{"id":11547,"date":"2008-02-13T14:43:00","date_gmt":"2008-02-13T14:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11547"},"modified":"2008-02-13T14:43:00","modified_gmt":"2008-02-13T14:43:00","slug":"namoro-uniao-de-facto-casamento-sacramento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/namoro-uniao-de-facto-casamento-sacramento\/","title":{"rendered":"Namoro, uni\u00e3o de facto, casamento, sacramento"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores <!--more--> Quatro temas para uma realidade: Vida a dois<\/p>\n<p>Como? De que maneira? Porqu\u00ea? Para qu\u00ea?<\/p>\n<p>Utilizando linguagem corrente e que a gente jovem domina, tudo come\u00e7a no HOT, passa depois ao LIGHT e por fim ao EMPTY.<\/p>\n<p>Explico melhor:<\/p>\n<p>Os jovens encontram-se, encantam-se, seduzem e deixam-se seduzir, mal falam e acabam no sexo pelo sexo. \u00c9 HOT (quente).<\/p>\n<p>Vem a seguir o lado LIGHT (leve) \u2013 muito pouco di\u00e1logo (d\u00e1 trabalho), festas, concertos, noitadas, barulho, ru\u00eddo (n\u00e3o d\u00e1 para conversar, dizem). Ser\u00e1 estrat\u00e9gia ou problemas de marketing? Menos conversa, mais bebida. Quem lucra?<\/p>\n<p>Globaliza\u00e7\u00e3o de frases e sentimentos: \u201cMinha querida\/o, meu amor, meu bem\u201d\u2026 Tudo descart\u00e1vel; tudo e todos no mesmo saco (d\u00e1 jeito e n\u00e3o h\u00e1 o perigo de esquecer nomes\u2026).<\/p>\n<p>Nunca os sentimentos foram t\u00e3o vulgarizados, explorados, minimizados. A vida deixou de ter o encanto do inesperado, do verdadeiro, do maravilhoso.<\/p>\n<p>Passa-se depois \u00e0 uni\u00e3o de facto, porque os compromissos n\u00e3o s\u00e3o para toda a vida. Se n\u00e3o \u201cd\u00e1\u201d, parte-se para outra. Mais uma vez o \u201cdescarte\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 os que assumem uma rela\u00e7\u00e3o mais s\u00e9ria, t\u00eam \u00f3ptimas inten\u00e7\u00f5es, com ou sem convic\u00e7\u00f5es religiosas (independentemente do credo que dizem professar), casam pelo civil. Acreditam que vai durar e que um papel assinado ainda faz a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Para os crist\u00e3os baptizados que assim o desejam e para os que querem casar pela Igreja com disparidade de culto, h\u00e1 o Sacramento do Matrim\u00f3nio.<\/p>\n<p>Mas quantos matrim\u00f3nios n\u00e3o s\u00e3o apenas e s\u00f3 uma fachada? \u00c9 mais bonito, o padre fala bem, h\u00e1 \u00f3rg\u00e3o, violino ou coro, arranjos florais dispendiosos e lindas fatiotas!<\/p>\n<p>\u00c9 um dia importante, eu sei, mas onde encaixar o sacramento?<\/p>\n<p>Muitos desses matrim\u00f3nios s\u00e3o nulos, sim NULOS, disse bem, porque um grande n\u00famero de noivos chega ao altar sem inten\u00e7\u00e3o de perpetuar o sacramento. \u201cSe n\u00e3o d\u00e1, paci\u00eancia. Abre-se outra porta\u201d.<\/p>\n<p>E assim, de porta em porta, de janela em janela, se vai passando a vida, sem metas, com ligeireza, aos trope\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que estamos a chegar ao EMPTY (vazio), ao desgaste, \u00e0 desilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Por culpa de quem? Da sociedade, da fam\u00edlia, de n\u00f3s pr\u00f3prios que n\u00e3o quisemos aprofundar o verdadeiro sentido da exist\u00eancia?<\/p>\n<p>O homem n\u00e3o foi criado para viver s\u00f3. Mas no meio de tanta confus\u00e3o, quem querer\u00e1 assumir compromissos?<\/p>\n<p>D\u00e1 trabalho e hoje tudo se quer r\u00e1pido, eficaz, rent\u00e1vel e sobretudo descart\u00e1vel\u2026 Assim, ningu\u00e9m ter\u00e1 que assumir seja o que for.<\/p>\n<p>Uma palavra para os que acreditam no amor aben\u00e7oado pelo sacramento do matrim\u00f3nio e para todos os outros \u2013 porque todos s\u00e3o filhos de Deus: muito di\u00e1logo (\u00e9 fundamental), muito esp\u00edrito de humor, de doa\u00e7\u00e3o (n\u00e3o submiss\u00e3o, nem despersonaliza\u00e7\u00e3o). Ningu\u00e9m tem que impor nada a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Urge mudar mentalidades, recuperar o sentido da vida, da fam\u00edlia, do todo que somos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Uma vida a dois tem que ter o encanto dum primeiro encontro, tem que ser um namoro permanente, uma descoberta e aceita\u00e7\u00e3o do outro, o seduzir e deixar-se seduzir, mas sobretudo AMAR.<\/p>\n<p>N\u00c3O H\u00c1 \u201cPECADO\u201d MAIOR DO QUE AMAR SEM AMOR.<\/p>\n<p>Maria Teresa Domingues<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-11547","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11547"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11547\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}