{"id":11495,"date":"2008-02-06T16:17:00","date_gmt":"2008-02-06T16:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11495"},"modified":"2008-02-06T16:17:00","modified_gmt":"2008-02-06T16:17:00","slug":"a-vida-e-uma-doenca-mortal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-vida-e-uma-doenca-mortal\/","title":{"rendered":"A vida \u00e9 uma doen\u00e7a mortal"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores &#8211; A prop\u00f3sito do Dia do Doente, 11 de Fevereiro <!--more--> A sa\u00fade \u00e9 o melhor bem que podemos ter e desejar. Todavia, \u00e9 quando estamos doentes que o apreciamos de forma particular e com mais intensidade.<\/p>\n<p>A vida desenrola-se com os inevit\u00e1veis matizes da doen\u00e7a e \u00e9 nesta situa\u00e7\u00e3o que a dignidade e a serenidade devem marcar uma presen\u00e7a forte, onde o conforto, o carinho e a amizade s\u00e3o uma constante a criar e a defender.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 uma escola de aprendizagem para todos, \u00e9 preciso aprender a viver com ela, incluindo o pr\u00f3prio doente, mas sobretudo, a lutar pela vida, com paci\u00eancia e esperan\u00e7a, sabendo que esta nos leva \u00e0 descoberta de infind\u00e1veis capacidades para superar os limites da vida no tempo.<\/p>\n<p>Numa sociedade marcada pela produtividade e pelo bem-estar material, urge preparar o doente para o desprendimento da vida e, naturalmente, para uma boa morte.<\/p>\n<p>Se \u00e9 importante ajudar a viver, n\u00e3o menos o \u00e9 ajudar a morrer, transmitir conforto e tranquilidade ao final da vida, aos momentos ap\u00f3s os quais se abrem as portas da eternidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o entra dentro das nossas possibilidades eliminar o sofrimento, mas ele interpela-nos e conduz-nos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova perspectiva de sentido, mais amplo e global.<\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica do crist\u00e3o \u00e9 saber que Cristo, no Evangelho, n\u00e3o comunica apenas a realidade, mas \u00e9 uma boa nova redentora que gera factos e muda a vida.<\/p>\n<p>A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi por Ele aberta de par em par, e esta mensagem de esperan\u00e7a traz-nos uma vida nova.<\/p>\n<p>A capacidade de aceitar a tribula\u00e7\u00e3o e a dor conduzem a uma aprendizagem de f\u00e9, com os olhos postos em Deus, sabendo que Ele n\u00e3o nos abandona, antes \u00e9 o caminho para o sentido do sofrimento.<\/p>\n<p>No meio das contradi\u00e7\u00f5es, h\u00e1 que lan\u00e7ar a \u00e2ncora da solidariedade, da palavra de um amigo que conforta e estimula a f\u00e9 que est\u00e1 dentro de n\u00f3s, duma ora\u00e7\u00e3o ou sacramento, dos quais a Un\u00e7\u00e3o dos Doentes \u00e9 a melhor prenda que se pode dar, pois \u00e9 um bilhete seguro para o C\u00e9u.<\/p>\n<p>A nenhum doente falta a presen\u00e7a de Deus, ainda que o ignore ou o n\u00e3o aceite. A ajuda espiritual \u00e9 tamb\u00e9m um direito que ele tem, e todos devem respeitar os valores morais, culturais ou religiosos que a cada homem assistem. Estado laico n\u00e3o significa ateu e muito menos anti-clerical, ali\u00e1s a toler\u00e2ncia \u00e9 (dever\u00e1 ser) um apan\u00e1gio de toda a Democracia.<\/p>\n<p>Quando se sofre, n\u00e3o estamos s\u00f3s, Deus compadece-se de n\u00f3s e est\u00e1 ao nosso lado.<\/p>\n<p>O sentido da agonia \u00e9 uma abertura \u00e0 nova vida: ela converte-se numa vit\u00f3ria sobre a iman\u00eancia, naquele instante no qual o presente e a eternidade se tocam e onde o tempo que falta encontra a transcend\u00eancia que o completa.<\/p>\n<p>Maria Susana Mexia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores &#8211; A prop\u00f3sito do Dia do Doente, 11 de Fevereiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-11495","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11495\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}