{"id":11486,"date":"2008-01-30T16:31:00","date_gmt":"2008-01-30T16:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11486"},"modified":"2008-01-30T16:31:00","modified_gmt":"2008-01-30T16:31:00","slug":"catolicos-e-ortodoxos-a-historia-das-razoes-sem-razao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/catolicos-e-ortodoxos-a-historia-das-razoes-sem-razao-2\/","title":{"rendered":"Cat\u00f3licos e ortodoxos &#8211; A hist\u00f3ria das raz\u00f5es sem raz\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>2\u00aa parte <!--more--> No seguimento da Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os, apresenta-se a segunda parte do ensaio do Padre Doutor J\u00falio Franclim sobre a separa\u00e7\u00e3o entre cat\u00f3licos e ortodoxos, uma separa\u00e7\u00e3o que resultou mais de motivos psicol\u00f3gicos e hist\u00f3ricos do que de um conflito dogm\u00e1tico<\/p>\n<p>As interrup\u00e7\u00f5es na comunh\u00e3o<\/p>\n<p>Houve interrup\u00e7\u00f5es da comunh\u00e3o eucar\u00edstica, por rid\u00edculos motivos de prest\u00edgio. Uma primeira vez, desde 404 a 415. Um latino que ia ao oriente n\u00e3o recebia a comunh\u00e3o; um grego que se aventurava no ocidente, tamb\u00e9m n\u00e3o. Uma segunda interrup\u00e7\u00e3o, por raz\u00f5es igualmente insignificantes, durou uma gera\u00e7\u00e3o inteira, desde 494 at\u00e9 519. Os contempor\u00e2neos, infelizmente, n\u00e3o souberam captar quanto aquelas rupturas eram ligeiras para os pretextos, imprudentes para as suas consequ\u00eancias e inadmiss\u00edveis dum ponto de vista espiritual, criando assim uma situa\u00e7\u00e3o de costume e de consentimento.<\/p>\n<p>Outros conflitos surgiram quando os imperadores, embora nomeando e depondo os patriarcas de Constantinopla conforme queriam, os apoiavam contra os papas que Constantinopla n\u00e3o queria reconhecer sen\u00e3o como patriarcas apenas do ocidente. <\/p>\n<p>De tal modo, o cisma foi em primeiro lugar de ordem eclesiol\u00f3gica: qual era a autoridade do Papa? Sobre que regi\u00f5es se estendia esta autoridade, excluindo o territ\u00f3rio do imp\u00e9rio do oriente? Tratava-se de quest\u00f5es de preced\u00eancias religiosas e de influ\u00eancias pol\u00edticas. <\/p>\n<p>N\u00e3o era ainda um cisma permanente. O restabelecimento da comunh\u00e3o punha fim a estas rupturas, mas sem cancelar as suas consequ\u00eancias morais.<\/p>\n<p>Uma crescente hostilidade<\/p>\n<p>Os dissabores j\u00e1 existentes e que, pelo menos, iam causando uma certa fric\u00e7\u00e3o entre oriente e ocidente foram agravados pela grande crise teol\u00f3gica, moral e pol\u00edtica, que surge no imp\u00e9rio do oriente a prop\u00f3sito dos \u00edcones. <\/p>\n<p>A cristandade grega, que reprovava as esculturas crist\u00e3s mas admitia e apoiava as representa\u00e7\u00f5es pintadas de Jesus, da Virgem Maria, dos santos e dos epis\u00f3dios evang\u00e9licos, foi sacudida pela contesta\u00e7\u00e3o dos iconoclastas, isto \u00e9, dos inimigos do uso das imagens. Estes destru\u00edam os \u00edcones e as rel\u00edquias e queriam impor a sua proibi\u00e7\u00e3o na Igreja. <\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o dos monges <\/p>\n<p>e do imperador\t<\/p>\n<p>A princ\u00edpio divididos a este respeito, os monges colocaram-se entre os defensores mais ardentes das imagens. <\/p>\n<p>Esta crise religiosa, que durou mais de um s\u00e9culo, desde 726 at\u00e9 843, dividiu de tal forma os esp\u00edritos que suscitou as interfer\u00eancias sociais e pol\u00edticas ainda mais marcadas, quando o imperador Le\u00e3o III, em 726, condenou as imagens e ordenou que fossem destru\u00eddas. Houve desordens; a persegui\u00e7\u00e3o contra os defensores das imagens n\u00e3o poupou sequer um patriarca de Constantinopla. <\/p>\n<p>Os imperadores, por motivos nitidamente mais pol\u00edticos que religiosos, p\u00f5em-se, umas vezes, ao lado dos iconoclastas, outras vezes contra estes. <\/p>\n<p>Tomada de posi\u00e7\u00e3o em conc\u00edlio<\/p>\n<p>Um conc\u00edlio do imp\u00e9rio do oriente, em 757, excomungou os fabricantes de \u00edcones. Mas o poder imperial hesitava, conforme as tend\u00eancias da opini\u00e3o, preocupado como estava em afirmar a proemin\u00eancia do imperador. <\/p>\n<p>Um outro conc\u00edlio, em 787, declarou-se a favor das imagens. Mas a crise n\u00e3o tinha terminado: uma revolu\u00e7\u00e3o nos anos 813-814 baniu as imagens e o partido iconoclasta perdeu o poder somente em 843, frente \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o dos monges e do povo, ardentemente fiel aos \u00edcones cuja honra a igreja do oriente restituiu.<\/p>\n<p>Consequ\u00eancias <\/p>\n<p>para o distanciamento<\/p>\n<p>A cristandade latina tinha acolhido as not\u00edcias deste conflito com indigna\u00e7\u00e3o e espanto ao mesmo tempo. O prest\u00edgio do oriente crist\u00e3o sofreu ainda mais com isto. E, embora por fim a igreja do oriente tivesse voltado aos mesmos usos do ocidente e o conc\u00edlio de 787 fosse plenamente acolhido pelos latinos, estes tiraram da crise iconoclasta a impress\u00e3o de que a igreja do oriente era muito diferente deles.<\/p>\n<p>Exageros ocidentais<\/p>\n<p>Tudo isto, apesar de tudo, n\u00e3o justificava o direito, por parte dos papas, de consagrar como imperador Carlos Magno, no ano 800, e Ot\u00e3o o Grande em 962: era um desafio lan\u00e7ado ao oriente. Tal como se ensinava que Deus tinha substitu\u00eddo Israel pela Igreja, assim os latinos substitu\u00edam o imp\u00e9rio romano do oriente por um imp\u00e9rio franco, ou germ\u00e2nico. Era a mesma atitude de rejei\u00e7\u00e3o do outro. <\/p>\n<p>Naturalmente, a igreja e o imp\u00e9rio do oriente sentiram os actos de 800 e 962 como gestos de arrog\u00e2ncia, de insol\u00eancia, como um atentado contra eles. <\/p>\n<p>Tinha-se perdido de tal forma o sentido de unidade crist\u00e3 que tudo o que acontecia na outra cristandade \u2013 como por exemplo a crise iconoclasta \u2013 se tornava um pretexto para acentuar as acusa\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas.<\/p>\n<p>O agravar da crise: <\/p>\n<p>pol\u00e9mica entre o Papa e o<\/p>\n<p>Patriarca de Constantinopla<\/p>\n<p>Esta hostilidade e cegueira rec\u00edprocas emergiram nitidamente no s\u00e9culo IX, por ocasi\u00e3o do conflito entre o papa Nicolau I e o patriarca F\u00f3cio de Constantinopla. Eram dois homens de qualidade, de igual valor, de igual orgulho, de igual intransig\u00eancia.<\/p>\n<p>Nicolau I recebeu alguns inimigos de F\u00f3cio, que vieram a Roma lamentar-se do seu patriarca. Em vez de os acalmar, Nicolau I escreveu uma carta ao imperador para explicar que o patriarca, estando em erro, se devia submeter ao julgamento do papa (um cat\u00f3lico actual v\u00ea neste epis\u00f3dio \u00abexcessos de linguagem e de pensamento\u00bb). O imperador, evidentemente, n\u00e3o liga nada \u00e0 carta do papa. <\/p>\n<p>E Roma, em 863, declarou a suspens\u00e3o de F\u00f3cio, excomungou-o, e nomeou o rival de F\u00f3cio como patriarca de Constantinopla. Esta atitude resultou em nada. Pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 enfureceu ainda mais os gregos, tanto mais que naquele per\u00edodo havia as rivalidades que opunham os gregos aos latinos, a prop\u00f3sito da miss\u00e3o entre os eslavos.<\/p>\n<p>A excomunh\u00e3o pronunciada por Nicolau I exprimia uma situa\u00e7\u00e3o em que o ocidente latino e o oriente bizantino eram estranhos um ao outro. Mas n\u00e3o se tratava dum problema de diferen\u00e7a teol\u00f3gica. Foi a quest\u00e3o do Filioque a transformar esta situa\u00e7\u00e3o em divis\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia do \u00abFilioque\u00bb<\/p>\n<p>Breve hist\u00f3ria<\/p>\n<p>O S\u00edmbolo de Niceia-Constantinopla precisa que o Esp\u00edrito Santo \u00abprocede do Pai\u00bb. Ora, no s\u00e9culo VI, alguns cat\u00f3licos, na Espanha de ent\u00e3o, que celebravam missa em latim, acrescentaram a esta express\u00e3o o termo Filioque, dizendo de tal modo que o Esp\u00edrito Santo \u00abprocede do Pai e do Filho\u00bb. O acrescento deste termo difundiu-se na G\u00e1lia no s\u00e9culo VII. Roma e os papas nada tinham a ver com isto. Mas, assim como o imperador do oriente proibia ou autorizava as imagens, do mesmo modo Carlos Magno tornou oficial o Filioque, sem consultar Roma, que hesitava sobre o fundamento de tal iniciativa. Nicolau I, por seu lado, n\u00e3o ratificou o Filioque. <\/p>\n<p>Em Roma, a ratifica\u00e7\u00e3o foi feita cinco s\u00e9culos depois da sua apari\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, no s\u00e9culo XI.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da Igreja do oriente<\/p>\n<p>Constantinopla e os ortodoxos opunham-se ao Filioque por tr\u00eas motivos: o primeiro motivo, o mais difundido, o mais instintivo, \u00e9 que tudo o que vinha do ocidente era sem valor aos olhos dos gregos: o Filioque n\u00e3o era mais que uma inven\u00e7\u00e3o dos b\u00e1rbaros do ocidente.<\/p>\n<p>O segundo motivo era absolutamente justificado. Um texto como o S\u00edmbolo do ano 381 e adoptado por um conc\u00edlio s\u00f3 podia ser modificado por um outro conc\u00edlio. Acrescentar o Filioque significava modificar o S\u00edmbolo. A argumenta\u00e7\u00e3o dos gregos era irrefut\u00e1vel: a iniciativa ocidental era inadmiss\u00edvel sob o ponto de vista jur\u00eddico e conciliar.<\/p>\n<p>Por fim, um terceiro motivo. Os ortodoxos avan\u00e7aram com uma argumento de tipo teol\u00f3gico. Eles consideravam que toda a teologia da Trindade vinha a ser modificada pelo Filioque. F\u00f3cio escreveu um tratado sobre este ponto, desde ent\u00e3o constantemente retomado e ampliado pelos ortodoxos, para demonstrar que os ocidentais tinham alterado a doutrina da Trindade, para demonstrar a ortodoxia da igreja do oriente e denunciar a heresia da igreja do ocidente.<\/p>\n<p>Algumas observa\u00e7\u00f5es a este respeito:<\/p>\n<p>1) O Filioque n\u00e3o \u00e9 um motivo suficiente \u2013 admitindo que haja motivos \u2013 para justificar a divis\u00e3o. A prova mais eloquente \u00e9 precisamente o facto de que, depois da morte de Nicolau I e de F\u00f3cio, e apesar de a controv\u00e9rsia teol\u00f3gica continuar, a comunh\u00e3o entre Roma e Constantinopla foi restabelecida e durou cento e setenta e quatro anos, desde 880 a 1054. Durante seis ou sete gera\u00e7\u00f5es os ortodoxos n\u00e3o cessaram de dar a comunh\u00e3o aos latinos que iam ao oriente, embora o uso de dizer o Filioque nas celebra\u00e7\u00f5es ocidentais fosse perfeitamente conhecido dos ortodoxos.<\/p>\n<p>2) Nesta discuss\u00e3o, o ocidente pode defender a sua op\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, na qual a Reforma e a Igreja cat\u00f3lica est\u00e3o em comunh\u00e3o; mas isto n\u00e3o tira que tenha ferido o oriente, ignorando-o, agindo como se a ortodoxia n\u00e3o existisse e como se os gregos n\u00e3o tivessem sido, em larga medida, os padres da igreja do ocidente. \u00c9 uma triste evid\u00eancia. Por seu lado, o oriente ortodoxo dramatizou a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3) O conflito n\u00e3o \u00e9 irremedi\u00e1vel. Em 7 de Junho de 1981, por ocasi\u00e3o do XVI centen\u00e1rio do conc\u00edlio de 381, o Papa Jo\u00e3o Paulo II celebrou em Roma, recitando o S\u00edmbolo sem o Filioque, querendo assim exprimir que n\u00e3o se tratava dum artigo de f\u00e9 central e que tinha em conta as relut\u00e2ncias dos ortodoxos. Em 6 de Dezembro de 1987, por ocasi\u00e3o da visita a Roma do Patriarca de Constantinopla, Dimitrios, na celebra\u00e7\u00e3o em S. Pedro o Patriarca e o Papa recitaram em conjunto, em grego, o S\u00edmbolo sem o Filioque.\t<\/p>\n<p>A ruptura<\/p>\n<p>Mesmo se durante cento e quarenta e quatro anos foi restabelecida a comunh\u00e3o entre Roma e Constantinopla, o distanciamento rec\u00edproco ia-se aprofundando cada vez mais. A recorda\u00e7\u00e3o da crise do s\u00e9c. IX permanecia. Cristalizava-se o rec\u00edproco azedume sobre a quest\u00e3o do Filioque, isto \u00e9, sobre o Esp\u00edrito Santo, que se tornava assim um sujeito de disc\u00f3rdia entre os crist\u00e3os calced\u00f3nios, Ele que \u00e9 amor.<\/p>\n<p>A excomunh\u00e3o rec\u00edproca<\/p>\n<p>Passando por cima de diversos epis\u00f3dios negativos, eis-nos no meio do s\u00e9c. XI. O chefe da Igreja ortodoxa da Bulg\u00e1ria escreveu ao Papa Le\u00e3o IX uma carta sobre a Eucaristia dos latinos que os cat\u00f3licos consideraram injuriosa. Indignado, Le\u00e3o IX enviou a Constantinopla um legado, o cardeal Humberto, para protestar. <\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil saber qual dos dois, se o patriarca Miguel Cerul\u00e1rio se o cardeal Humberto, seria o mais arrogante. Em 16 de Julho de 1054, Humberto excomungou Cerul\u00e1rio na igreja deste, Santa Sofia. Procedimento excessivo, pois o cardeal Humberto tinha recebido a not\u00edcia da morte de Le\u00e3o IX e, conforme as normas do direito, Humberto era o legado do Papa e n\u00e3o da Santa S\u00e9. Em 16 de Julho, Humberto j\u00e1 n\u00e3o era legado do Papa.<\/p>\n<p>Por seu lado, Cerul\u00e1rio excomungou Humberto e os latinos. Era a ruptura. E a quest\u00e3o do Filioque voltou, ent\u00e3o, para o centro das controv\u00e9rsias.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias&#8230;<\/p>\n<p>Constantinopla ensinou que os cat\u00f3licos eram rejeitados. Roma ensinou que os ortodoxos eram rejeitados.<\/p>\n<p>Este desastre do amor crist\u00e3o foi uma cat\u00e1strofe para a vida eclesial, mesmo se a maioria, para n\u00e3o dizer a quase totalidade dos crist\u00e3os do s\u00e9c. XI, nunca tivessem ocasi\u00e3o de encontrar algu\u00e9m da outra cristandade e, por isso, n\u00e3o vissem naquelas circunst\u00e2ncias mais do que um conflito noutro lugar, um conflito que envolvia apenas as hierarquias. Mas qualquer divis\u00e3o que se alimenta de si mesma traz sempre frutos amargos. Descreviam-se os outros como \u00abhereges\u00bb. Os latinos faziam guerra aos gregos.<\/p>\n<p>A Quarta Cruzada<\/p>\n<p>A Quarta Cruzada, em 1204, aparece como uma n\u00f3doa negra da hist\u00f3ria crist\u00e3. N\u00e3o \u00e9 este o lugar para julgar a oportunidade ou o fundamento evang\u00e9lico das cruzadas. A gente daquele tempo fez as Cruzadas contra os \u00abinfi\u00e9is\u00bb. E tal era o projecto da Quarta Cruzada. <\/p>\n<p>Partiam por mar, porque a longa viagem a p\u00e9 dos cruzados fazia morrer metade. A rep\u00fablica de Veneza ofereceu os seus navios aos cruzados. Esta rep\u00fablica estava em concorr\u00eancia comercial permanente com o imp\u00e9rio do oriente. Mas, em vez de desembarcar na Terra Santa, a cruzada dirigiu-se a Constantinopla, tomou a cidade de assalto, fez nela terr\u00edficas devasta\u00e7\u00f5es, destituiu o imperador e o patriarca, imp\u00f4s um imperador latino e, nas igrejas, a liturgia latina: proclamou-se um imp\u00e9rio latino. <\/p>\n<p>Aquele imp\u00e9rio latino \u00e0 trai\u00e7\u00e3o durou menos de sessenta anos; mas o crime da quarta cruzada marcar\u00e1 a ortodoxia de modo duradouro, que ligar\u00e1, sempre que pensa nos latinos, a heresia \u00e0 trai\u00e7\u00e3o, e nutrir\u00e1 uma suspeita permanente em rela\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os do ocidente.<\/p>\n<p>Outras querelas<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Igreja de Roma anexou ao catolicismo, a partir do s\u00e9culo XVI, alguns grupos de ortodoxos que mantinham os seus ritos mas reconheciam a autoridade do Papa. Ora, estas anexa\u00e7\u00f5es nem sempre foram feitas com os procedimentos de melhor qualidade, a ponto de enevoar ainda hoje a atmosfera entre os cat\u00f3licos e os ortodoxos. N\u00e3o se trata tanto dum conflito dogm\u00e1tico o que existe entre eles. Bem mais profundo \u00e9 o contencioso psicol\u00f3gico e hist\u00f3rico, que foi e permanece intenso, mesmo se nestes \u00faltimos anos se foi atenuando.<\/p>\n<p>J. Franclim Pacheco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2\u00aa parte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-11486","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11486\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}