{"id":11568,"date":"2008-02-13T15:09:00","date_gmt":"2008-02-13T15:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11568"},"modified":"2008-02-13T15:09:00","modified_gmt":"2008-02-13T15:09:00","slug":"radicalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/radicalidade\/","title":{"rendered":"Radicalidade"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica <!--more--> Os dias da Quaresma v\u00e3o no come\u00e7o. Tudo o que fizermos para ela entrar em n\u00f3s \u00e9 importante para vivermos a liberta\u00e7\u00e3o que a P\u00e1scoa nos traz. Vamos ao texto de refer\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que \u00e9 o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, para relembrarmos algumas frases ou express\u00f5es que nos poder\u00e3o auxiliar nesta caminhada de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cA penit\u00eancia interior \u00e9 uma reorienta\u00e7\u00e3o radical de toda a vida, um regresso, uma convers\u00e3o a Deus de todo o cora\u00e7\u00e3o, uma rotura com o pecado, uma avers\u00e3o ao mal, com repugn\u00e2ncia pelas m\u00e1s ac\u00e7\u00f5es que cometemos\u201d &#8211; CIC 1431.<\/p>\n<p>Ressalta, de imediato, deste texto um duplo aspecto: a mudan\u00e7a e a intensidade dela. A rotina \u00e9 avessa \u00e0 mudan\u00e7a, resiste ao inc\u00f3modo de recriar e reorientar os pensamen-tos, as palavras, as atitudes. Crist\u00e3o que se preza, est\u00e1 atento ao risco permanente desta rotina, \u201cde p\u00e9, de rins cingidos e bord\u00e3o na m\u00e3o\u201d, sempre pronto para encetar novas rotas, renunciando aos seus acomodamentos para se abrir \u00e0 surpresa do Esp\u00edrito que nos conduz.<\/p>\n<p>Por outro lado, aos mornos o Senhor vomita-os! Isto \u00e9: \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 por Mim \u00e9 contra Mim\u201d &#8211; diz o Senhor Jesus. Costuma dizer um colega que a for\u00e7a de sedu\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo brota, antes de mais, da Sua radicalidade. E \u00e9 certo que, numa civiliza\u00e7\u00e3o ab\u00falica, de mediocridade e anomia, uma proposta ins\u00edpida n\u00e3o provoca reac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque \u201cO cora\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 pesado e endurecido\u201d &#8211; CIC 1432. Nestas circunst\u00e2ncias, s\u00f3 o \u201ctratamento de choque\u201d produz efeito. Quem n\u00e3o deixa prontamente os \u201centretenimentos\u201d e quer ir primeiro tratar de outros assuntos n\u00e3o \u00e9 digno do Mestre. Depressa e em for\u00e7a, sem olhar para tr\u00e1s e embalado numa esperan\u00e7a feita coragem!<\/p>\n<p>Na certeza, por\u00e9m, de que as nossa for\u00e7as n\u00e3o nos bastam. \u201cOnde abundou o pecado superabundou a Gra\u00e7a\u201d. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que Deus d\u00ea ao homem um cora\u00e7\u00e3o novo. A convers\u00e3o \u00e9, antes de mais, obra da gra\u00e7a de Deus, a qual faz com que os nossos cora\u00e7\u00f5es se voltem para Ele: \u00abConvertei-nos, Senhor, e seremos convertidos\u00bb (Lm.5,21). Deus \u00e9 quem nos d\u00e1 a coragem de come\u00e7ar de novo\u201d &#8211; CIC 1432. A simplicidade de se reconhecer precisado do impulso interior, a humildade de confessar a nossa pequenez, \u00e9 pressuposto para acolher o dinamismo que Ele comunica.<\/p>\n<p>E esta \u00e9 a atitude que nos introduz no processo irrevers\u00edvel: \u201c\u00c9 ao descobrir a grandeza do amor de Deus que o nosso cora\u00e7\u00e3o \u00e9 abalado pelo horror e pelo peso do pecado\u201d\u2026 &#8211; CIC 1432. S\u00f3 a contempla\u00e7\u00e3o do abismo do amor misericordioso de Deus por n\u00f3s nos incita a reconhecer a delapida\u00e7\u00e3o da fortuna que esbanjamos, reacende a esperan\u00e7a, tonifica as nossas vidas para nos levantarmos, nos faz correr pressuroso para o banquete que estamos o Pai nos prepara.<\/p>\n<p>\u201cO fato novo, o anel e o banquete festivo s\u00e3o s\u00edmbolos desta vida nova, pura, digna, cheia de alegria, que \u00e9 a vida do homem que volta para Deus e para o seio da fam\u00edlia que \u00e9 a Igreja. S\u00f3 o cora\u00e7\u00e3o de Cristo, que conhece a profundidade do amor do seu Pai, p\u00f4de revelar-nos o abismo da sua miseric\u00f3rdia, de um modo t\u00e3o cheio de simplicidade e beleza\u201d &#8211; CIC 1439. N\u00e3o \u00e9 o suficiente para confiarmos?&#8230;<\/p>\n<p>Q.S.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar&#8230; O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11568","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11568","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11568"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11568\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}