{"id":1151,"date":"2010-04-15T11:49:00","date_gmt":"2010-04-15T11:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1151"},"modified":"2010-04-15T11:49:00","modified_gmt":"2010-04-15T11:49:00","slug":"maos-que-abencoam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/maos-que-abencoam\/","title":{"rendered":"M\u00e3os que aben\u00e7oam"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 30 <!--more--> N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o padre que aben\u00e7oa. A b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9, teologicamente, uma b\u00ean\u00e7\u00e3o da comunidade para a comunidade. Toda a b\u00ean\u00e7\u00e3o parte e gera unidade e comunh\u00e3o. Por isso, a palavra \u201cdiabo\u201d significa \u201co que divide\u201d. A divis\u00e3o \u00e9 uma maldi\u00e7\u00e3o das comunidades, das fam\u00edlias. Ser diferente \u00e9 outra coisa, pois os dons do Esp\u00edrito n\u00e3o s\u00e3o iguais de pessoa para pessoa. Costum\u00e1mos dizer que onde houver um crist\u00e3o cat\u00f3lico, bem formado na verdade e na caridade, a\u00ed, \u00e0 sua volta, est\u00e1 a b\u00ean\u00e7\u00e3o. Ele, com sua presen\u00e7a, \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o para a sua fam\u00edlia, para o seu emprego, para a sua sala de aulas, para os seus amigos de conv\u00edvio. Ele aben\u00e7oa por si mesmo e atrai sobre o mundo o amor e a paz, ainda que se sinta \u00e1rido, cansado e at\u00e9 abandonado. Por isso, o segundo ponto do evangelizador \u00e9 ter consci\u00eancia de ter m\u00e3os para aben\u00e7oar.<\/p>\n<p>Quando eu era seminarista e vivia na comunidade que me formou nos meus in\u00edcios, a Alian\u00e7a de Santa Maria, impressionou-me, um dia, a fundadora dizer-me que gostava de um determinado padre, j\u00e1 muito idoso, porque ele estava sempre a aben\u00e7oar. De facto, sempre que nos visitava, ao chegar e ao partir, apertava a m\u00e3o de cada um de n\u00f3s e com as mesmas m\u00e3os fazia sobre n\u00f3s a cruz da b\u00ean\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sei o seu nome, mas nunca mais me esqueci do gesto. Mas sei que os crist\u00e3os dos primeiros s\u00e9culos se saudavam tra\u00e7ando uns sobre os outros, na fronte, o sinal da cruz. Sei que, nesta comunidade em que eu tive a honra de viver um tempo longo e frut\u00edfero da minha vida de forma\u00e7\u00e3o, quando sa\u00edamos em miss\u00e3o por este Portugal para anunciarmos a Mensagem de F\u00e1tima, a fundadora fazia com o polegar o sinal da cruz na testa de cada um e sent\u00edamos estar investidos numa miss\u00e3o bem especial. Sei que, antigamente, os filhos pediam a b\u00ean\u00e7\u00e3o aos pais e av\u00f3s\u2026 E que, hoje, na minha sacristia, chegam jovens e velhos, pedindo a b\u00ean\u00e7\u00e3o porque t\u00eam uma semana forte pela frente. E dizem sentir-se t\u00e3o bem. Afinal, a nossa f\u00e9 estimula-os a usar as m\u00e3os para aben\u00e7oar. Os esposos devem aben\u00e7oar-se mutuamente, e, no meio deste acto de aben\u00e7oar, muitas feridas podem ser saradas no cora\u00e7\u00e3o magoado. E o mesmo em rela\u00e7\u00e3o aos nossos filhos ou aos nossos pais, por vezes velhinhos ou doentes no hospital. Sem podermos dizer-lhes uma palavra, o sinal tra\u00e7ado sobre a sua fronte anima-os a lutar e crer\u2026 Apesar de ser proibida a cruz nas escolas, o professor pode pedir a Deus a b\u00ean\u00e7\u00e3o para os seus alunos. E em vez de criticarmos os nossos pol\u00edticos, podemos pedir a Deus que os aben\u00e7oe\u2026 E o mesmo sobre os nossos inimigos, seguindo \u00e0 letra o mandato de Jesus de aben\u00e7oarmos os que nos maldizem\u2026 E sobre aquele artista de cinema ou de qualquer express\u00e3o art\u00edstica que nos agradou ou escandalizou\u2026 E sobre os nossos padres, nos quais encontramos sempre tantos defeitos, e os padres para com o seu Bispo ou o Papa e vice-versa. Com a certeza, por\u00e9m, de que as express\u00f5es de b\u00ean\u00e7\u00e3o catequizam e formam, mas nada valem se a grande b\u00ean\u00e7\u00e3o n\u00e3o for o imenso AMOR que devemos ter uns para com os outros. A grande b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00e9 o AMOR. E isto sentiu-o a Samaritana em Jesus, como nunca o tinha sentido antes. Que Ele te aben\u00e7oe e sejas tu mesmo a b\u00ean\u00e7\u00e3o dele para o mundo.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 30<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-1151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1151"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1151\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}