{"id":11549,"date":"2008-02-13T14:45:00","date_gmt":"2008-02-13T14:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11549"},"modified":"2008-02-13T14:45:00","modified_gmt":"2008-02-13T14:45:00","slug":"fizestes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fizestes\/","title":{"rendered":"&#8220;Fizestes&#8230;&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Editorial <!--more--> Uma vis\u00e3o negativa do essencial crist\u00e3o induz em erro e gera repulsa, em vez de provocar atrac\u00e7\u00e3o pelo caminho da f\u00e9. Com frequ\u00eancia, enunciam-se os caminhos do Evangelho com um rol de proibi\u00e7\u00f5es e interdi\u00e7\u00f5es, como se nos encontr\u00e1ssemos perante um angustiante labirinto de sentidos proibidos, confrontando-nos insistentemente com sombras e becos sem sa\u00edda, em vez de luz e de novos rumos.<\/p>\n<p>N\u00e3o raro, deparamo-nos ante consci\u00eancias cujo exame n\u00e3o passa apenas do mal que n\u00e3o fizeram, de todo incapazes de aferir que bem deixaram de fazer. Como se o seguimento de Jesus Cristo fosse para \u201cbonzinhos\u201d, que n\u00e3o fazem mal nenhum, em vez de valentes, os quais, naturalmente sujeitos a cometer erros, todavia se esfor\u00e7am, uma e outra vez, por fazer caminho, isto \u00e9, por viver o amor. <\/p>\n<p>Nem sequer s\u00e3o os rituais exteriores, como mezinhas de purifica\u00e7\u00e3o, que nos identificam como disc\u00edpulos. O \u201cjejum\u201d que agrada a Deus e, portanto, nos confere a dignidade de seus seguidores \u00e9 feito todo ele de ac\u00e7\u00f5es, vigorosas e exigentes, que explicitam, junto do pr\u00f3ximo e em seu favor, o nosso amor a Deus (cf. Is.58,6-7).<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, esse ser\u00e1 o teor do \u201cjulgamento\u201d que o Senhor far\u00e1 sobre o modo como vivemos o tempo que nos foi dado, sobre as formas, bem concretas, as que tratam da vida do corpo e da vida do esp\u00edrito, pelas quais nos torn\u00e1mos ou n\u00e3o sacramento do Seu carinho pelos nosso irm\u00e3os, com os mais \u201cpequeninos\u201d em lista de prioridades (cf. Mt.25,34-36).<\/p>\n<p>O \u201cEvangelho n\u00e3o \u00e9 apenas uma comunica\u00e7\u00e3o de realidades que se podem saber, mas uma comunica\u00e7\u00e3o que gera factos e muda a vida\u201d (Bento XVI, Spe Salvi, n.\u00ba 2). Em verdade, o Senhor que, na noite da confid\u00eancia, disse aos ap\u00f3stolos \u201cDou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros.\u201d (Jo.13,34), ou, de outro modo, \u201c\u00c9 isto que vos mando: que vos ameis uns aos outros.\u201d (Jo.15,17), \u00e9 o mesmo Senhor que se levanta da mesa, lhes lava os p\u00e9s e conclui: \u201cCompreendestes o que vos fiz?&#8230; tamb\u00e9m v\u00f3s deveis lavar os p\u00e9s uns aos outros \u2026 dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, v\u00f3s fa\u00e7ais tamb\u00e9m.\u201d (Cf.Jo.13,13-15).<\/p>\n<p>N\u00e3o pode ser mais clara a proposta de Jesus Cristo. O que se aprende \u00e9 para mudar o cora\u00e7\u00e3o e p\u00f4r em pr\u00e1tica, num plano de progressiva constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da fraternidade humana pelo exerc\u00edcio inequ\u00edvoco da Caridade, que n\u00e3o tem nada de negativo! \u00c9, isso sim, um caminho exigente, que implica op\u00e7\u00f5es, que se faz de sentimentos, de atitudes, de palavras, que brotam da intimidade com o Mestre, que reclamam uma vida modelada pelas virtudes, muito para al\u00e9m e, tantas vezes, distintas do alvitre de cada um.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-11549","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11549\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}