{"id":11491,"date":"2008-01-30T16:42:00","date_gmt":"2008-01-30T16:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11491"},"modified":"2008-01-30T16:42:00","modified_gmt":"2008-01-30T16:42:00","slug":"sindicalismo-hoje-e-amanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sindicalismo-hoje-e-amanha\/","title":{"rendered":"Sindicalismo, hoje e amanh\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> No dia 19 de Janeiro, a Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz (CNJP) levou a efeito um Semin\u00e1rio sobre \u00abUm Sindicalismo Renovado para Enfrentar a Globaliza\u00e7\u00e3o\u00bb. A parte da manh\u00e3 foi dedicada a duas confer\u00eancias, seguidas de debate: a primeira, do Prof. M\u00e1rio Murteira (ISCTE &#8211; Instituto Superior de Ci\u00eancias do Trabalho e da Empresa), sobre \u00abNovos Horizontes da Economia Global\u00bb; e a segunda, de Ulisses Garrido (CGTP &#8211; Confedera\u00e7\u00e3o Geral dos Trabalhadores Portugueses), sobre \u00abNova Economia do Trabalho, Novo Sindicalismo\u00bb. A parte da tarde foi dedicada a um painel em que intervieram (por esta ordem): Prof. Cl\u00e1udio Teixeira (ISCTE), Dr\u00aa. Maria Helena Andr\u00e9 (Confedera\u00e7\u00e3o Europeia de Sindicatos), Eng\u00ba. Jo\u00e3o Proen\u00e7a (Secret\u00e1rio-Geral da UGT &#8211; Uni\u00e3o Geral de Trabalhadores), Doutor M. Carvalho da Silva (Secret\u00e1rio-Geral da CGTP), Prof\u00aa. Maria da Paz Lima (ISCTE) e Dr. Paulo Pedroso (ISCTE). O elevado n\u00famero de professores do ISCTE deveu-se, em especial, ao facto de a\u00ed decorrer um mestrado sobre \u00abci\u00eancias do trabalho\u00bb. A Prof\u00aa. Manuela Silva, Presidente da CNJP, abriu e encerrou o Semin\u00e1rio. <\/p>\n<p>A iniciativa e a prepara\u00e7\u00e3o deste encontro coube ao Grupo de Trabalho Economia e Sociedade, que funciona no \u00e2mbito da CNJP. E, no texto do programa figurava, al\u00e9m de outras, a afirma\u00e7\u00e3o de que os sindicatos s\u00e3o \u00abum elemento indispens\u00e1vel da vida social\u00bb (\u00abComp\u00eandio de Doutrina Social da Igreja\u00bb, n\u00ba. 305).<\/p>\n<p>Talvez se possam retirar, do Semin\u00e1rio, cinco ideias-for\u00e7a para o sindicalismo recomend\u00e1vel no futuro: \u00abestar l\u00e1\u00bb (nos locais onde se encontram os trabalhadores); ser representativo; melhorar a qualifica\u00e7\u00e3o; negociar sempre; e fazer alian\u00e7as. \u00abEstar l\u00e1\u00bb, nos locais de trabalho e com os desempregados, em solidariedade permanente na consci\u00eancia dos problemas e na procura das solu\u00e7\u00f5es. Ser representativo, aumentando o n\u00famero de s\u00f3cios, desenvolvendo a democracia interna e evitando a orienta\u00e7\u00e3o cupulista, embora os l\u00edderes e quadros sejam indispens\u00e1veis. Melhorar a qualifica\u00e7\u00e3o dos sindicalistas, das suas organiza\u00e7\u00f5es e dos pr\u00f3prios trabalhadores, n\u00e3o s\u00f3 em termos profissionais mas tamb\u00e9m em termos \u00e9ticos e no compromisso solid\u00e1rio. Negociar sempre, com as entidades patronais e com suas organiza\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m com outras entidades, p\u00fablicas ou privadas, para o desenvolvimento da contrata\u00e7\u00e3o colectiva, para a solu\u00e7\u00e3o dos diferentes problemas laborais que v\u00e3o surgindo e para a preven\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o de conflitos; a este prop\u00f3sito, considerou-se preocupante a tend\u00eancia actual desfavor\u00e1vel \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o colectiva. Fazer alian\u00e7as, com todas as entidades que possam contribuir para a dignifica\u00e7\u00e3o do trabalho; alian\u00e7as, antes de mais, dentro do mundo sindical (na esfera nacional, comunit\u00e1ria e internacional) e tamb\u00e9m com o Estado e com organiza\u00e7\u00f5es patronais, sempre que seja aconselh\u00e1vel e se verifiquem as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. <\/p>\n<p>Durante o Semin\u00e1rio, n\u00e3o foram debatidos o\/s objectivo\/s final\/is do sindicalismo nem as suas estrat\u00e9gias b\u00e1sicas. No entanto, quase no termo dos trabalhos, surgiu a conhecida tese segundo a qual a luta fundamental do sindicalismo \u00e9 a do trabalho contra o capital. Dada a import\u00e2ncia do assunto, que n\u00e3o p\u00f4de ser debatido na altura, ser-lhe-\u00e3o dedicados alguns dos pr\u00f3ximos artigos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11491","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11491\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}