3o ou da direc\u00e7\u00e3o, etc., etc. Ora, em que medida \u00e9 que esses centros s\u00e3o express\u00e3o da vida da comunidade? N\u00e3o acho que seja. A comunidade limita-se a, por exemplo, uma vez por m\u00eas, contribuir financeiramente para esses centros, mas n\u00e3o tenho sinal nenhum de que a comunidade sinta que aquilo \u00e9 seu.<\/p>\n<p>Mas acha isso poss\u00edvel?<\/p>\n<p>Tem que ser. O esp\u00edrito de comunidade \u00e9 elemento fundamental na pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de Igreja: comunidade de crentes. Mas reconhe\u00e7o que, do ponto de vista pastoral, isto acarreta algumas dificuldades. Como sabemos, sobretudo nos centros urbanos, a comunidade dominical n\u00e3o tem nada a ver com a comunidade de resid\u00eancia, pelo menos em parte. A igreja que eu frequento, por exemplo, n\u00e3o fica na minha par\u00f3quia geogr\u00e1fica. Mas o tipo de mensagem crist\u00e3 que essa comunidade veicula est\u00e1 mais sintonizada com aquilo que eu sinto ser. E assim acontece com muita gente. Todo o elemento humano que liga as pessoas, de um bairro, por exemplo, n\u00e3o existe relativamente \u00e0s comunidades crist\u00e3s urbanas, hoje. A primeira dificuldade \u00e9, precisamente, construir por via da f\u00e9 o sentido de comunidade. Sem sentido de comunidade n\u00e3o existe Igreja.<\/p>\n<p>Julgo que queria salientar mais algum aspecto da enc\u00edclica de Bento XVI&#8230;<\/p>\n<p>O Papa recorda um aspecto que n\u00e3o faz parte das preocupa\u00e7\u00f5es da interven\u00e7\u00e3o social da Igreja portuguesa, hoje: o estilo de vida da primeira comunidade crist\u00e3 de Jerusal\u00e9m. Diz Bento XVI que \u201cpunham tudo em comum\u201d, \u201cningu\u00e9m tinha nada seu\u201d, e \u201cn\u00e3o havia entre eles ningu\u00e9m necessitado\u201d.<\/p>\n<p>Resta saber se essa passagem dos Actos dos Ap\u00f3stolos se refere a factos ou a modelos&#8230;<\/p>\n<p>Sim, mas o Papa diz o seguinte: com a dimens\u00e3o que a Igreja tem hoje, esse estilo de vida j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, mas h\u00e1 um ponto que continua a ser v\u00e1lido. Esse ponto \u00e9 precisamente que entre os crist\u00e3os n\u00e3o deve haver pobres.<\/p>\n<p>E como \u00e9 que isso se concretiza?<\/p>\n<p>Estou a dizer aquilo que das primeiras comunidades o Papa considera ser v\u00e1lido. Bento XVI diz que a Igreja n\u00e3o pode limitar-se \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com os pobres da sua comunidade. E cita a par\u00e1bola do bom samaritano, que \u00e9 clara quanto ao universalismo do amor ao pr\u00f3ximo. Mas o que o Papa diz, \u00e9 que, ressalvada essa universalidade do amor, entre os crist\u00e3os n\u00e3o haja pobres.<\/p>\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel conjugar esse ideal com a pr\u00e1tica econ\u00f3mica que temos?<\/p>\n<p>O \u201ccomo\u201d j\u00e1 \u00e9 um problema pastoral.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um problema pol\u00edtico e econ\u00f3mico?<\/p>\n<p>Pode ser e pode n\u00e3o ser. E eu j\u00e1 digo porqu\u00ea. O Papa tamb\u00e9m salienta que isto \u00e9 v\u00e1lido a todos os n\u00edveis, a n\u00edvel da igreja universal, das dioceses e das par\u00f3quias.<\/p>\n<p>Ou seja, preconiza tamb\u00e9m uma partilha entre pa\u00edses, dioceses&#8230;<\/p>\n<p>Trata-se de uma perspectiva que tem de estar presente na interven\u00e7\u00e3o social da Igreja. Quanto ao como, quando penso num pa\u00eds como a \u00cdndia, onde numa localidade qualquer a comunidade crist\u00e3 \u00e9 sempre uma minoria, n\u00e3o vejo dificuldade em p\u00f4r isto em pr\u00e1tica. Mas j\u00e1 vejo dificuldade num pa\u00eds como Portugal, porque a grande maioria dos portugueses declaram-se crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Mesmo n\u00e3o o sendo.<\/p>\n<p>Declaram-se crist\u00e3os. Subjectivamente declaram-se crist\u00e3os, ainda que n\u00e3o sejam praticantes. O facto de terem uma cultura de valores crist\u00e3os \u00e9-lhes suficiente para dizerem que s\u00e3o crist\u00e3os, talvez por oposi\u00e7\u00e3o a outras religi\u00f5es. Como a grande maioria dos portugueses se declaram crist\u00e3os, a fronteira entre pobre da comunidade crist\u00e3 e pobre que n\u00e3o \u00e9 da comunidade crist\u00e3 \u00e9 praticamente imposs\u00edvel de distinguir. Por outro lado, num meio como o portugu\u00eas, penso que \u00e9 contraproducente haver uma aten\u00e7\u00e3o especial perante os crist\u00e3os. Iria parecer uma discrimina\u00e7\u00e3o e revelar um conceito de capelinha, quase sect\u00e1rio, da comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>Agora, devo dizer que, na pr\u00e1tica, isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente assim. Se a Igreja der sinais claros de que o seu amor atinge dimens\u00f5es univer-sais, nessa altura n\u00e3o h\u00e1 problema em dedicar-se mais aos seus. E devo dizer que conhe\u00e7o uma comunidade religiosa n\u00e3o crist\u00e3, em Lisboa, que declarou n\u00e3o ter pobres, quando fiz um inqu\u00e9rito \u00e0s minorias. Portanto, isso \u00e9 pratic\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um outro ponto, quanto ao \u201cn\u00e3o havia entre eles ningu\u00e9m necessitado\u201d. Qual \u00e9 o fundamento para o Papa sugerir uma aten\u00e7\u00e3o aos pobres da comunidade crist\u00e3? O fundamento \u00e9 este: a Igreja \u00e9 a fam\u00edlia de Deus. Ora, receio que os crist\u00e3os n\u00e3o se sintam fam\u00edlia, se&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;n\u00e3o se importam com os outros elementos&#8230;<\/p>\n<p>Exactamente. Todos acham natural que eu esteja preocupado com o bem estar material da minha mulher e dos meus filhos. Sou respons\u00e1vel por esse primeiro ciclo. Agora, se n\u00e3o sentimos que a comunidade crist\u00e3 \u00e9 fam\u00edlia, n\u00e3o nos tornamos solid\u00e1rios. Este \u00e9 outro problema, mais eclesiol\u00f3gico do que social.<\/p>\n<p>No fundo, a m\u00e1 caridade \u2013 a caridade mal feita ou a aus\u00eancia dela \u2013 resulta, ent\u00e3o, de uma falta de f\u00e9, de uma f\u00e9 deficiente.<\/p>\n<p>Eu diria antes que se trata de um conceito de f\u00e9 que n\u00e3o valoriza a dimens\u00e3o comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Enquanto presidente do Conselho Econ\u00f3mico e Social, como v\u00ea a quest\u00e3o da pobreza em Portugal?<\/p>\n<p>O \u00faltimos n\u00fameros, publicados h\u00e1 dias, referem-se a 2005. O que se v\u00ea em 2005 \u00e9 que a taxa de pobreza baixou 2 pontos. Era de 20 por cento; em 2005, situou-se nos 18 por cento. Tamb\u00e9m baixou um pouco o grau de desigualdade entre os ricos e os pobres. Mas baixou menos do que a taxa de pobreza. Agora, o que acontece \u00e9 que um ter\u00e7o dos pobres s\u00e3o pensionistas, pelo que creio que a medida do complemento de pens\u00e3o para idosos, introduzida pelo governo e que j\u00e1 come\u00e7ou para os idosos mais velhos e progressivamente vai baixando at\u00e9 atingir os 65 anos, n\u00e3o sei em que ano, \u00e9 acertada. Esse complemento pode ter uma influ\u00eancia importante para baixar a taxa de pobreza.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios anos que vem dizendo que um quinto (20 por cento) dos portugueses s\u00e3o pobres, como, ali\u00e1s, as estat\u00edsticas oficiais recentes t\u00eam confirmado. No entanto, a percep\u00e7\u00e3o do homem da rua, que v\u00ea os voos de f\u00e9rias esgotados, o consumo desregrado no Natal, um n\u00famero maior de telem\u00f3veis do que portugueses, parece desmentir um t\u00e3o grande n\u00famero de pobres&#8230;<\/p>\n<p>Isso em parte \u00e9 porque as pessoas confundem pobreza com mis\u00e9ria. A pobreza nem sempre \u00e9 vis\u00edvel para um qualquer transeunte. A mis\u00e9ria \u00e9. \u00c9 logo identificada. A pobreza \u00e9 definida como uma situa\u00e7\u00e3o em que a pessoa, por falta de recursos, n\u00e3o consegue satisfazer todas as suas necessidades b\u00e1sicas, necessidades que a sociedade em que a pessoa vive considera b\u00e1sicas. Sendo assim, h\u00e1 muitas pessoas que, n\u00e3o estando na mis\u00e9ria, s\u00e3o pobres, porque n\u00e3o conseguem satisfazer todas as necessidades b\u00e1sicas. Isso nem sempre \u00e9 um problema imediatamente vis\u00edvel. Por outro lado, a pr\u00f3pria cultura das sociedades coloca subjectivamente a fasquia entre pobreza e classe m\u00e9dia a um n\u00edvel muito baixo. Considera que para os outros \u00e9 suficiente muito menos do que o que \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>O que deve fazer Portugal para acabar com o \u201cparadoxo da persist\u00eancia da pobreza\u201d, utilizando uma express\u00e3o sua, que resume a inefic\u00e1cia do investimento em pol\u00edticas sociais?<\/p>\n<p>Portugal despende muitos recursos e muita boa vontade, e tudo quanto faz \u00e9 necess\u00e1rio. Tenho que sublinhar isto. Mas n\u00e3o \u00e9 suficiente para reduzir a pobreza. A pobreza requer mudan\u00e7as sociais. A causa da pobreza est\u00e1 no modo como a sociedade est\u00e1 organizada e funciona, na reparti\u00e7\u00e3o dos rendimentos, na economia. Tudo quanto fazemos na chamada luta contra a pobreza mant\u00e9m a sociedade como est\u00e1. N\u00e3o mexe na sociedade. Ora, se as causas est\u00e3o na sociedade, como poderei combat\u00ea-la ou reduzi-la substancialmente, sem tocar na sociedade? O que se faz \u00e9 bom e importante, porque reduz o sofrimento dos pobres, mas n\u00e3o pode resolver o problema, porque para isso s\u00e3o necess\u00e1rias mudan\u00e7as sociais.<\/p>\n<p>Quando eu tenho um projecto que permite que a sociedade se mantenha como est\u00e1, devo ter suspeitas imediatas sobre se esse projecto reduz a pobreza, ainda que tenha muito valor por atenuar o sofrimento dos pobres. Por exemplo, o Banco Alimentar (BA). Mais de 200 mil pessoas recorrem ao BA. Evidentemente que \u00e9 important\u00edssimo. Por\u00e9m, o BA, enquanto fornecedor de alimentos, n\u00e3o resolve a pobreza. Para n\u00e3o haver pobreza, as pessoas t\u00eam de ser auto-suficientes. T\u00eam de j\u00e1 n\u00e3o precisar do BA, porque podem comprar os alimentos como qualquer cidad\u00e3o faz.<\/p>\n<p>Nesse sentido, onde devem ocorrer as mudan\u00e7as? No ensino? Na sa\u00fade?<\/p>\n<p>Reconhecer isto j\u00e1 provoca mudan\u00e7as. Do pr\u00f3prio BA disseram-me que, quando entregam os alimentos \u00e0s institui\u00e7\u00f5es para serem distribu\u00eddos, imp\u00f5em a condi\u00e7\u00e3o de as institui\u00e7\u00f5es terem um trabalho adicional no sentido de conduzir os pobres \u00e0 autonomia. Se isto \u00e9 feito, n\u00e3o conhe\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas volto \u00e0 sociedade no seu todo. O que tem de mudar?<\/p>\n<p>Tem de mudar: o ensino, com mais e melhor forma\u00e7\u00e3o; o mercado de trabalho, com um sistema de sal\u00e1rios mais justo, melhores qualifica\u00e7\u00f5es, mais emprego; e na Seguran\u00e7a Social, porque, como disse, tem um papel de refor\u00e7o dos rendimentos dos pensionistas.<\/p>\n<p>S\u00e3o estes os tr\u00eas sistemas fundamentais para reduzir a pobreza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Conselho Econ\u00f3mico e Social (\u00f3rg\u00e3o de consulta para as pol\u00edticas econ\u00f3mica e social do Estado), Alfredo Bruto da Costa tem sido uma voz cr\u00edtica das pol\u00edticas de combate \u00e0 pobreza. 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