{"id":11539,"date":"2008-02-06T17:53:00","date_gmt":"2008-02-06T17:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11539"},"modified":"2008-02-06T17:53:00","modified_gmt":"2008-02-06T17:53:00","slug":"25-anos-da-instituicao-da-paroquia-da-borralha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/25-anos-da-instituicao-da-paroquia-da-borralha\/","title":{"rendered":"25 anos da institui\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia da Borralha"},"content":{"rendered":"<p>11 de Fevereiro de 2008 <!--more--> A sudoeste da cidade de \u00c1gueda e junto ao rio, nasceu h\u00e1 s\u00e9culos um pequeno burgo, que passou a ser conhecido com o nome de \u2018Sard\u00e3o\u2019, cujo territ\u00f3rio se dividia e divide pelas freguesias de \u00c1gueda e de Recard\u00e3es; era a\u00ed que o caminho, descendo das faldas do Caramulo e das terras beiraltinas, se cruzava e interligava com a velha estrada que, de Braga e do Porto, seguia para Coimbra e para Lisboa e onde, certamente, os estafetas deixavam e levavam a correspond\u00eancia, as mu-las eram mudadas e os viajantes descansavam e se abasteciam. \u00c0 ilharga-sul desta povoa\u00e7\u00e3o, num lugar elevado mas somente dentro das fronteiras da freguesia de \u00c1gueda, foi surgindo um novo aglomerado, que logo se chamou \u2018Borralha\u2019.<\/p>\n<p>\u00c0 volta da capela<\/p>\n<p>A capela de Nossa Senhora de La-Salette, que existiu at\u00e9 \u00e0 actual igreja matriz da Borralha, na parte alta e no mesmo s\u00edtio, foi mandada edificar pelo primeiro conde de Sucena, o benem\u00e9rito Jos\u00e9 Rodrigues de Sucena. Este templo substituiu um outro, cuja autoriza\u00e7\u00e3o foi requerida em 22 de Setembro de 1860 ao padre dr. Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Pereira Bilhano, vig\u00e1rio-geral da Diocese de Aveiro, que despachou favoravel-mente o pedido. J\u00e1 antes, em 13 de Agosto do mesmo ano, Nossa Senhora de La-Salette passou a ser o Orago da aldeia.<\/p>\n<p>Assim, em redor da velha capela \u2013 e agora da igreja \u2013 foi crescendo a povoa\u00e7\u00e3o da Borralha, que hoje conta alguns milhares de habitantes, dedicados \u00e0 ind\u00fastria e \u00e0s mais d\u00edspares profiss\u00f5es. Dado o seu \u00edndice demogr\u00e1fico e o seu desenvolvimento social, viriam a verificar-se as condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis para a sua autonomia religiosa e para a sua emancipa\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>Em 1949, o rec\u00e9m-ordenado padre Laurindo Ferreira Machado foi nomeado capel\u00e3o do lugar da Borralha, da par\u00f3quia e freguesia de Santa Eul\u00e1lia de \u00c1gueda. Iniciando o exerc\u00edcio do seu m\u00fanus, logo se apercebeu das enormes necessidades religiosas e sociais do povo entregue aos seus cuidados. N\u00e3o lhe foi dif\u00edcil reconhecer que precisaria de trabalhar muito; mas tamb\u00e9m n\u00e3o quis negar-se, nem por um instante, \u00e0 tarefa que reca\u00edra sobre os seus ombros. Assim, passados menos de dois anos, o padre Laurindo anunciava o come\u00e7o dos trabalhos de constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio junto da capela de Nossa Senhora de La-Salette, para resid\u00eancia do capel\u00e3o e para salas de catequese e de forma\u00e7\u00e3o. Em face da m\u00edngua de recursos econ\u00f3micos, conseguidos pela generosidade dos habitantes, o padre Laurindo n\u00e3o encontrou outra solu\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser deslocar-se junto dos emigrantes no Brasil, na Venezuela e nos Estados Unidos da Am\u00e9rica do Norte. Venceu e triunfou!&#8230;<\/p>\n<p>Promessa <\/p>\n<p>de D. Jo\u00e3o Evangelista<\/p>\n<p>A inaugura\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio realizou-se em 20 de Junho de 1954. Nas cerim\u00f3nias esteve presente o arcebispo-bispo de Aveiro, D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal, que deu a jubilosa not\u00edcia de que o lugar da Borralha, dentro em breve, seria elevado \u00e0 categoria de par\u00f3quia religiosa. E levou a sua bondade ao ponto de consultar publicamente as pessoas sobre o assunto, fazendo-o por esta forma: &#8211; \u00abQuereis que seja criada a freguesia da Borralha?\u00bb Claro que a assembleia respondeu a uma s\u00f3 voz, afirmando com vibra\u00e7\u00e3o e entusiasmo: &#8211; \u00abQueremos!&#8230; Queremos!&#8230;\u00bb O arcebispo apenas acres-centou: &#8211; \u00abTenho entendido\u2026 e tenho dito!\u00bb Uma salva de palmas, em apoteose, coroou as suas palavras.<\/p>\n<p>No decorrer dos anos futuros, o sonho da cria\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia da Borralha foi germinando em ordem \u00e0 poss\u00edvel concretiza\u00e7\u00e3o, mesmo sem a inclus\u00e3o do lugar do Sard\u00e3o dentro dos seus limites. Contudo, ao padre Laurindo fora confiado outro of\u00edcio pastoral, no Semin\u00e1rio de Santa Joana; e D. Jo\u00e3o Evangelista faleceria em Janeiro de 1958, sem dar o despacho favor\u00e1vel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia. Entretanto, em Dezembro de 1962, tomou conta dos destinos da Diocese de Aveiro D. Manuel de Almeida Trindade. Este prelado quis logo ter conhecimento dos assuntos e problemas pendentes, para lhes dar as poss\u00edveis respostas. Um deles foi o processo da Borralha. <\/p>\n<p>Reitoria da Borralha<\/p>\n<p>A partir de Maio de 1964, foi capel\u00e3o da localidade o padre Ant\u00f3nio Gon\u00e7alves Pereira, que logo contou com a colabora\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o do Culto, institu\u00edda no ano seguinte. Nesta ocasi\u00e3o, a comunidade prosseguia na aventura da constru\u00e7\u00e3o de um novo e espa\u00e7oso templo, capaz de corresponder \u00e0 numerosa popula\u00e7\u00e3o do lugar, dado que a capela de Nossa Senhora de La-Salette era de dimens\u00f5es ex\u00edguas. De tal forma decorreram os trabalhos que, em 5 de Setembro de 1965, a igreja foi benzida pelo bispo de Aveiro. Por motivo de sa\u00fade, o padre Ant\u00f3nio Gon\u00e7alves Pereira teve de ser substitu\u00eddo, em 1967, pelo padre Messias da Rocha Hip\u00f3lito. Por fim, ap\u00f3s o respectivo processo can\u00f3nico, o prelado erigiu canonicamente a Reitoria de Nossa Senhora de La-Salette da Borralha, mediante o documento que assinou em 6 de Fevereiro de 1968, para entrar em vigor no dia 11 seguinte.<\/p>\n<p>Finalmente, par\u00f3quia<\/p>\n<p>Transcorrido algum tempo, D. Manuel de Almeida Trindade, concluindo que chegara a altura da passagem definitiva da Reitoria da Borralha \u00e0 categoria de Par\u00f3quia, em 11 de Fevereiro de 1983 expediu a provis\u00e3o diocesana, com a expl\u00edcita anu\u00eancia de D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino, seu bispo coadjutor. Na mesma data, o padre Ant\u00f3nio Gra\u00e7a da Cruz foi nomeado p\u00e1roco da Borralha, \u00abcom todos os direitos e deveres que lhe competem, o qual at\u00e9 agora e desde 1975 exercia o m\u00fanus eclesi\u00e1stico de reitor da mencionada comunidade cat\u00f3lica.\u00bb<\/p>\n<p>Freguesia civil<\/p>\n<p>Em 1986, aconteceu um facto de primordial import\u00e2ncia para a Borralha. Paulatinamente, a sua popula\u00e7\u00e3o foi outrossim desejando a sua emancipa\u00e7\u00e3o civil; por isso, com a consci\u00eancia de que j\u00e1 constitu\u00eda uma par\u00f3quia, vivendo com a sua autonomia no seio da Igreja Cat\u00f3lica, iniciou-se o respectivo processo, cujo percurso n\u00e3o teve dificuldades de relevo. A decis\u00e3o acabou por ser favor\u00e1vel; o \u201cDi\u00e1rio da Rep\u00fablica\u201d de 20 de Agosto de 1986, publicou a respectiva Lei n\u00ba 25\/86.<\/p>\n<p>Entre os seus objectivos, a par\u00f3quia n\u00e3o se tem alheado do exerc\u00edcio da ac\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-caritativa ou de solidariedade social. Por isso, deu concretiza\u00e7\u00e3o ao Centro Social Paroquial da Borralha, institu\u00eddo em 6 de Julho de 1992 por iniciativa do padre Ant\u00f3nio de Almeida Cruz. Come\u00e7ando a exercer a actividade no edif\u00edcio das salas de catequese e reuni\u00f5es da par\u00f3quia, foi mais tarde transferido para uma moradia sita no lugar do Brejo, conhecida por \u2018Casal Lito\u2019, propriedade da Diocese de Aveiro. Anexas \u00e0 casa antiga, foram constru\u00eddas novas instala\u00e7\u00f5es, que foram oficialmente inauguradas em 14 de Julho de 2007. <\/p>\n<p>Neste campo, n\u00e3o se pode esquecer a presen\u00e7a na par\u00f3quia do Centro Social de Forma\u00e7\u00e3o e Assist\u00eancia da Borralha, institu\u00eddo em 30 de Novembro de 1966 pelo bispo D. Manuel de Almeida Trindade. Este organismo sempre esteve sediado na Casa do Redolho, desenvolvendo actividades de benefic\u00eancia, de caridade e de educa\u00e7\u00e3o; al\u00e9m de infant\u00e1rio, jardim de inf\u00e2ncia e tempos livres para adolescentes e jovens, o Centro ministra mini-cursos de forma\u00e7\u00e3o, recebe grupos de peregrinos e mant\u00e9m um \u2018N\u00facleo Familiar\u2019 para a educa\u00e7\u00e3o humana e acompanhamento moral daqueles e daquelas que n\u00e3o t\u00eam fam\u00edlia capaz de os preparar para a vida e para o futuro \u2013 tudo orientado carinhosamente pelas senhoras da Obra de Nossa Senhora das Candeias, coadjuvadas pelas suas cooperadoras. <\/p>\n<p>Unidade Pastoral<\/p>\n<p>O bispo da Diocese, que j\u00e1 desde 20 de Janeiro de 1988 era D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino, considerando que \u00aba realidade sociol\u00f3gica e pastoral, em ordem ao melhor aproveitamento dos agentes pastorais residentes na zona, e a tentativa de organiza\u00e7\u00e3o de uma pastoral org\u00e2nica ou de conjunto levam \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de algumas unidades pastorais, integrando, para j\u00e1, presb\u00edteros, di\u00e1conos, religiosas consagradas e leigos mais preparados\u00bb, em 20 de Julho de 2005 houve por bem constituir a \u2018Unidade Pastoral de \u00c1gueda\u2019, com as par\u00f3quias de \u00c1gueda, Barr\u00f4, Borralha, Castanheira do Vouga, Macieira de Alcoba, Pr\u00e9stimo e Recard\u00e3es.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia de tal determina\u00e7\u00e3o diocesana, presentemente a par\u00f3quia da Borralha continua a ser espiritualmente servida e assistida nos moldes da mencionada Unidade Pastoral, em que est\u00e1 enquadrada. No seio da Igreja Cat\u00f3lica, os seus membros activos desejam continuar a ser testemunhas de Jesus Cristo e da sua mensagem evang\u00e9lica. Os quarenta anos da cria\u00e7\u00e3o da Reitoria e os vinte e cinco da Par\u00f3quia servem-lhe de incentivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11 de Fevereiro de 2008<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-11539","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11539\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}