{"id":11543,"date":"2008-02-06T18:01:00","date_gmt":"2008-02-06T18:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11543"},"modified":"2008-02-06T18:01:00","modified_gmt":"2008-02-06T18:01:00","slug":"trabalho-contra-o-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/trabalho-contra-o-capital\/","title":{"rendered":"&#8220;Trabalho contra o capital&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Como se referiu no artigo anterior, foi recordada a luta do \u00abtrabalho contra o capital\u00bb, quando estava a terminar o Semin\u00e1rio da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz, que teve lugar no dia 19 de Janeiro. O que se entende por \u00abcapital\u00bb?<\/p>\n<p>Numa primeira acep\u00e7\u00e3o, pode afirmar-se que o \u00abcapital\u00bb \u00e9 o con-junto dos meios de produ\u00e7\u00e3o: o pr\u00f3prio dinheiro, o terreno, as instala\u00e7\u00f5es, os equipamentos, a frota de transportes e tudo o mais que seja utilizado nas actividades econ\u00f3micas. Em termos de lutas sociais, os detentores dos meios de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 que formam a realidade \u00abcapital\u00bb, sendo tratados por capitalistas, patronato ou por outras designa\u00e7\u00f5es mais ou menos semelhantes.<\/p>\n<p>O patronato n\u00e3o constitui um conjunto homog\u00e9neo. Varia imenso, consoante: a dimens\u00e3o das empresas; a tecnologia utilizada; a solidez financeira; o grau de incerteza no escoamento de suas produ\u00e7\u00f5es; as dificuldades de cobran\u00e7a pelos clientes; os prazos de pagamento concedidos pelos fornecedores; o respeito pela lei e pela moral; a responsabilidade social interna e externa&#8230; Combinando estas e outras vari\u00e1veis, identificam-se facilmente algumas dezenas de tipos diferentes de empresas, com poucas semelhan\u00e7as entre si e at\u00e9 com diferen\u00e7as abissais. <\/p>\n<p>Tenhamos ainda em considera\u00e7\u00e3o (como lembrou Jo\u00e3o Paulo II na enc\u00edclica \u00abLaborem Exercens\u00bb, n\u00ba. 13) que o capital \u00e9 fruto do trabalho (e da natureza) e que os capitalistas s\u00e3o pessoas humanas, tal como os trabalhadores. Ponderemos, ainda, que tamb\u00e9m existem diferen\u00e7as abissais entre os trabalhadores, relativas por exemplo a: acesso ao emprego; estabilidade nele; remunera\u00e7\u00e3o; hor\u00e1rio de trabalho e outras condi\u00e7\u00f5es laborais; dignidade social da actividade profissional;  realiza\u00e7\u00e3o pessoal no trabalho&#8230; <\/p>\n<p>Neste quadro de refer\u00eancia, o que significa a \u00abluta do trabalho contra o capital\u00bb? Qual \u00e9 o capital e qual \u00e9 o trabalho que est\u00e3o aqui em causa? &#8211; N\u00e3o existem respostas minimamente satisfat\u00f3rias a estas quest\u00f5es, como bem se compreende,  atendendo \u00e0 diversidade e complexidade das vari\u00e1veis em presen\u00e7a. No entanto, as correntes sindicais respondem a estas perguntas, de maneira t\u00e1cita, atrav\u00e9s da sua pr\u00e1tica e das suas posi\u00e7\u00f5es. Quatro dessas correntes consolidaram-se desde meados do s\u00e9culo passado, e continuam bastante activas e diferenciadas nos dias de hoje. S\u00e3o elas: o sindicalismo revolucion\u00e1rio extremista e o radical; o reformista cooperador e o submisso. <\/p>\n<p>Far-se-\u00e1 uma abordagem destas correntes em pr\u00f3ximo artigo. Adianta-se entretano, desde j\u00e1, que a palavra \u00abcontra\u00bb se apresenta nelas com significados diferentes: no sindicalismo revolucion\u00e1rio apresenta-se em sentido pr\u00f3prio, enquanto no reformista surge em sentido figurado, significando, fundamentalmente, a diverg\u00eancia de interesses e admitindo a hip\u00f3tese de converg\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-11543","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11543"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11543\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}