{"id":11657,"date":"2008-02-28T10:39:00","date_gmt":"2008-02-28T10:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=11657"},"modified":"2008-02-28T10:39:00","modified_gmt":"2008-02-28T10:39:00","slug":"educacao-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/educacao-sexual\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o sexual?"},"content":{"rendered":"<p>Mais um diploma do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, referente a educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, para obviar ao que se diz ser uma educa\u00e7\u00e3o libertadora de atavismos e tabus sexuais. Bem vistas as coisas, estes diplomas s\u00e3o claramente reducionistas: de educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam nada. Cont\u00eam elementos informativos da \u00e1rea da sa\u00fade, resumem-se a fornecer dados biol\u00f3gicos, no intuito de prevenir riscos sanit\u00e1rios e sociais.<\/p>\n<p>Ora a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais do que isso. Essa informa\u00e7\u00e3o, moldada pela ditadura da neutralidade, perde todo o seu valor, na medida em que n\u00e3o prop\u00f5e quadros de valores que a integrem numa vis\u00e3o total da pessoa humana, como indiv\u00edduo e como ser social. Abre as portas a experi\u00eancias as mais das vezes prematuras, em nome de uma liberdade que o n\u00e3o \u00e9. E, sobretudo, a coberto do direito ao sigilo, subtrai a fam\u00edlia \u00e0 responsabilidade e possibilidade de integrar, de modo progressivo, esta envolvente de todo o nosso ser.<\/p>\n<p>As surpresas, depois, surgem. E para elas se programou j\u00e1 o rem\u00e9dio. Os descuidados ter\u00e3o sempre \u00e0 m\u00e3o a possibilidade de um facilitado aborto. A quest\u00e3o \u00e9 mais grave quando os descuidos se tornam flagelos permanentes, ou seja, quando surge a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as cr\u00f3nicas, algumas de consequ\u00eancias bem pesadas, que todos n\u00f3s vamos pagar do er\u00e1rio p\u00fablico. As estat\u00edsticas n\u00e3o assustam com o elevado n\u00famero de estudantes contagiadas com HIV? Tal situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o resultar\u00e1, por certo, de uma vida sexual equilibrada e consciente!<\/p>\n<p>H\u00e1 uns anos, a prop\u00f3sito de m\u00e9todos de planeamento familiar, um folheto editado por uma inst\u00e2ncia governativa, apreciando os m\u00e9todos naturais e os artificiais, dizia como desvantagens dos primeiros, express\u00f5es parecidas com estas: \u201cExigem educa\u00e7\u00e3o e autodom\u00ednio\u201d. Creio que fica tudo dito. Se a educa\u00e7\u00e3o exclui a pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o e o autodom\u00ednio, que podemos esperar n\u00f3s dos sistemas educativos?<\/p>\n<p>A harmonia do desenvolvimento pessoal e social reclama uma elevada consci\u00eancia da maravilha que \u00e9 a sexualidade, como das exig\u00eancias que ela implica, para ser elemento estruturante da felicidade. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a informa\u00e7\u00e3o som\u00e1tica, biol\u00f3gica, emocional, psicol\u00f3gica, que induz caminhos de uma viv\u00eancia sexual que d\u00ea e comunique felicidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 uma cega ideia materialista da pessoa humana, s\u00f3 uma perversa ideologia da identidade pessoal e social, ou uma inconsciente sede de granjear simpatias, podem produzir inten\u00e7\u00f5es e perspectivas deste teor. Mas, ent\u00e3o, que as pague quem as determina ou as quer seguir. E guardem os nossos impostos para causas que educam e dignificam mais a pessoa humana. Tamb\u00e9m temos o direito de o reclamar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um diploma do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, referente a educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, para obviar ao que se diz ser uma educa\u00e7\u00e3o libertadora de atavismos e tabus sexuais. Bem vistas as coisas, estes diplomas s\u00e3o claramente reducionistas: de educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam nada. 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